Game | As melhores expansões de The Sims 4

Com toda a certeza do mundo The Sims é o jogo que eu jogo a mais tempo e desde de 2002 sigo criando personagens, histórias e é claro casas. Atualmente o jogo está na quarta versão, com 11 pacotes de expansões e com tanta coisa extra e com preço salgado resolvi listar as melhores expansões para aproveitar o jogo e não gastar dinheiro em coisas que adicionam pouco à jogabilidade.

 

 

11. Junte-se à Galera

Assim com o nome diz, junte-se a galera é uma expansão voltada para a socialização dos Sims e com isso é possível criar clubes onde você cria atividades para se fazer em conjuntos e regras que os participantes tem que cumprir. 

Uma coisa legal é quando estão nos clubes os Sims agem que nem os outros, o que facilita muito as coisas quando se tem um clube com 8 personagens.

Apesar da nova vizinhança e das novas casas noturnas, os novos conteúdos como roupas e estilos de cabelo não são algo de destaque e te garanto que com o tempo você também vai deixar de usar os clubes.


 

10. Rumo a fama

Fama é algo que todos almejam e com os Sims não podia ser diferente. Nessa expansão os Sims podem se tornar famosos e possuírem uma legião de fãs. Isso significa que os personagens podem ser estrelas de cinema, influenciadores, youtubers e que dependendo do tamanho da influencia que eles possuem podem ter todo o tipo de regalia, sem ter que pagar por nada.

 

Apesar disso esse é o tipo de pacote que só é legal ter quando já se tem as outras, pois não adiciona muito na vida do Sim.


9. Diversão na Neve

Diversão na neve trás um novo mundo que situado nas montanhas e com decoração inspirada na cultura japonesa.

Objetivo aqui é se divertir e relaxar na neve e com isso é possivel praticar snowboarding, andar de trenó, fazer caminhadas, tomar banho nas termas e visitar templos. A expansão também permite que os Sims tenham personalidades mais complexas ao adicionar a função de estilo de vida.

O que me deixa com o pé atrás sobre essa expansão é que pra mim ela tem mais cara de 2 pacotes de jogo (que são pacotes que possuem algumas adições a jogo, mas não tanto quanto uma expansão) do que uma expansão propriamente dita, pois não acrescenta muito na jogabilidade.


 

8. Gatos e Cães

Agora temos cães e gatos! Essa expansão adiciona mais um nível de realidade ao jogo e ter um pet muda completamente a dinâmica do jogo. A criação dos pets é tão completa (cheia de raças, cores da pelagem, personalidade) que eu fico me perguntando porque eles ainda não colocaram algumas coisa para os Sims humanos.

A única coisa que eu não gostei é o fato de que diferente da versão anterior (The Sims 3) não é possivel controlar o animal e bem eu já tinha me acostumado com isso e acho que eles deveriam manter o controle.

 

 

7. Ilhas Tropicais

Essa é com certeza a expansão com o mundo mais bonito de The Sims 4 e bem, com o nome de ilhas tropicais eu não esperaria menos. A ilha é lugar onde os Sims pode relaxar e esquecer de todos os problemas da vida, tomando sol, nadando com os golfinho e conhecendo sereias. Também é possível tanto passar as férias como morar.

O legal dessa estação é que o Sim pode pegar queimadura se tomar sol sem protetor, pode fazer amizade com golfinhos (coisa que não é fácil), Sims sereias podem mudar o clima e ter uma carreira de conservacionista e manter a ilha limpa.

A única coisa que eu não gosto dessa expansão é que não tem um hotel ou algum resort, sei que a premissa do jogo é algo mais natureza, mas senti falta disso.

 

 

6.Vida Sustentável

 


Com mudanças siginificativas a jogabilidade, vida sustentável veio aí para mostrar que de pouco em pouco qualquer Sim pode mudar o mundo. Aqui temos uma nova vizinhança na qual é totalmente conectada com a sociedade e cada decisão tomada (incluido que tipo de casa você tem, qual energia você usa ou em quem você vota) afeta diretamente o ambiente.

Essa expansão também adiciona o conceito de votação, onde você ajuda os seus vizinhos a decidir sobre um projeto para a comunidade.
 

 

5. Ao Trabalho

Ao trabalho realiza o sonho de todo o jogador de The Sims: poder acompanhar o seu personagem no trabalho. Isso funciona para 4 tipos de trabalhos (carreira médica, carreira científica e carreira de detetive) e além disso você também pode comprar um terreno começar o seu próprio negócio.

O acompanhamento é bem legal, mas com o tempo as ações tornam-se repetitivas e por vezes eu escolhia não acompanhar o Sims no trabalho naquele dia, mas o jeito com que as profissões são desenvolvidas são bem legais.

 

Mas apesar disso esse é o pacote que mais tem conteúdo de todos os outros jogos o que não me deixou colocar ele em posições anteriores



4. Vida Universitária

 
Com vida universitária mais uma fase é adicionada a vida dos Sims, a de jovem adulto, e com ela a temida universidade.

Os Sims podem escolher em qual universidade estudar baseada em qual das áreas (exatas, biológicas ou humanas) desejam atuar. Além das diferentes graduações eles também podem fazer atividades extracurriculares como um curso livre ou entrar para algum clube. Eles podem também escolher morar nos alojamentos da universidade, em repúblicas ou em qualquer outra vizinhança.

Apesar de adicionar muitas coisas tanto na questão de jogabilidade quanto de conteúdo, tenho um problema com essa expansão pois se você possui 2 Sims jogáveis na universidade e jogar apenas com um, o tempo também passa para o segundo e como você não jogou com ele, ele vai acabar repetindo em todas as matérias e pode até ser expulso.
 
 

3.Vida Campestre

 
Em Vida Campestre os Sims vão morar no campo, cultivando seus próprios alimentos, fazendo amizades com os animais e usando muito xadrez e bordado.

Na campo os Sims podem criar animais como galinhas, vacas e lhamas, e eles ajudam na renda da família fornecendo ovos e leite, mas também existem outros animais como raposas e coelhos. Além de itens de origem animais também é possível vender os vegetais que planta na mercearia.

A nova vizinhança adiciona fazendas ao jogo e também há festivais onde os Sims podem ganhar prêmios como o de o melhor vegetal ou o melhor animal.


2. Vida na Cidade

  

Essa expansão permite que os Sims experimentem como é viver na cidade grande no meio de apartamentos e festivais. Aqui a vizinhança é dividida em bairros, cada um com a sua especialidade e cada um afeta os Sims de uma maneira diferente.

A experiência de morar em apartamento é muito legal, pois existem desde as coberturas mais luxuosas, quanto às kitnets que possuem fios desencapados e ratos passeando durante a noite. Também até o fator vizinho barulhento!

Os festivais estão aí para adicionar aquela aura de que a cidade nunca para e eu amei que um deles se chama Geekcom e que o sim pode entrar numa competição de jogos e fazer cosplay!
 

 

1. Estações

 
Não importa qual versão de The Sims você possui, na minha opinião a primeira expansão que você deve ter é o de estação. Sério, depois de adicionar esse pacote vai perceber como a jogabilidade melhora em 100%.

Com a inclusão das estações do ano temos uma real sensação de que o tempo está passando e nessa versão também aparece um calendário que mostra quando as estações começam, feriados, datas comemorativas e até quando é o aniversário do Sim.

Os eventos que marcam as estações são algo que eu adoro, pois dá muito mais realidade ao jogo (é possível reunir a família para assistir a estreia de uma série nova, fazer o jantar de ação de natal/ano novo), e além disso é bem legal ver como os Sims reagem as estações, ou seja, cuidado para não morrer de eletrocutado por um raio ou morrer de frio ou de calor ^^



De modo geral espero ter ajudado nessa difícil tarefa e diz aí já jogou The Sims? Se sim qual é o seu preferido?

Resenha | Tempestade de Guerra - Victoria Aveyard

Ano: 2018
páginas: 694
Editora: Seguinte
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Depois de muita enrolação, finalmente consegui escrever a resenha do último livro dessa série que me fez ter todos sentimentos possíveis, que foi desde a vontade de jogar o livro na parede de tanto ódio até ficar sentimental por causa de personagens secundários. Então vamos lá.

 

Novamente a história começa exatamente do mesmo ponto de onde livro anterior acabou, logo após Mare ter sido trocada pela coroa, após perceber que o Cal é igual a todos os outros e que não está disposto a lutar pela igualdade entre vermelhos e prateados. Ela está destruída e decide tomar o reino de Norta de uma vez por todas, começando pela queda de Maven. Mas para que isso aconteça ela deverá esquecer toda a mágoa e se aliar ao homem que quebrou seu coração, pois os aliados de ambos formam uma força invencível.

 

Maven se aliou a Lakeland para garantir o poder e as cicatrizes deixadas pela sua mãe em sua mente estão tão profundas que o rei não consegue mais distinguir o que é real do que não é, mas isso não amedronta sua noiva Iris que tem planos para não se deixar controlar pelos caprichos do rei. Maven continua sendo guiado pela obsessão, fazendo com que nada o impedirá de sair do trono de Norta e de ter Mare ao seu lado, nem que para isso ele reine sobre cinzas. 

 

A guerra entre os irmãos Calore chega ao seu ápice e todos estão sob essa forte tempestade de guerra, que quando cessar irá deixar grandes marcas nos sobreviventes e é claro em Norta.

 

 

Primeiramente eu tenho que dizer ATÉ QUE FIM CHEGUEI NO ÚLTIMO LIVRO!!! Foi tanto sofrimento, tanta raiva passada com a história e os personagens que eu tinha que comemorar por ter chegado ao final dessa série hhahahaha. Após esse desabafo digo que esse livro nem foi não tão ruim quanto eu vi sendo dito por aí, sim ele tem um passo mais lento, tem personagens que são esquecidos no churrasco e plots que se resolvem rapidamente, mas acho que justamente por não ter expectativas altas foi que acabei me surpreendendo com ele.

 

Esse ainda é um livro com um fator político fortíssimo e que rende vários plot twist que me deixavam extremamente com medo do que poderia acontecer no próximo virar de páginas. Alianças eram formadas e destruídas num piscar de olhos e as estratégias formadas pelos personagens me deixavam ao mesmo tempo maravilhada e com raiva. Com isso esse livro realmente honra o título que lhe foi dado e mostra a tempestade de guerra que assola Norta, não apenas nos campos de batalhas, nos assaltos a fortes oponentes ou nas reuniões de estratégias, mas também em cada palavra falada e em cada olhar trocado. 

 

Apesar de todo esse fator mais estratégico (mais parado) que guia a narrativa, na minha opinião esse é o volume com mais cenas de ação de tirar o fôlego, principalmente as cenas dos capítulos finais, onde por mais que eu sabia que certos personagens não iriam morrer não pude evitar de sentir certa apreensão pelas suas vidas. Porém o leitor terá que ter certa paciência para chegar nessas partes já que esse é um livro de quase 700 páginas.

 

 

Uma novidade nesse livro é que agora temos 5 narradores: Mare, Cal, Maven, Evangeline e Iris. Gostei muito da escolha da autora de dar vozes a esses personagens específicos, pois assim temos uma visão de todos os lados da guerra. Sendo assim foi muito bom saber o que cada um pensa e o que rege seus atos, pois isso fez com que eles ganhem mais profundidade e me fez ter empatia (ou não) por alguns deles.

 

Mare por fim deixou de ser tão irritante e finalmente resolveu ouvir um pouquinho o cérebro em vez do coração e fazer o que é certo pelos vermelhos. Cada cena dela lutando por um mundo melhor me deixava que nem aquele gif "You go girl" da Meryl no oscar 😁, porém sinto que ainda faltou coisa a desenvolver na personagem qual de trata do Cal. Eu sei que eles são o casal da série, mas o vai e volta deles e a Mare passando pano pra ele, me deixou bem irritada e já não sabia se torcia ou não para eles superarem as diferenças e ficarem juntos.

 

Aliás já podemos eleger o Cal como o personagem mais burro e hipócrita dessa série? O que ele fez no fim do livro 3 e como ele se utiliza de várias desculpas para justificar isso me deixou com mais ódio dele do que do Maven. Eu sei que ambos são produtos dos desejos de seus pais, mas pelo menos o Maven (apesar de louco) é mais franco com relação a querer reinar sobre Norta, ao contrário do Cal que diz que não quer, mas está lá recebendo a coroa e não movendo um dedo para que a situação dos vermelhos mude.

 

Maven e Iris foram os os personagens que eu mais adorei conhecer melhor, eu realmente adorei como a Victoria construiu esse casal e como cada um tem a sua agenda particular. Maven se consolidou como um dos meus vilões favoritos, toda a construção do personagem foi algo a se aplaudir de pé e suas cenas são todas dignas de releituras só para pegar as nuances de cada coisa que ele diz. Iris foi aquela personagem estilo "mal conheço e já considero pacas". A esposa de Maven já tinha me deixado curiosa nos livro anterior, pois por mais que o casamento deles fosse político, quem teria coragem de ficar junto de Maven? Mas seus capítulos revelam que ela é bem mais do que aparenta ser e que concordar com esse casamento foi algo muito bem planejado.


Agora de todos os personagens, Evangeline foi em disparada a melhor. Ela se destacou muito nesse último livro e todo o arco dela, as questões que ele aborda, os "acorda para vida" que ela dava na Mare e no Cal, tudo isso me fez me apaixonar perdidamente por ela. Comecei até a passar uns panos para ela, quando lembrava de coisas que ela havia feito nos livros passados 😊



 O final desse livro ser algo que divide opiniões eu particularmente gostei dele por (apesar dos pesares) justamente condizer com tudo o que foi construido e com o estado de espírito que os personagens de encontram após a batalha final. E creio que qualquer coisa diferente do que foi apresentado ia soar muito forçado.

 

Tempestade de guerra encerra muito bem a série criada por Victoria e apesar de alguns deslizes no meio do caminho, conseguiu ter uma narrativa empolgante até o final. Então essa série tá mais que indicada a todos que gostam de uma fantasia YA com um que de política e um vilão bem construido que é maravilhoso de se odiar :)

Balanço 2021

Mais um ano se passou e chegou a época de retrospectivas e ver se conseguimos bater nossas metas. 


 

No começo do ano eu fiz um post sobre querer reler algumas séries/livros favoritos e agora revisitando aquela lista vi que mesmo não conseguindo cumprir 100% dela até que eu não fui mal. Pelo meu ritmo de leitura e pelo tamanho da lista que eu criei eu já sabia que não ia conseguir ler tudo e ainda ler livros novos, porém consegui riscar da lista Endgame, Filhos do Eden e os livros do John Green. Com as releituras pude confirmar que Endgame ainda é meu queridinho, pude apreciar ainda melhor o mundo criado pelo Eduardo Spohr e chegar a triste conclusão de que os livros do John Green não são mais pra mim (mas eles ganharam uma nova casa ^^).

 


Outra meta que fiz foi a de ler mais livros em inglês, afinal fiz curso pra quê né? Esse ano foram 11 livros entre eles a trilogia Grisha, a duologia O Diabo veste Prada e a trilogia Shades of Magic e fiquei muito contente com a minha evolução, como a leitura vai ficando mais fácil conforme treinamos mais

 


No desafio de leitura do Goodreads desse ano eu fui além de qualquer expectiva que eu tinha! Minha meta eram 14 livros lidos no ano porque não queria me cobrar tanto afinal, pandemia, mas não sei o que aconteceu (acho que tédio 😁) e no fim acabei lendo 31 livros!


 

E desses 31 fica a lista abaixo dos melhores do ano (sem ordem de preferência):

 


Cinco anos se passaram desde que Mia se formou na faculdade — e sua vida anda bem agitada. Ela coordena um centro comunitário em Nova York, continua perdidamente apaixonada por Michael e está sempre cheia de compromissos reais na agenda. E por falar em compromisso… A imprensa não perde uma oportunidade de maldizer a vida do casal. Por que não se casaram até hoje? Existe outro pretendente? Como a família real permite que ela passe as noites fora de casa? Os paparazzi vivem atrás da princesa, mas ela tem outras prioridades. Até passar um fim de semana romântico com seu amor nas Bahamas. Será que chegou mesmo a hora do “felizes para sempre”?
 
 
 
Outrora transbordando a vivacidade vermelha da magia, o império Maresh é invadido por uma sombra lançada pela escuridão. Kell começa a questionar a quem deve sua lealdade. Lila Bard, agora precisa aprender a controlar a magia antes que esta seja drenada por seus próprios poderes. E o capitão do Night Spire, Alucard Emery, reúne sua tripulação para correr contra o tempo em busca do impossível. Uma conjuração de luz é a conclusão épica da série Tons de Magia, e um acerto de contas com o passado e uma luta por um futuro incerto que sela o destino de Lila, Alucard, Kell, e até mesmo Holland.
 
 
O show mais aguardado do ano! Pelo menos para Antônio, um jovem de 26 anos que não sente vergonha nenhuma em virar a madrugada na rua para conseguir comprar um ingresso para o show de retorno da sua boyband favorita. A noite está fria, os fãs são barulhentos e a calçada está longe de ser confortável, mas quando o acaso coloca Gustavo ao seu lado, passar quinze horas em uma fila não parece mais uma ideia tão ruim assim.



Alina tenta levar uma vida normal com Maly em uma terra desconhecida, enquanto mantém em segredo sua identidade como Conjuradora do Sol. O Darkling retorna com um aterrorizante e novo poder e um plano que irá testar todos os limites da natureza. Com a ajuda e com os ardis de um admirável e excêntrico corsário, Alina retorna ao país que abandonou, determinada a combater as forças que se reúnem contra Ravka. Mas enquanto seus poderes aumentam, ela se deixa envolver pelas artimanhas do Darkling e sua magia proibida, e se distancia cada vez mais de Maly.



O Darkling governa Ravka de seu trono de sombras. Oculta nas profundezas de uma antiga rede de túneis e cavernas, Alina está fragilizada e deve se submeter à duvidosa proteção do Apparat e de seus fanáticos. No entanto, sua esperança está em outro lugar e seus planos exigem que ela terá de forjar novas alianças e deixar de lado as velhas rivalidades para encontrar o último dos amplificadores de Morozova. Porém, quando começa a desvendar os segredos do Darkling, ela descobrirá um passado que vai alterar para sempre a sua compreensão do vínculo que eles compartilham. 

 


Após completar 50 anos, um experiente jornalista decide abandonar tudo e escrever um livro-reportagem a partir da obra O cortiço. Para realizar seu sonho, ele terá de enfrentar a própria família.

 

 

 

 

 

Bem, esse foi meu 2021 e espero que o de vocês tenha sido tão bom quanto. Nos vemos em 2022 com mais resenhas de livros, games, séries e falar de coisas boas ^^

Resenha | Teen Titans: Raven - Kami Garcia

Ano: 2019
páginas: 192
Editora: DC ink
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Ano: 2020
páginas: 192
Editora: Panini
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Durante a CCXP do ano passado resolvi que iria aproveitar o modo online e prestar mais atenção no artist's alley, coisa que nas edições presenciais por eu estar mais dedicada aos painéis raramente eu faço. Eu já conhecia o Picolo das fanarts de Jovens Titãs no instagram e até possuo alguns prints dele e quando eu descobri que ele iria ilustrar uma HQ da Raven para a DC, eu sabia que tinha que ter ela.


Nessa HQ, vemos que após o trágico acidente que tirou a vida de sua mãe adotiva, Raven se muda para Nova Orleans para se recuperar do trauma e terminar o ensino médio. Porém uma coisa estranha aconteceu e a personagem não consegue se lembrar sobre quem ela era antes do acidente: sua música preferida, o que ela gosta de comer no café da manhã ou onde ela estudou antes. Agora numa nova cidade (e numa nova escola), ela deve recomeçar sua vida, fazer novos amigos, sobreviver ao ensino médio e decidir se quer enfrentar o passado e a escuridão que cresce dentro dela.

 

Essa é uma história de origem da personagem e pra mim que nunca havia lido nada referente a ela antes senti que foi uma boa introdução. Como a Raven não se lembra quem ela era antes do acidente, vamos descobrindo mais sobre a personagem junto com ela mesma e eu curti muito isso ter sido mostrado numa Raven adolescente, pois podemos criar um paralelo com o jovem que está descobrindo quem ele é na sociedade.


 

A família adotiva da Raven é uma família criada por mulheres fortes e independentes, dando para a história um bom protagonismo feminino (eu queria muito saber mais sobre elas, mas infelizmente não dá pra colocar tudo num primeiro volume, mas espero que nos outros esse ponto volte a ser abordado). Esse protagonismo faz com que as leitoras sintam-se bem-vindas e contribui para aumentar a representatividade da mulher de um jeito que não seja sexualizado na indústria.

 

A história contém vários plot twist, (alguns eu já esperava e em outras fui pega de surpresa) e por ser  focada para o público jovem adulto, conta com uma história leve e repleta de clichês adolescentes (como o "primeiro dia" na escola nova, a garota popular chata e o menino bonito que nunca olha pra mocinha). Pra mim essa parte da história não funcionou muito, mas eu acabei relevando, pois não faço parte do público alvo.


Se assim como eu você achou o nome da autora muito familiar, é porque a Kami Garcia é a autora a autora de Dezesseis Luas e justamente por ter escrito um série de YA sobrenatural, acho que ela foium ótima escolha para escrever esse texto. E como eu já havia dito no começo, as ilustrações são feito pelo talentosíssimo Gabriel Picolo que é um brasileiro que começou na internet compartilhando fanarts sobre os jovens titãs nos dias atuais e ele foi tão abraçado pelos fãs que finalmente a DC chamou ele para ilustrar HQs.


 

Aliás essa HQ é a primeira de uma série, onde o segundo volume é do mutano e a terceiro é do casal (Raven e Mutano). Infelizmente ainda não li os outros volumes, mas a CCXP desse ano já está logo ali não é mesmo? HAAHAHA.


Então se você for fã dos jovens titãs, do Picolo, da Kami ou apenas quer tentar ler uma coisa nova, Teen Titans: Raven é uma boa pedida.

Game | Ring Fit Adventure


Como vocês já sabem eu sou fã de carteirinha da Nintendo pelo fato deles fazerem jogos mais casuais e também por eles terem consoles baseados em movimentos, sendo eu extremamente viciada em Just Dance, Wii Sports e Fitness Boxing. Com a quarentena, senti que precisava de exercícios mais localizados e resolvi dar uma chance para o último lançamento da empresa. 


O Ring Fit Adventure tem a proposta de mostrar ao jogador que fazer exercícios físicos pode ser divertido, então no jogo você se junta a um anel de pilates mágico e tem como missão derrotar o dragão bodybuilding Dragaux e seus capangas que espalham má influencia. E para isso você precisa efetuar exercícios específicos para atacar ou se defender dos monstros.


O jogo vem acompanhado de um anel de pilates (ring-con) e uma faixa que você prende na coxa, que é onde você acopla os controles do console para que o jogo registre os seus movimentos, com isso o Ring Fit não pode ser jogado na versão light do Switch. Não é possível comprar os itens separadamente, o jogo apenas é vendido em formato de kit (jogo + ring-con + leg strap), e por isso ele tem um preço bem caro principalmente se você for comprar em lojas brasileiras.

 

Quando peguei o anel de pilates pela primeira vez fiquei um pouco descrente se ele realmente iria aguentar muito tempo, pois pelos game plays que havia visto, os exercícios de braços requeriam muitos movimentos de apertar e puxar o "controle", mas conforme fui jogando fiquei surpresa com o quanto ele é resistente. Além disso o aparelho possui uma ótima precisão dos movimentos, que deixou surpresa, pois se você não fazer o movimento correto do exercício seu ataque ou defesa terá um menor desempenho. 

 

O Ring Fit foi feito para todos os tipos de pessoas e possui 5 modos jogo: Adventure, Quick Play, Custom, Multitask e Rhythm Game


  • Adventure:

Se você não sabe por onde começar ou tem zero experiência com exercício físicos eu recomendo começar por aqui. Esse é o modo principal do jogo, onde você tem que percorrer as diversas fases e lutar contra monstros até chegar no chefão, o dragão Dragaux. A história desse modo é bem legalzinha e lembra muito os RPGs, tanto no modo como os diálogos são apresentados, como quando você tem que fazer algumas side-quests no meio da quest principal.

 

São 23 mundos, com mais ou menos 9 fases cada e em cada uma você terá que transpor obstáculos e lutar com monstros para chegar a fase final. Para atacar ou se defender dos golpes, você tem que fazer algum tipo de exercício: pernas, braços, abdome e Yoga e existem monstros que são derrotados mais fácil com um tipo de exercício específico. Ao todo são 60 movimentos diferentes que são desbloqueados conforme se avança de fase. 


Aliás quando eu digo "que é preciso percorrer as fases" é no sentindo literal da coisa. Cada fase é um circuitos de corrida (e as vezes canoagem) diferente (contendo subidas, descida e obstáculos) e o controle que fica amarrado na sua coxa informa se você está correndo ou não, então se você ficar parado não vai avançar no jogo.

 

  • Quick Play:

Esse modo é pra você que quer algo rápido e que faça efeito. O quick play possui opções de exercícios individuais, focados em partes específicas do corpo (perna, ombro, peitoral, quadril, etc) que são divididos em atividade de repetição ou mini games.  

 

  • Custom: 

Aqui é possível criar o seu programa de exercícios, podendo mesclar entre as atividades do modo anterior. Ao meu ver essa opção é para aqueles que já possuem uma rotina de exercícios na academia e querem continuar agora que estão mais em casa.


  • Multitask:

Como o próprio nome diz, esse modo é para quando você quer se exercitar enquanto faz outra coisa (como assistir TV, usar o computador ou o celular). Basta conectar o controle no ring-con, ativar o modo "multitask" e pronto, o controle vai registrar quantas vezes você apertou ou esticou o ring-con e quando você acessar o jogo novamente esse número será convertido em um presente para o seu personagem usar no modo adventure. 

 

  • Rhythm Game:

Com certeza o modo que me deixou mais animada! Ele é como se fosse um Dance Dance Revolution,  (com o ring-con) de músicas de Super Mario Bros, Zelda BotW, Splatoon, Wii fit (saudades) e é claro do próprio jogo. 

 

 

Por possuir um vilão que representa a cultura tóxica das academias, onde se está mais preocupado em conseguir o corpo perfeito e esquecer da saúde, já dá pra reparar que o Ring Fit é um jogo que preza muito mais pela sua saúde e não em "quantos quilos você quer perder". Durante as sessões vários avisos sobre como  ter um bom condicionamento físico são apresentados, são mensagens sobre quais alimentos comer para manter seu corpo saudável, manter-se sempre hidratado, ouvir o seu corpo, não se esforçar além do que você aguenta e até quizzes são efetuados para saber se você prestou atenção qual músculo foi mais exercitado durante a sessão do dia. Antes e depois de cada modo o jogo pergunta como você se sente e se deseja subir de nível e não importando a sua resposta o jogo vai te apoiar nas suas decisões e te informar que o importante é você estar respeitando os seus limites.


Outro ponto é que o jogo te encoraja a fazer sessões curtas justamente para manter um nível de progresso saudável. Um dia comecei a jogar pensando que ia ficar uns 30 minutos jogando, porém em 15 minutos de jogo um pop-up apareceu na minha tela, informando que seria melhor parar para não me sobrecarregar e não sofrer com dores mais tarde. Apesar do aviso, mais uma vez o jogo enfatiza que fica a critério do jogador escolher baseado no conhecimento do seu corpo.

 

Depois de tudo isso, vem aquela pergunta: vale a pena? Olha pra mim super valeu a pena, pois eu não tinha experiência nenhuma em fazer exercícios desse jeito, e depois de algumas semanas eu já sentia a diferença na facilidade como eu fazia os movimentos e como os meus pontos de ataques melhoraram. Mas é preciso ter uma boa disciplina para jogar todos os dias e manter o corpo saudável para aguentar exercícios mais difíceis (yoga eu tô olhando pra você!!). Pra quem já tem uma rotina de treinos (seja em casa ou em academia) creio que o jogo agirá mais como um "personal trainer" pelo fato do sensor indicar o quão correto está o movimento e não ter tantos riscos de fazer algo que possa dar errado.

 

A história em formato de RPG, o novo meio de jogabilidade e o olhar mais saudável sobre o porque de praticar exercícios, fazem de Ring Fit Adventure é um ótimo jogo. Com um treinamento completo de exercícios ele é feito para aqueles que estão começando, para quem já possui prática ou para quem só quer se divertir e derrotar um grande dragão do mal.


 

Resenha | Sol e Tormenta - Leigh Bardugo

Ano: 2017
páginas: 435
Editora: Square Fish
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Ano: 2021
páginas: 352
Editora: Planeta Minotauro
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Depois de ficar um pouquinho obcecada pela série "Sombra e Ossos" da Netflix, resolvi que não poderia aguentar até 2022 (nas melhores das hipóteses) para saber como a história iria continuar, então resolvi ignorar minha TBR e mergulhar de vez nessa história para saber o que irá acontecer com Alina, Mal e o tão perigoso e sedutor Darkling.

 

Em Sol e Tormenta, Alina e Mal tentam recomeçar suas vidas em um outro lugar após cruzarem o Mar Real e deixarem suas identidades para trás. Nessa nova terra a conjuradora do sol e o veado de Morozova existem apenas nas histórias de dormir, porém adaptar-se a essa nova vida é algo difícil, ainda mais quando rumores dizem que o Darkling sobreviveu aos perigos da Dobra das Sombras. Alina tem certeza de que o vilão fará de tudo para encontrá-la para finalmente tomar o seu poder e percebe que não pode fugir do passado (ou será do destino?) e se vê novamente ligada a salvação de Ravka, só que para isso recebe a ajuda de um excêntrico corsário que a primeira vista está nessa aventura apenas pelo dinheiro, mas que aos poucos torna-se uma parceria um tanto que valiosa.


Na jornada para derrotar o Darkling, Alina busca entender melhor os seus poderes e conforme eles aumentam ela se vê cada vez mais envolvida com os ideais do conjurador de sombras, ficando cada vez mais distante de Mal e da garota que já foi um dia. Mas chegará o dia no qual ela terá de escolher entre seu país, seu poder e a si mesma ou arriscar perder tudo em busca de mais um mito que pode ou não ser realidade. 


 

Como um bom segundo livro de uma trilogia, ele nos prepara para tudo o que vai acontecer no próximo volume, mas a primeira coisa que eu reparei quando comecei a ler sol e tormenta, foi em como a atmosfera da história parecia estar mudando para algo mais sombrio, como se ao decorrer das páginas a autora estivesse te falando para esquecer as coisas "lindas" vividas no livro anterior e que dali pra frente tudo só iria piorar. Então não se engane com o começo fofinho desse livro, porque as coisas ficam agitadas num nível que eu fiquei um pouco confusa quando algumas cenas que parecem pertencer ao final da história acontecem e fiquei imaginando em como seria o resto do livro se algo tão importante estava sendo mostrado em praticamente 30% da narrativa.


Logo a trama se mostra ser mais política e cheia de estratégias, do jeito que eu gosto, e entendemos melhor sobre o reino de Ravka, sobre a família real, sobre o porque dos territórios do Norte e do Sul e serem considerados inimigos e o que o poder da Alina significa nesse jogo de poder. Aliás, como a protagonista está descobrindo mais sobre si e sobre os seus poderes, a mitologia criada pela autora se torna ainda mais rica e interessante. Gostei muito de saber mais sobre os santos e lendas que sempre são citados na história e também em saber que o Istorii Sankt'ya realmente foi publicado no mundo real, para que eu possa matar minha curiosidade e tentar descobrir se há algo nas entrelinhas de cada história.

 

 

A Alina desse livro está bem distante da personagem que havíamos conhecido em sombra e ossos e seu desenvolvimento é inegável. Considerada uma santa por alguns, traidora por outros ou simplesmente um peão no tabuleiro do poder de Ravka, ela passa por uma torturante jornada para descobrir quem realmente é, se será forte o suficiente para derrotar o Darkling e se tornar responsável por toda uma nação. As questões que regem a personagem foram muito bem construídas pela autora, sendo possível ao leitor entender toda a agonia que Alina passa por estar descobrindo o seu poder e ao mesmo tempo sentir vergonha por querer mais, e por esse poder ser um dos principais fatores por sua crescente solidão. Afinal como diz o Darkling, eles são únicos e ninguém entende o peso que seus poderes tem sobre eles.


O Darkling deixou as máscaras de lado e se tornou ainda mais cruel depois que sua verdadeira intenção em querer Alina por perto foi descoberta. Apesar de aparecer pouco, ele possui as melhores e mais impactantes cenas, utilizando seu charme e influência para deixar a protagonista ainda mais incerta sobre qual caminho percorrer. Gosto muito dele como vilão, pois ele é um personagem bem factível, cheio de boas intenções mas que utiliza artifícios errados para consegui-las. Aliás gosto do Darkling apenas como vilão e nada mais, eu entendo o quanto o personagem é apelativo para os leitores, afinal ele é bonito, tem uma química incrível com a Alina e sempre está incentivando ela a explorar os seus poderes, ao contrário do Mal. Só que ele faz tantas coisas terríveis que pra mim não tem química que resista a isso e não consigo de jeito nenhum shippar Darklina.


Porém o Mal também não se ajuda muito e ao meu ver ele foi o único personagem que não teve um grande desenvolvimento, continuando a ser o personagem chato que sempre põe a Alina para abaixo por ver que ela está mudando. Tenho a dizer que apesar disso eu meio que consigo entender ele e algumas vezes até consegui não ficar com raiva de algumas ações dele, mas olha alguém tem que conversar com ele e explicar que apesar de Grisha as pessoas não leem mentes. Outra coisa é que apesar de não gostar muito do personagem não acho justo a comparação que fazem entre ele o Darkling, sobre quem seria melhor para Alina, simplesmente pelo fato de que um é um adolescente de 16/17 anos e o outro é um adulto de mais de 500 anos. 


Nesse livro temos novos personagens adicionados na história, que ajudam a entender melhor o que está acontecendo fora de Ravka, porém o melhor deles com certeza é o Sturmhond. Não vou dizer muito sobre ele para não estragar a surpresa, mas eu amei todas, sim TODAS, as cenas dele. Assim que ele abriu a boca para dizer o primeiro dialogo eu já sabia que ele ia entrar para o meu hall de personagens favoritos e conforme a história foi andando isso foi se concretizando ainda mais e agora não vejo a hora de ler mais sobre ele nos próximos volumes

 

 

Esse é mais um daqueles finais onde é muito importante ter o próximo volume já em mãos de tão bom que ele é e ao contrário do que eu pensava as cenas finais não ficaram nada a desejar e foram tão impactantes quanto as cenas iniciais, mostrando como a escrita da autora evoluiu, sendo capaz de construir uma história mais dinâmica onde cada momento é inseridos no tempo certo instigando o leitor cada vez mais.

 

A minha edição é a paperback em inglês e ela possui alguns conteúdos bônus. Uma entrevista com a Leigh Bardugo, onde ela fala sobre o processo de criação da história e um conto sobre a história da Genya, que eu achei muito bom pois explica ao leitor o que aconteceu para que ela ficasse do lado Darkling apesar das atitudes questionáveis dele. A única coisa ruim dessa edição é que ela vem com um selo impresso na capa falando da série da Netflix. Não tenho nada contra divulgar a série, até porque quanto mais gente assistindo mais chances de adaptarem os outros livros, mas esse selo podia ser removível e não algo que está impresso na capa!! 

 

De modo geral eu gostei bem mais desse livro do que do anterior, pois ele não caiu na maldição do segundo livro e nos trouxe um grande desenvolvimento dos personagens e maior enriquecimento da mitologia. E agora que eu conheço a história, mal posso esperar pela segunda temporada da série e ver quem eles escolheram para fazer certos personagens e como vão mesclar essa história com a dos corvos.

Resenha | Uma conjuração de luz - V.E Schwab

Ano: 2019
páginas: 640
Editora: Tor Books
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Ano: 2020  
páginas: 728
Editora: Record
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Assim que eu comecei a perceber que o final de "Um encontro de sombras" iria acabar com o meu psicológico, corri pra adquirir o próximo o volume para não perder tempo (e sofrer muito) e já saber o que acontece e bem, cá estamos para falar sobre a maravilhosa conclusão dessa trilogia, como ela me fez passar por uma montanha russa de emoções, mudar minha opinião sobre certos personagens e como me deixou ainda mais ansiosa para a nova trilogia que está por vir.

 

Agora que novamente detém um corpo, Osaron decide estender seus domínios para além da Londres Preta, lançando sobre Arnes suas sombras, transformando-a em algo muito diferente da cidade que transborda magia e fazendo com que o já precário equilíbrio que existe entre as quatro Londres fique prestes a ruir.

 

Kell fará de tudo para salvar sua cidade e sua família, mas essa não é o única coisa que atormenta o "último Antari". Depois da maneira que foi tratado pelo Rei e Rainha durante os acontecimentos passados, Kell não sabe mais a quem deve a sua lealdade e vive um conflito interno sobre querer buscar saber mais sobre quem verdadeiramente é ou não. Lila finalmente entendeu como manifestar sua magia e agora sua jornada será sobre aprender a controlá-la, afinal como vimos anteriormente tudo é uma questão de harmonia e tudo tem seu preço. E Rhy em meio ao caos de salvar seu mundo busca por um sentido para ainda viver, de algo que o torne digno de ter sido salvo pelo irmão e de ser o príncipe que todos amam.

 

Juntos eles vão ter que aprender a fazer as pazes com o passado, para conseguir lutar pelo futuro e assim garantir que os sacrifícios feitos não foram em vão, que o Isle brilhe vermelho mais uma vez e que equilíbrio retorne ao mundo.

 

 

Vou começar dizendo que ainda bem que a Amazon conseguiu entregar o livro a tempo de eu já tê-lo em mãos quando terminei o segundo, porque olha eu não saberia dizer o que seria de mim se tivesse que esperar pra ler esse volume. Por começar exatamente do mesmo ponto no qual "Um encontro de sombras" terminou a história já começa com tiro, porrada e bomba, então não tinha nem se passado dois capítulos e eu já estava surtando e pensando em tudo o que poderia acontecer com os personagens. 

 

Essa atmosfera de urgência é replicada durante todo o livro então se você olhou o tamanho dele e já ficou com medo de ele ser monótono igual ao outro, pode ficar aliviado porque as 700 páginas (se você ler na versão nacional) vão passar voando e quando menos esperar já vai estar na metade do livro e pensando como isso aconteceu (experiência própria 😁). Aliás o tamanho do livro se dá ao fato de que a Victoria amarrou todas as pontas soltas das tramas que nos foram apresentadas anteriormente, então acontece muita, mas muita coisa mesmo e eu sinceramente acho que ainda faltou página para explicar dar umas incrementadas em algumas explicações.


Por conta de todos os acontecimentos, os personagens sofrem um incrível desenvolvimento e quando os comparamos com quando os vimos pela primeira vez, nem parecem que são as mesmas pessoas. Esse livro é praticamente focado em Holland e Rhy, personagens opostos mas que são iguais por carregarem as marcas de serem completamente diferentes das pessoas de seus respectivos mundos: um Antari que vive numa Londres carente de magia e um príncipe sem poderes numa Londres, na qual a magia é tão abundante quando o ar. Holland desde o início sempre foi um personagem controverso e pra muitos (eu inclusa) motivo de um ranço enorme, mas ao ler sobre o seu passado e sobre tudo o que o ele passou minha opinião sobre o Holland mudou e passei a fazer par com Kell na defesa do personagem sempre que alguém chegava pra acusá-lo. Já Rhy que começou a se descobrir no volume passado, aqui mostra todo o seu potencial e o quanto ele merece o título de realeza de Arnes mesmo não tendo magia, sendo as partes deles as que mais me emocionaram durante a leitura. 

 

 

Descobrir mais sobre a história do Alucard foi a segunda melhor coisa desse livro pra mim, entender o que aconteceu entre ele e Rhy e qual o motivo de tanta mágoa entre os dois, saber mais sobre a sua família e porque seu retorno a Arnes foi tratado com tanto alvoroço e por fim compreender melhor sobre a amizade dele com a Lila. Pra mim cada capítulo no qual ele era o narrador era certeza de que eu ia amar.

 

Lila aliás ainda me dá nos nervos com a sua personalidade cabeça dura e "eu sei tudo do mundo", porém nesse livro ela está mais contida, um pouco mais consciente do que as suas ações podem acarretar e isso me fez gostar um pouquinho mais dela. Kell continua sendo o personagem que sempre busca fazer o que é certo, mas começa aos poucos a pensar nele mesmo e perceber que a vida não é apenas o dever. É interessante ver o relacionamento de Kell e Lila e perceber como um vai influenciando o outro durante a trama e por causa disso eu comecei a aceitar melhor o romance dos dois (apesar de achar que o começo foi um pouco forçado).


Outros personagens também ganham voz para explicar outros lados do conflito, sobre o que está acontecendo na Londres Branca, na Cinza e na realeza da Londres Vermelha. Eu adorei que finalmente a autora lembrou que existiam outros mundos e foi muito legal ver como a expansão dos poderes do Orson, impactam cada um de uma maneira diferente, porém senti falta de dar mais espaço para o que acontece na Londres Cinza, e por mais que essa cidade não tenha tido mais destaque por não possuir magia, acredito que justamente isso tornaria as coisas mais interessantes, como por exemplo ver como a população desse mundo reagiria. Outra coisa é que conhecer um pouco mais sobre o rei e rainha me uma deu pontinha de curiosidade para ler a HQ "The Steel Prince" que conta a história de como o pai do Rhy se tornou rei.


A história se encerra com chave de ouro, com o conflito bem resolvido e cheio de cenas emocionantes. Aliás a Victoria acabou com o meu coração com esse final e por mais que eu entenda que não poderia ter outro encerramento para certos personagens, eu tive que ler algumas partes mais de uma vez para ter certeza que de que aquilo estava acontecendo e até agora, algum tempo depois, eu ainda tenho dificuldades de aceitar o que aconteceu. 


 

A minha edição é a edição de colecionador da Amazon, e assim como as outras contém fanarts nas folhas de guarda, um glossário com termos Arnesianos e Antari e um conto, que dessa vez é sobre a história de origem do Kell! Ler esse conto depois de tudo o que passamos com o personagem durante esse livro foi perfeito e me deixou ainda mais maravilhada com o mundo que a Victoria criou. Então se você lê em inglês e pode gastar um pouco mais, compre essa edição que esse conto vale muito a pena.


No fim, foram anos postergando para ler essa trilogia, para no final das contas ler tudo em menos de um mês, ela se tornar uma das minhas histórias favoritas e a Victoria entrar no meu top 3 de melhores autoras. O mundo criado, os temas abordados e os personagens me cativaram de um jeito que só não fiquei tão triste que a história acabou, porque sei que uma nova trilogia vem aí e mal posso esperar por vê-los novamente ^^

Game | Doki Doki Literature Club


A primeira vista Doki Doki Literature Club parece ser mais um jogo simulação de namoro, onde o jogador tem que escolher qual das protagonistas ele ofertará todo o seu amor, porém ao dar play em seu trailer somos apresentado a seguinte frase "Este game não é recomendado para crianças ou aqueles que são facilmente perturbados" e percebemos que esse jogo não é o que parece ser.

Na história você é um estudante que entra em um clube de literatura, graças a insistência de sua amiga de infância e lá conhece outras três garotas que estão fazendo ao máximo para que o pequeno club vire um clube oficial da escola.
 
  • Monika - Presidente do clube, bem popular entre os estudantes e é vista como sendo inteligente, segura de si e está sempre trabalhando duro para que o club seja bem-sucedido.
  • Sayori - A melhor amiga do protagonista e quem o convence a entrar para o clube. Ela é a vice-presidente do clube e é vista como inocente, alegre e muito boa em lidar com outras pessoas.
  • Natsuki - É a menor integrante do grupo e por várias vezes é confundida como sendo uma aluna do primeiro ano. Ela vista pelos outros personagens como impulsiva, teimosa e arrogante. 
  • Yuri -  É apaixonada por livros de horror e thriller psicológicos e esse seu gosto é altamente contrastado com sua personalidade, pois ela é retratada como sendo tímida, muito educada, sensível e madura.
 
Como qualquer simulador de namoro, você deve escolher uma garota para se tornar mais intimo e para isso você deverá escrever poemas com temas que seja do gosto de seu interesse romântico. Porém conforme a história vai avançando é possível perceber que as conversas com as personagens e os poemas começam a ficar mais sombrios e aí que vemos a verdadeira face de Doki Doki.
 
 
Não vou dar muitos spoilers, porque ao meu ver o melhor jeito de aproveitar Doki Doki é não saber  absolutamente nada sobre ele, exceto que é um jogo de terror psicológico. Sério gente não se deixem enganar pelas imagens fofas, esse jogo é realmente pesado então é bom levar o disclaimer do começo do jogo muito a sério, aliás eu particularmente acho que o disclaimer foi até muito leve e que na verdade ele deveria ser algo do tipo "Esse jogo não é recomendado para aqueles que não querem ser traumatizados pro resto da vida". 
 
Pra mim os modos encontrados para inserir terror numa narrativa "fofa", foi o que tornou esse jogo tão apelativo, as partes assustadoras não são tão gore e nem previsíveis. Este não é um jogo que assusta apenas por assustar, todos os sustos são feitos para fazer com que o jogador tenha uma nova perspectiva sobre os jogos do gênero de simulação de namoro, pensar sobre as pessoas que os desenvolvem, os jogadores que os consomem e porque eles possuem certos estereótipos.

Com isso vemos como Doki Doki possui uma narrativa maravilhosamente criativa e disruptiva, com diálogos que em um tempo vão te fazer pensar: "que fofa, me pede o mundo que eu te dou" e em outro "pera aí o que você disse? É isso mesmo? Vou fechar esse jogo agora!". E isso tornou a minha experiência com o jogo algo totalmente diferente de tudo com que eu tinha vivenciado e mesmo não sendo fã do gênero de horror psicológico (ou mesmo horror de modo geral), me vi literalmente viciada em descobrir o que estava acontecendo (mesmo quase morrendo do coração no processo 😁)
 
Outra coisa bem legal desse jogo são os easter eggs e apesar de agora ele estar disponível em diversas plataformas, eu particularmente ainda prefiro a versão para PC, que além de ser gratuita dá uma melhor experiência ao jogador caso ele deseje ir mais além da história central. E vou dizer a vocês que esses easter eggs enriquecem ainda mais o lore do jogo, então vale muito a pena passar um pouco a mais de raiva para encontrá-los.


O lançamento do jogo foi em 2017 e era somente para PC, mas recentemente ele foi relançado sob o nome de "Doki Doki Literature Club Plus" e como eu mencionei anteriormente agora ele está disponível em outras plataformas (PS5, PS4, Xbox One, Xbox Series X/S e Nintendo Switch).

A nova versão foi totalmente repaginada (os gráficos foram atualizados para HD) e novos conteúdos e maneiras de acessar certas partes do jogo foram acrescentados, mas não se preocupe a história em si não foi modificada. Dentre esses novos conteúdos estão várias coisas para serem desbloqueadas ao passar do jogo, como: artes da concepção do jogo, wallpapers, músicas da trilha sonora (para ouvir quando quiser) e novas "side stories" que nada mais são do que pequenas histórias (datadas antes dos eventos do jogo principal) que exploram mais os relacionamentos entre as integrantes do grupo e fazem você ficar ainda mais apegado as personagens. 

Com essa nova versão fiquei pensando se valia a pena pagar por algo que eu já poderia ter de graça na Steam e a resposta é: depende. Se você já jogou Doki Doki e se tornou fã do game, eu diria vai com tudo e adquira a versão plus que você vai adorar (principalmente quando completar 100% do jogo), mas se você acabou de conhecer o jogo, escolha a versão de PC e experiencie Doki Doki na sua essência ^^.

Doki Doki Literature Club é um jogo de horror brilhante, que deturpa estereótipos e ensina o jogador a não se deixar levar pela aparência fofa das personagens, o ambiente cor de rosa e a música alegre do jogo, pois participar de um club de literatura pode causar sérios danos a sua sanidade.