Série | Dark


Já fazia muito tempo que eu queria começar a assistir Dark, mas resolvi esperar até a última temporada pra mergulhar de cabeça, e então como um buraco negro que suga tudo em a sua volta, a série alemã sugou a minha vida nesse último mês, com sua trama complexa, bem estruturada e com um final que não deixou nada a desejar.

A série que teve sua primeira temporada lançada em 2019 se passa na pequena cidade alemã chamada Winder, que após uma grande calmaria torna-se palco de misteriosos desaparecimentos. Conforme as investigações vão avançando, quatro famílias são tragadas para esse mistério e além de uma teia de segredos familiares descobrem que os acontecimentos atuais possuem relação com outros desaparecimentos que ocorreram 33 anos antes.

A trama conta com mais de 72 personagens que de alguma forma estão conectados uns com os outros e durante as três temporadas vamos descobrindo junto com Jonas (um dos personagenagens mais afetados por tudo o que está acontecendo na cidade) a origem de todos os segredos e eventos que desencadearam o que Winden presenciou, está presenciando e o que presenciará. E se você achava que LOST era uma série que tinha tudo amarrado e bem explicado (pelo menos até a greve dos roteiristas) vai ter um surto com Dark ao perceber que até uma olhada para um canto da cozinha significa uma coisa.

Por ter uma base mais "pé no chão", a série explora o fator científico muito bem, sendo a melhor que já vi até agora, e ao invés de explicações complicadas, maçantes e tediosas, apresenta as viagens no tempo de maneira simples e ao mesmo tempo inteligente, me fazendo pensar que tudo isso pode ser realmente possivel bastando termos acesso a alguns materiais radiativos e muito azar ^^



A princípio eu queria ver a série mais pelo fator da ficção cientifica e toda a história de viagem no tempo com uma explicação mais "cientifica", ou seja, buracos de minhoca, teoria da relatividade geral e paradoxo de bootstrap. Porém foi a mistura com os elementos de true crime que me fizeram realmente pegar amor por tudo e maratonar ela até não conseguir parar de falar em mais nada a não ser Dark (esse post está aqui pra comprovar isso ^^). Todos os relacionamentos e as histórias por trás deles, me fizeram questionar o quanto realmente conhecemos as pessoas, suas motivações e desejos mais íntimo, se realmente sabemos o que as pessoas são capazes de fazer para salvar aqueles que amam, ou seja, Dark extrapola o da tema da ciência exata e nos mostra também a ciencia humana e como ela pode ser tão responsável pela viagem tempo quanto uma máquina ou um acidente radioativo.

Juntando todos esses elementos numa trama tão bem feita eu tenho certeza que não seja possível assistir um episódio sem pausar pelo uma vez para se perguntar: O que que está acontecendo?!?! O que eu acabei de ver?!? O QUE!?!? Então minha dica é assistir cada episódio com um caderninho do lado para ir anotando todas as conexões porque foi justamente isso que me ajudou a navegar por cada episódio sem ficar parecendo o meme da Nazaré.

Ah e uma coisa que não pode ser esquecida é o quanto a fotografia e trilha sonora são um personagem a parte nessa jornada. As tomadas da floresta, os tons em sépia e as músicas com uma pegada mais indie/eerie criam junto dos atores a atmosfera perfeita para nos mostrar o quão sombria é Winder e que essa é uma cidade onde não se deve confirar em ninguem, inclusive si mesmo.


Essa review é apenas uma gota perto do oceano que é Dark e assim guiados pela teia de Ariadne, vamos descobrindo através das temporadas como e quando tudo se conectou, já que afinal o inicio é o fim e o fim é o começo.

Eventos | Vem aí FLIPOP on-line



Com a pandemia acontecendo, vários eventos estão tranferindo seus conteúdos que ocorreriam de fora presencial para a forma on-line e é claro que com a FLIPOP não poderia ser diferente.

Esse ano o evento será totalmente on-line e será transmitido pelo canal da editora Seguinte entre os dias 9 e 12 de Julho e terá 16 paineis e sendo mais uma vez inovador, o evento utilizou-se do fato de que será on-line para pedir ao público que indicassem autores para participarem do evento, dando preferência a indicações fora do eixo Rio-SP.

Eu já falei várias vezes da FLIPOP aqui e como esse evento já entrou no meu coração por ser um lugar seguro para falar sobre literatura, onde discriminação não tem vez e que gera uma proximidade com os autores jamais vista em outros lugares. Então mesmo sendo uma edição on-line tenho certeza que toda a sensação do evento presencial estará ali e finalmente poderemos compartilhar isso pessoas de outros estados que não tem como vir para o evento.

Então não esquece que já marca na agenda, ein!

Podcasts liteŕarios

É gente parece que o ano do podcast finalmente chegou. Em 2019 o Spotify resolveu investir pesado na divulgação desse formato e agora em 2020 parece que ele se consolidou de vez o que fez a minha lista saltar de 3 inscrições para 19!! Com isso finalmente consegui tirar esse post do papel e indicar pra vocês alguns Podcasts literários (em português e inglês) para gente se divertir e descobrir mais indicações (como se essa lista já não fosse grande o bastante ^^).


Esse foi um dos primeiro podcast BR sobre literatura que eu encontrei e logo foi a amor a primeira ouvida (essa palavra existe? ^^). Criado pelas booktubers Mayra Sigwalt do All about that book e pela Bruna Miranda do canal de mesmo nome, o podcast é basicamente aquela conversa gostosa sobre livros com os amigos regada a um bom vinho. Os temas discutidos são os mais variados, existem eps que falam sobre um livro específico, mercado editorial, tags ou simplesmente conversam sobre coisas que estão acontecendo no mundo literário. Então pode começar a ouvir que a diversão é garantida.

Esse é outro podcast criado por booktubers e aqui ouvimos Ariel Bissett e Raeleen Lemay comentando sobre os livros que estão lendo, terminaram de ler e compraram no período e também respondem emails de ouvintes pedindo recomendações de livros. O que eu mais gosto desse podcast é que grande parte dos livros mencionados são aqueles que não vemos muito na mídia, seja a história, o formato ou o tipo de personagem retratados, além de ser ótimo para ter uma ideia do que as pessoas em outros países estão lendo.


Apresentado por Anna Livi e Larissa Siriani, o quarta parede começou com um podcast onde em cada episódio era dedicado a um personagem da ficção e então era discutido suas motivações, virtudes, defeitos e o que mais pode-se descobrir dele além do que está no livro e é bem interessante como ese tipo de discussão te faz ver não apenas o personagem, mas toda a história em que ele está inserido com outros olhos. Porém com o passar do tempo elas começaram a falar de outras coisas como livros, séries, dramas coreanos, filmes, ou seja, tudo o que a gente gosta então o amor também só aumentou ^^

Vocês lembram da alegria que era ler um livro de Harry Potter pela primeira vez? Nesse podcast acompanhamos Mike nessa jornada que é descobrir o maravilhoso mundo de J.K Rowling. Cada episódio é apresentado por Mike e um convidado fã da saga e juntos eles comentam sobre os capítulos lidos com um humor bem sarcástico. É muito engraçado ver alguém lendo pela a primeira vez fazer teorias, rir de plots bizarros e chorar pela morte de personagens do mesmo que nós fizemos a muito tempo atrás, então se você assim como eu é fã de Harry Potter eu mais do que recomendo esse podcast.


Costumo dizer que esse podcast é tipo a TARDIS de Doctor Who, pois ele é maior por dentro, pera aí que eu já explico. O Curta Ficção tem como apresentadores Thiago Lee,  Jana P. Bianchi a Paola Siviero e apresenta discussões sobre literatura e dicas para escritores. Só na real ele possui mais dois podcasts dentro dele (entenderam a referencia a TARDIS? XP), o EntreFicções onde cada episódio ouvimos uma história de um autor diferente e depois uma entrevista com o mesmo e o Pavio Curto que é no famoso estilo conversa de bar onde junto com a página 7, tratam de todas as tretas que envolvem  o mundo da literatura ^^. Então te garanto que pelo de 1/3 desse podcast vocês vão gostar.

Descobri esse podcast por acaso quando estava procurando mais sobre a web série The Lizzie Bennet Diaries e mais uma vez me arrependi de ter postergado tanto para descobrir o mundo de Jane Austen. Com episódios curtos de 30 minutos, Jillian e Yolanda comentam sobre a série,  sobre o livro,  fazem entrevistas com o elenco e produtores (Incluindo o Hank Green) e falam muito sobre Jane Austen é claro. Depois que a série acabou elas também comentaram sobre Emma Approved (adaptação de Emma e que em breve receberá um post aqui também) e atualmente elas comentam sobre Sanditon a série baseada no romance inacabado de Austen.

Esse é pra quem curte os livros das Crônica de Gelo e Fogo. Comandado pela Carol Moreira, Mirian (Mikannn) Castro e Flávia Gazi, o Hodor Cavalo é um podcast quinzenal onde os livros são destrinchados como um prisioneiro da família Bolton e cada episódio é dedicado a um capítulo onde é feita uma discussão aprofundada sobre os personagens, simbolismos e a trama. Então se você tem vontade de ler a série mais se assusta com o tamanho de cada livro, fazer uma leitura acompanhada da escuta do podcast pode ser uma boa, não apenas para perder o medo, mas essa também é uma boa pra quem leu o livro a muito tempo e quer ter tudo fresco na mente para quando um dia o Martin anunciar que vai lançar o sexto livro ^^

No mesmo estilo do Pemberly Podcast (aliás foi lá que eu descobri esse podcast), o Into the Twilight é basicamente sobre amigos falando sobre um assunto que amam e que aqui é o mundo da saga Crepúsculo. Alexandria Taylor é uma fã hard enquanto Cody Corrall sabe umas coisas ali e aqui e juntos conversam sobre os livros, filmes, fazem quizzes, discutem filmes que foram feitos por atores que participaram dos filmes, enfim se tem crepúsculo no meio eles vão comentar. Esse podcast é uma ótima pedida pra todo que tá surtando com a contagem regressiva que foi iniciada no site da Stefanie Meyer (Até a postagem desse texto faltavam 3 dias, mas se você está lendo esse post e a contagem já terminou fale aí nos comentários se vc se decepciou ou não com a revelação)

Espero que tenham gostado das indicações e digam aí se já conheciam alguns desses podcasts.

Resenha | A vida com Logan para ler no sofá - Flávio Soares

Ano: 2015
Páginas: 68
Editora: Jupati Books
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Em tempos como esse que estamos passando, leituras leves são mais que obrigatórias para fazer com que nós não entremos em pânico com a enxurrada de informações a que somos diariamente expostos. Por isso a resenha de hoje é sobre uma coletânea de tirinhas que eu acompanho na internet a bastante tempo, mas só recentemente pude adquirir na CCXP.

As tirinhas d'A vida com Logan começaram em 2019, quando o ilustrador Flávio Soares decidiu compartilhar semanalmente em seu blog como era o cotidiano com o seu filho Logan, portador da Sindrome de Down, quando ele percebeu que não tinha muita informação a respeito. O conteúdo fez tanto sucesso na que em 2013 foi feita uma história inédita para o formato impresso, mas só no ano seguinte que ele abriu uma campanha no catarse para transformar o conteúdo do blog em um livro físico e assim nasceu A vida com Logan para ler no sofá.

As histórias contidas no livro contam momentos diversos da família como a gravidez da Camila do Max (o caçula), brincadeiras entre as crianças e os Pets, reuniões de família, idas aos médicos e tudo contado com um estilo que lembram Calvin e Haroldo, com um humor que além de divertir, também nos trazem mensagens importantes nos fazendo pensar sobre tudo o que ainda temos a aprender não só apenas sobre a síndrome de Down, mas sobre empatia, respeito e como somos preconceituosos sem nem perceber.

Os personagens são mega carismáticos e relacionáveis. Flávio e Camila nos mostram que ser pais não é fácil, mas que sempre estão lá para tudo o que seus pequenos precisarem. Logan e Max vêem o mundo sob a maravilhosa ótica das crianças e consequentemente apresentam as histórias com os melhores diálogos (a tirinha do biscoito é a minha favorita). O cachorro Barney e o gato Mignola são os pets que e são tão hilários quanto os personagens humanos.


Ah, e além das histórias do blog a coletânea contém material inédito com o processo de criação do livro, também em formato de tirinha, e podemos ver desde como tudo foi feito desde de quando a meta do catarse foi alcançada até a confecção das recompensas.

Espero que vocês curtam essa HQ do mesmo jeito que eu, que já estou aguardando ansiosa pela próxima CCXP pra comprar o volume 2. Infelizmente o blog d'A vida com Logan não está mais no ar, mas vocês podem conferir mais do trabalho do Flávio aqui e segui-lo no Twitter

Evento | Tudum Festival

Depois de anos sendo uma entre muitos estandes nos eventos geeks, a Netflix resolveu chutar o pau da barraca, fazer uma convenção pra chamar de sua e criou o Tudum Festival, um evento feito para os fãs celebrarem as criações da produtora e se sentirem dentro de suas séries e filmes favoritos.

O festival foi realizado na Bienal do Ibirapuera e totalmente gratuito, fato que não significou que o evento fosse meia boca, já que a programação estava repleta de shows, painéis de discussões e com atores das produções da Netflix incluindo os protagonistas da trilogia de filmes Para todos os garotos que já amei: Lana Condor e Noah Centineo.

Graças a Deus não enfrentei o terror que foi conseguir os ingressos para o evento, porque peguei eles antes de anunciarem a Lana e o Noah no line-up, mas depois do anúncio tudo o que eu via na timeline eram pessoas reclamando do sistema de ingressos que tava caindo e liberando ingressos que não existiam mais na hora de fechar a compra, então Netflix fica a dica pra próxima vez ^^

Ao chegar no evento já eramos recebidos com mimos, pois todos ganhavam um copo estilizado com ilustrações que remetiam as produções que estavam sendo mostradas no festival. Mas se além do copo você também quisesse ganhar uma camiseta ou ecobag com ilustrações de sua escolha, era preciso enfrentar uma fila pequena de apenas de algumas horas, então vamos dizer que eu tava muito feliz só com o meu copo XP.

As séries/filmes com ativações nesse evento foram:

  • Modo Avião - Ateliê para aplicação de patches
  • Sabrina - Tenda de tarô, aula de poções e projeção astral
  • Stranger Things - Fenda do upside down, piscina comunitária e arcade
  • Atypical - Iglu para descanso e recarregar o celular
  • Sintonia - Barbearia e estúdio de edição
  • A Barraca do Beijo - Máquina de dança e barraca do beijo
  • Sex Education - Quarto do Eric, banheiros e estúdio de drag
  • The Ending of the F**ing World - Cenário com peças de carros
  • To All The Boys - Quarto da Lara Jean, Corner Café e espaço para trocar cartas de amor

o que me surpreendeu nas ativação foi o fato de que elas eram muito mais do que apenas cenários para tirar fotos e postar no Instagram, algumas foram projetadas para que você entrasse na vibe da série/filme. Pra mim as melhores foram as ativações de Sabrina, Sintonia e Sex Education, mas que infelizmente não consegui participar pelo fato do tempo de fila só perder para fila das camisetas/ecobags ^^


Como o segundo filme de To All the Boys estava para estrear a Netflix também levou o figurino dos personagens para uma pequena exposição e eu amei descobrir que eu e a Lana calçamos o mesmo número de sapato, ou seja, aquele Oxford vermelho totalmente podia ser meu HAHHAHAHA


Os palcos Hawkings e Greendale eram o espaço para os shows, discussões e entrevista com os atores. A curadoria para os palcos estava de parabéns com temas bem relevantes para o público e alinhados com as séries. No dia que eu fui (domingo) teve show do Anavitoria, Tropkillaz, um bate papo sobre sobre sexo e sexualidade e um painel com o Whindersson.

Para um primeiro evento, a estrutura do festival tava ótima. Como ele tomou conta de todos os andares da bienal, mesmo com bastante fila e palcos lotados era possível andar tranquilamente, sem precisar esbarrar em alguém. Pra vocês terem uma ideia era tanto espaço que ainda tinham umas ilhas de descanso espalhados pelo prédio, onde eram possível carregar o celular e ver o que tava acontecendo nos palcos sem ter que ir para muvuca.


Além das ativações, painéis e shows, a Netflix fez parceria com a C&A, Livraria Leitura e editora Intrínseca, então era possível comprar brusinhas e livros da sua série/filme favoritas (como o evento já passou eu dei uma olhada no site da C&A  e vi que eles ainda tinham algumas estampas pra vender). O evento também tinha com uma praça de alimentação muito bem servida, com comida para todos os gostos e com os melhores nomes de barracas que eu já vi.


A única coisa que não curti no evento foi o fato de que você só podia escolher ir em um dia. Eu sei que era para que o máximo de pessoas pudesse viver a experiencia, mas eu que peguei o ingresso antes o anuncio do line-up tive que torcer pra ter alguém legal no meu dia já que eu não podia trocar de dia.

De modo geral o festival foi maravilhoso e já estou esperando uma segunda edição, mas a pergunta que não quer calar é: Netflix ...

Resenha | Q&A a day - Potter Style


O inicio de um ano é sempre uma boa época para iniciarmos projetos e a resenha do livro desse mês é sobre um projeto que iniciei a cinco anos e que com toda a certeza irei continuar por mais cinco.

O Q&A a day trata-se de um livro interativo que tem uma pergunta por dia e que dura cinco anos, ou seja você vai respondendo uma pergunta por dia e quando chega no fim do livro você volta para o começo e começa mais uma rodada. 

As perguntas contidas no livro são de todos os tipos desde as mais simples como "Qual foi a última coisa que você comprou?" ou "A coisa mais velha que você está vestido?" ou coisas mais intimas como "Qual é o seu propósito no mundo?" ou "O como você gostaria que as pessoas lembrassem de você?"

Então ao longo dos anos esse livro vira uma capsula do tempo que você pode revisitar e ver como você mudou com o tempo. Nesses cinco anos de Q&A a day eu pude ver o quanto eu mudei em algumas coisas e o quanto eu não mudei nadinha (nunca vou gostar de acordar cedo no fds XP) e como ler essas coisas fez bem para eu me conhecer melhor e lembrar sobre como estava a minha vida cada vez que eu respondi a mesma pergunta.

A edição em si é bem bonita, com capa dura e tamanho compacto ele é perfeito para levar consigo para vários lugares, (e isso me ajudou muito a manter as respostas em dia, principalmente em épocas de Campus Party e viagens), mas pra mim a única coisa ruim é o quantidade das linhas porque tem perguntas que pra mim são quase impossíveis de responder em 3 minusculas linhas.

A versão que eu tenho é a americana, porque quando eu comecei o projeto ainda não não tinha uma versão traduzida, mas a uns ano isso foi resolvido e a Intrínseca lançou a versão BR que se chama "uma pergunta por dia" e pelo o que eu vi é igual a versão em inglês e tem até as laterais douradas.

Aliás existem outras versões desse livro, como a para crianças, para casais, para grávidas e uma outra que dura três anos e tenho certeza que todas são tão divertidas quanto essa. 

Eu sei que o hype dos livros interativos já passou, mas responder o Q&A a day (Uma pergunta por dia) foi tão bom que mesmo após já ter terminado o meu, eu já comprei outro para ver como eu vou estar diferente nos próximos cinco anos. 

Web Série | The Lizzie Bennet Diaries

E se Elizabeth Bennet fosse uma millenium, estudante de comunicação e tivesse um vlog? Essa é a principal história da web série de 2012 "The Lizzie Bennet Diaries", uma adaptação moderna do livro Orgulho e Preconceito e que no último mês se tornou a minha mais nova obsessão ^^

Ouvi falar sobre LBD lá em 2015 quando o livro da série foi lançado e era só o que eu via nas prateleiras das livrarias e nas lista de desejados do skoob. Procurando sobre descobri que era uma web série baseada num livro de Jane Austen e até que achei o primeiro capítulo bem legal, mas como meu inglês na época era muito ruim resolvi salvar para ver depois, o que durou 4 anos AHAHAHAH

Eu nunca li nada de Jane Austen e só sabia o básico de Orgulho e Preconceito, então não sabia o que esperar dessa história, mas pelas minhas pesquisas vi que mesmo com algumas pequenas alterações para deixar a história moderna a essência do original estava ali, tanto nos principais acontecimentos quanto na característica de cada personagem. Porém se assim como eu você também não sabe nada sobre O&P aqui vai um resumo da história da série: Lizzie resolve criar um vlog, como trabalho de faculdade, para contar o dia a dia de sua família, especificamente sobre os planos absurdos da sua mãe para casar ela e suas irmãs com homens ricos. Só que ela não imaginava que sua vida e de suas irmãs se tornasse mais complicada do que o normal com a chegada a cidade do solteiro e rico Bing Lee junto com sua irmã e seu amigo Darcy.


Lizzie é inteligente, sarcástica, cabeça dura e por mais que algumas pessoas a achem chata pelo jeito julgador, eu por outro lado fui cativada pelo seu humor ácido e pensamento crítico. Enquanto Lizzie é a que ao meu ver mais bate de frente com os desejos de sua mãe (já que tudo o que ela mais quer é terminar a pós e ter sucesso na carreira que escolheu), suas irmãs parecem ser mais de boas com a situação. Jane, a irmã mais velha é a perfeita da família, é aquela mesmo ganhando mal em um trabalho que não a valoriza, vê o copo meio cheio, está sempre com um sorriso no rosto e que vê as "maluquices" de sua mãe como sendo algo feito com as melhores intenções. Lydia, a irmã mais nova, tem uma personalidade bem energética e está numa fase pegação geral, então vamos dizer que ela não vê com maus olhos sempre que sua mãe tenta arrumar um cara para ela.

Conforme vamos conhecendo melhor os personagens começamos a perceber o quanto Lizzie é uma narradora não confiável, mostrando aquilo que viu através de seu filtro julgador e percebemos como a interação dela com as irmãs e Charlote nos episódios (a melhor amiga de Lizzie) é importante para nos mostrar um outro angulo da situação e como algo que aconteceu pode não ter sido tão ruim assim. Bing Lee é o perfeito exemplo disso, pois antes mesmo de conhece-lo a Lizzie já imaginava que ele era mimado e metido só por ser rico, quando na verdade ele é um labrador humano todo fofo e atencioso. Mas tem um personagem que realmente parece ser o que Lizzie mostra e essa pessoa é Darcy.


Lizzie conhece ele em uma festa e todos a sua volta parecem partilhar da mesma impressão que ela tem dele: arrogante, mal humorado e anti social, até Jane que sempre vê o melhor das pessoas não consegue achar um bom adjetivo para ele. Mas a medida que o personagem se mostra mais presente na história vemos que Darcy pode não ser tão chato assim e que tudo pode ser sim apenas mais um equivoco no julgamento de Lizzie.

Por ser um vlog que é gravado no quarto da protagonista, vamos aos poucos conhecendo os personagens o que gera um sentimento de EU PRECISO CHEGAR LOGO NO EPISÓDIO EM QUE O DARCY APARECE! Mas por ser um conteúdo para internet e cada capítulo ter entre 3 e 5 minutos de duração é muito fácil maratonar a série e ver os 100 episódios em 2 dias (experiencia própria ^^).  Outra coisa bem legal (e que é o diferencial dessa adaptação) é que a Lizzie não conta o que aconteceu na vida dela apenas falando coisas como "e então ele veio, falou isso e depois fez aquilo", ela encena os todos acontecimentos se vestindo e falando como as pessoas envolvidas o que gera cenas memoráveis e bem hilárias.


O que mais me chamou a atenção em LBD (além da história) foi a transmídia, pois vocês sabem que eu sou louca por essa coisa de interagir com a ficção. Infelizmente eu só demorei uns 7 anos para assistir de fato, então não peguei a fase de comentar nos vídeos e ter o deleite de ter a Lizzie respondendo, ou de saber ou não se os vídeos eram fake, mas como os personagens tem contas de Twitter e Tumblr, seguindo essa timeline aqui deu pra ter um gostinho dessa interação (nunca vou superar as fotos do tour em San Francisco 😍)

A partir da história principal, outras tomaram forma e assim vários spin off foram criados. Lydia resolve fazer seu próprio vlog e a empresa que o Darcy comanda cria um canal, o Pemberly Digital, onde sua irmã Gigi nos apresenta o novo aplicativo criado pela empresa. Você não é obrigado a assistir os spin off para entender a história, ela é autossuficiente, mas eu recomendo muito assistir pois algumas coisas que são apenas mencionadas tomam uma nova forma principalmente quando falamos do arco da Lydia.


É claro que não daria pra fazer um projeto desses sem um elenco bom e com boa química e nesse quesito os criadores acertaram em cheio. Laura, Mary Kate e Ashley (Jane, Lydia e Lizzie) entregam uma performance tão boa que sempre que eu vejo uma foto delas na vida real tenho que me lembrar que elas não são irmãs e o mesmo acontece com Daniel e Alison (Darcy e Gigi) porque caramba eles são um a cara do outro! As atuações do Maxwell e Wes (Ricky Collins e George Wickham) são tão boas que que em poucos episódios já estamos ou amando ou odiando eles. E é claro que eu não podia deixar de comentar sobre as cenas entre Daniel e a Ashley que são tão magníficas e é impossível não assistir um episódio com eles pelo menos duas vezes apenas para ver como eles reagem um ao outro (atenção especial ao ep 83).

Outra coisa pra realçar sobre a série é que um dos criadores é nada mais nada menos que Hank Green! Sim, o irmão do John Green, pessoa que escreveu a "Culpa é das estrelas" (aliás existe esse vídeo aqui da Ashley e do Daniel lendo um trecho do livro durante um evento da Nerdfighteria) e isso explodiu a minha mente.

Espero que tenham curtido a indicação e ficado interessados em assistir essa maravilhosidade (eu espero que sim), pois The Lizzie Bennet Diaries vai cativar tanto aqueles que já são fãs do livro, quanto aqueles que não conhecem nada sobre a história, mas gostam de uma narrativa contada de um jeito diferente.


Canal "The Lizzie Bennet Diaries"


Canal "The Lydia Bennet"


Canal "Pemberly Digital"

Natal no Wizarding World - Decoração de Natal do Complexo Tatuapé


Foto by @tattyhp
Já faz um bom tempo desde a última vez em que eu saí com o intuito de ver a decoração de Natal de algum lugar, mas desde que vi que o Complexo Tatuapé iria fazer uma decoração inspirada de Harry Potter eu sabia que tinha que ver como tinha ficado. A decoração está dividida entre os dois shoppings do complexo, então para visitar o Beco Diagonal você precisa ir ao Boulevard Tatuapé e para visitar Hogsmeade ao Shopping Metrô Tatuapé, mas não se desespere porque eles estão praticamente um do lado do outro.

Assim que cheguei na área de Hogsmeade percebi que ela foi feita para lembrar a área que tem nos parques da Universal, com o expresso de Hogwarts na entrada, a trilha sonora tocando, castelo de Hogwarts ao fundo e a super lotação de pessoas :) . Apesar o espaço pequeno para muitas pessoas a reprodução ficou bem legal e parece que você está dentro da versão ilustrada dos livros onde tudo é bem colorido e surreal. Alias do cenário principal há também atividades interativas e é possível fazer um vídeo para o cartaz de procurado de Azkaban, praticar feitiços através de um jogo e tirar foto voando na Firebolt, mas como toda a decoração parece ser feita de papelão eu esperava que eles dessem uns moldes pra gente montar nossa mini versão de Hogsmeade, mas quem sabe na próxima :(

Foto by @tattyhp
Enquanto Hogsmeade estava lotada, o Beco Diagonal estava bem sossegado e ainda bem porque o  espaço destinado ao cenário é bem menor, mas em compensação há mini cenários espalhados pelo shopping. Nessa parte do Beco vemos as Gemialidades Weasley, a loja da Madame Malkin (onde é possivel entrar e provar algumas vestes através de realidade aumentada), um mini campo de quadribol (para treinar sua pontaria e tentar fazer um gol) e espalhado no shopping o Ford Anglia e a capa da invisibilidade que só não foi a melhor ativação porque em vez de produzir um pequeno vídeo da pessoa desaparecendo, para ter um registro você tinha que filmar um monitor que estava filmando o cenário.

Foto by @tattyhp


Agora vamos falar da loja, que também fica no Boulevard e que possui itens como camisetas, cadernos, mochilas, funkos e até itens de festa, mas como tudo ali é licenciado já era de se esperar pelos preços altos que chegam em até 400 reais em uma varinha! Mas se você não possui tanto dinheiro assim ou se recusa a pagar caro pelos itens é só dar uma voltinha nos shopping que vai encontrar em quase todas as lojas algo relacionado a série como quadros, canecas, camisetas e itens decorativos.

Foto by @tattyhp

A decoração fica no complexo até dia 07 de Janeiro de 2020 e os shoppings ficam colados com a estação de metrô então corram e experienciem esse natal mágico :)

Evento | Casa Warner 2019



Com ingressos que esgotaram em minutos, a Casa Warner voltou à São Paulo e desta para comemorar os 25 anos de Friends. A exposição localizada em um prédio de quatro andares próximo a Av. Paulista trouxe os cenários de algumas produções do estúdio, mas teve como principal objetivo nos transportar para os cenários e momentos mais marcantes do grupo de jovens amigos moradores de NY.

Ao chegar no lugar já deu pra ver o quão maior ele é em relação a edição anterior e com isso a ansiedade para ver o que me aguardava só aumentava, porém não foi nem preciso entrar para já ver alguns dos cenários especiais. Do lado de fora tinha esse painel lindo com o refrão da música de abertura de Friends e o barco onde os gêmeos Blossom de Riverdale resolveram usar para fugir da cidade no quatro de Julho.


Além do grande espaço outra novidade é que todos os participantes ganhavam uma "chave da casa", para ativar algumas ações nos cenários. Eu achei a ideia criativa, mas na prática ela não é tão boa já que varias chaves acabavam sendo quebradas por mal uso dos participantes ou a ação na qual a chave era utilizada nem era grande coisa, (a única ao meu ver que vez sentido foi a ação do Flash).

Bem, vamos começar o tour.

A exposição foi dividida por andares e já na primeira sala, somos surpreendidos com um stand do famoso batom para homens, o icônico Ichiban. Eu amei esse stand que além de estar super anos 90 com as TVs de tubo passando o comercial do produto também tinha algumas amostras do batom para quem quisesse usar (e muita gente usou XP). A sala ao lado era uma pequena reprodução do La Bonne Nuit, o speakeasy da Veronica e pela reação do grupo que tava fazendo o tour com a gente, ninguém parecia sabia do que era aquele cenário. HAHAHAHA


Os próximos andares eram totalmente dedicados a Friends, então pudemos reproduzir a entrada triunfal do Chandler e Joey do episódio "The One With The Embryos", espiar o apartamento da Monica como em "The One With The Late Thanksgiving", usar o cutucador pra ver se o Ugly naked guy ainda estava vivo, dançar a living room routine no Dick Clark's New Year's Rockin' Eve, jogar pebolim no apartamento do Chandler e Joey, fazer a famosa dança do peru e se tornar Gladys e Glyniss.


Também havia um quiz enorme no chão, onde a cada pergunta respondida você tinha que seguir por um caminho, e no fim descobria qual dos amigos você era, uma pequena exposição com alguns props da série e fun facts e um MEGA painel com várias frases da série.


E como essa é uma Casa Warner especial de friends, é claro que não podia faltar o Central Perk né? Esse foi o espaço que eles mais capricharam e foi tão bem reproduzido que além do sofá, o palco para cantar smelly cat, eles também estavam oferecendo café lá dentro!


Mas nem só de Friends vive a Warner né? Nos andares inferiores tinham salas com ativações de
Super girl, Flash, Harry Potter, Young Sheldon e Doutor Sono. Dessas atrações com certeza a que eu mais gostei (pasmem) foi a de Flash. Basicamente era um cenário que simulava que você estava correndo que nem o personagem faz na série, e a principio e nem pensei que seria grandes coisas, mas quando vi o vídeo que o staff fez da corrida eu adorei!


 Bem, como toda exposição é claro que tinha que ter lojinha! Dessas vez o espaço contava com duas, uma apenas com itens de Friends e que reproduzia a cozinha da Monica e outra normalzona mesmo, com os itens das outras coisas. Como toda boa loja de fim de atração tinham coisas lindas pra deixar qualquer fã com vontade de levar tudo, mas as coisas estavam bem caras então mais uma vez não levei nada.

Espero muito que a Casa Warner se torne uma atração anual e mal espero para saber qual vai ser o tema da próxima edição.