Evento | FLIPOP

Esse fim de semana aconteceu a FLIPOP, o festival de literatura POP organizado pela Editora Seguinte (ou como eu gosto de chamar, o festival que todo mundo precisava) e com toda a certeza do mundo posso dizer que entrou para o hall de melhores eventos da minha vida!

Essa foi apenas primeira edição, mas depois de ver todo o feedback positivo que a galera tá dando nas redes sociais, acredito que essa vai ser a primeira FLIPOP de muitas. Pra começar com pé direito a editora trouxe dois autores internacionais, a Alwyn Hamilton e o Benjamin Alire Sáenz, além de VÁRIOS autores nacionais como Babi Dewet, Bárbara Morais, Eduardo Cilto, Eric Novello, Frini Georgakopoulos, Larissa Siriani e Luíza Trigo.

A Seguinte acertou em cheio em preferir fazer um evento com menos pessoas, criando um ambiente intimista e cheio de respeito. Era lindo ver autores andando por todos os lados, conversando e trocando experiencias com os leitores na maior calma, sem todo aquela loucura que vemos nas bienais da vida e isso me fez pensar que precisamos muito por mais eventos assim, que aproxime autores de leitores para que a relação entre eles seja mais de amigos do que de fã e ídolo.
A FLIPOP foi bastante centrada em discutir temas que permeiam o gênero YA e teve painéis com temas bastante relevantes como por exemplo o poder da internet, clichês, dicas de escrita e adaptações literárias. No sábado o único painel que assisti  foi o sobre clichês com a Iris Figueiredo e o Vitor Martins. Infelizmente não peguei ele do começo, mas foi um bate papo sobre os clichês no YA e sobre como eles podem fazer tanto bem quanto mal para a história. Uma coisa que me chamou bastante atenção quando foi dito e que eu não havia percebido é que quando há clichês significa que estão tendo muitas histórias sobre um determinado gênero e que estamos percebendo que a representatividade nas histórias está ficando maior graças aos clichês que estão se formando sobre ele.

No final desse dia teve o tão aguardado baile da seleção e MEU DEUS QUE BAILE! A decoração do lugar estava linda, com balões, globo de luz, mesa decorada com a capa dos livros e TINHA ATÉ OS VESTIDOS DA AMERICA PARA VESTIR!! Como tenho espirito de velha eu não conhecia a maioria das musicas que tocaram lá, mas realizei o sonho de "dançar" as coreografias do Just Dance em uma festa então foi bem divertido ^^
No Domingo assisti o painel sobre adaptações e transmídia com a Larissa Siriani e a Luiza Trigo, onde elas falaram sobre como foi ter um livro adaptado (Luiza teve "Meus 15 anos" transformado em filme) e como é adaptar um livro (Larissa Siriani adaptou "Senhora" em uma websérie chamada Dona Moça). Esse painel foi repleto de histórias engraçadas e inspiradoras, passando a mensagem de que tudo é possível basta ter força de vontade, como por exemplo fazer uma websérie com 500 reais ou ter poder sobre o roteiro da adaptação do seu livro ou nada feito (me lembrou muito a J.K ^^).

O outro painel do dia e o meu favorito do evento foi o Profissão fã, com Babi Dewet, Frini Georgakopoulos e Mayra Sigwalt. Esse painel me representou num nível que não sei nem explicar, tudo bem que o foco ali era contar sobre como elas conseguiram "monetizar" a condição de fã, mas foram tantas histórias sobre o que é ser fã, as loucuras e como isso nos fez ser o que somos hoje, que no final do painel quando a Frini leu um texto do livro dela foi difícil segurar as lágrimas.
Além dos painéis na FLIPOP havia um estande da Saraiva com livros da Seguinte e dos autores convidados (com preços tão salgados que eu só comprei os que eu queria muito que fossem autografados), uma cabine de fotos maravilhosa, um jogo de tiro ao alvo (em homenagem ao livro rebelde do deserto) e um estande de encher os olhos do turista literário (que a Ray me convenceu a assinar, então já sabem que daqui um tempo teremos alguns unboxing)
Ao final de cada dia ocorria uma sessão de autógrafos com os autores internacionais gincanas, sorteios e um bate-papo com a equipe da Seguinte, onde foram feitos muitos pedidos de autores para o próximo evento, além de algumas perguntas e críticas sobre o mesmo. A Ray pegou autógrafo da Alwyn que foi uma fofa conversando com os leitores e é dona do par tênis mais cool do mundo.
Só digo que a Seguinte arrasou com esse evento! Espero muito que ele se torne anual, que cresça (mas que não perca esse ambiente tão gostoso que senti nessa edição) e que mais autores e editoras se juntem a esse projeto tão incrível que é celebrar a literatura. VALEW SEGUINTE!

A pressão da comunidade literária

Já faz um tempo que venho percebendo que estar no meio da comunidade literária fez com que meus hábitos de leitora mudassem, estar no meio de tanta gente que compartilha o mesmo amor de livros que eu no começo foi um coisa maravilhosa, pois sempre tinha alguém para conversar sobre determinado livro, mas agora sinto que está se tornando uma coisa sufocante.

São vários posts de resenhas, lançamentos do mês, book haul, lidos do mês, tags, indicações e com isso tudo me vejo afogada num mar de informações sem saber por onde começar e com o sentimento de ser o coelho da Alice, sempre atrasada. Isso sem contar as famosas bookshelf tours que me impactam de maneira visual, pois elas são repletas de livros, todos em perfeito estado e em edições pra deixar qualquer louco por livros com um invejinha. 

Percebi que toda essa exposição estava me fazendo mal quando olhei pra minha estante e vi que a quantidade de livros para ler estava ficando cada vez maior e meu ritmo de leitura estava diminuindo. Aí me coloquei na famosa regra de só comprar novos quando houvesse terminado minha pilha, só que ali tinham exemplares que eu havia comprado a cerca de 3 anos e que hoje em dia não me chamavam mais a atenção e nessa onda de ler tudo o que eu tinha sem restrições, a leitura se transformou em uma obrigação e logo comecei a troca-lá por outras coisas, como Netflix, jogos ou assistir vídeos de booktubes e alimentar ainda mais o coelhinho da Alice.

A princípio não reparei que o problema era esse "me forçar a ler" e então comecei a diminuir minhas inscrições em canais do Youtube pois pra mim eu estava mais vendo gente falando sobre livros em vez de eu ler e falar sobre eles eu mesma. Só que isso não deu certo e resultou em vários livros começados e abandonados com menos de 20 páginas lidas para quando finalmente achava um livro que me prendia lia ele em 1 mês e demorava mais uma vida para achar outro. Só fui perceber o que estava realmente me afetando quando vi alguns vídeos no canal da Ariel Bisset, onde ela fala exatamente isso: o excesso de livros, a pressão para ler rápido ou de sempre está em dia com os lançamentos. 

Com esses vídeos vi que o problema não era só comigo e que muita gente da comunidade também estava se sentindo assim. Foi uma descoberta tão impactante que depois disso comecei uma limpa na minha estante, separando todos os livros que eu sabia que não ia mais ler (para doação ou para vender em algum sebo), decidi ignorar o desafio de leitura do Goodreads, além de ter reformulado a regra da compra de novos livros: agora só irei comprar os que irei ler imediatamente, nada de comprar para deixar na estante. Só de fazer essa limpa e ver na estante livros que tenho vontade de ler (e não vou negar, aquele espacinho desocupado indicando que poderiam caber mais livros) me deu um gás tão grande que rápidinho achei um novo livro para ler e com aquela vontade de não fazer mais nada a não ser lê-lo.

Sei que é um pouco controverso fazer um post desses aqui no blog, mas resolvi fazê-lo mesmo assim, porque ler é algo que eu uso para escapar dos problemas e não para ser mais um, além disso podem existir outras pessoas que estão com o mesmo dilema e que só precisam de um empurrãozinho para se libertarem dessa pressão. Desculpem pelo textão e até a próximo post ^^

*Vídeos da Ariel citados no post [em inglês]
The book purge: http://bit.ly/2tD4dQV
Not A "Proper" Reader?: http://bit.ly/2skvdAR

Resenha | The Silent Stars Go By - Dan Abnett

Ano: 2013
Páginas: 279
Editora: BBC Books
Nota:
Doctor Who é aquele tipo de série que possui um mundo tão rico que acaba extrapolando da TV, até porque com um plot cheio de viagens pelo tempo e espaço as possibilidades de histórias para contar são enormes e com isso além da série as aventuras do Doctor são contadas através de livros e audiobooks. Eu como a fã obcecada que sou tinha que ver essas outras histórias e desse modo acabei comprando o The Silent Stars Go By, uma história do 11 Doctor com a Amy e o Rory.

Essa é uma daquelas histórias que claramente poderia ser utilizada para um especial de Natal, pois a começamos com o Rory querendo voltar para casa depois de uma aventura a tempo do natal, porém quando se trata da TARDIS sabemos que não vamos para onde queremos mas sim para onde somos necessários e com isso o Doctor, Amy e Rory vão parar na colonia dos Morphans, um povo que está dando tudo de si para colonizar o planeta em que se encontram, porém a algum tempo tudo parece estar dando errado: a temperatura está esfriando, os animais estão mortos por alguma criatura sendo e pessoas estão sumindo.

Ao avistarem o Doctor e seus companions na colônia, os Morphans já deduzem que eles são os causadores de todas as desgraças que estão acontecendo e logo tratam de prendê-los e decidir um fim para eles. Agora resta ao Doctor, Amy e Rory, provarem sua inocência e descobrir o que está causando tudo isso a colônia.

Confesso que foi meio estranho ler uma história de Doctor Who ao invés de assistir, mas depois que acostumei a história fluiu de um jeito que quando vi o livro já estava acabando. O vilão desse livro (isso não é spoiler) é um vilão muito popular na série clássica e pouco explorado na série atual, mas por já estar acostumada a ver Doctor Who me espantei em como foi fácil imaginar todas as cenas e até ouvir as vozes dos atores quando os personagens falavam.

Uma das coisas que eu sentia medo ao me deparar com esses livros era de que as personagens
não parecessem com elas mesmas ou de que a história fosse muito diferente do que estou acostumada a ver na série, pelo fato de outra pessoa estar escrevendo, mas isso não aconteceu e a semelhança com um episódio era tanta que quando abri o livro cantei a musiquinha de abertura e imaginava em quais partes do livro seriam os comercias ^^

Um dos maiores pontos positivos do livro é o fato de o autor tem mais liberdade para criar e a história se torna muito mais rica em detalhes, pois ele não precisa depender de um orçamento para mostrar cenas de ação ou cenas com utilização de tecnologia alienígena. Isso me fez pensar sobre como a série seria muito melhor (não que ela não seja) se possuísse mais recursos para as filmagens.

Infelizmente esse livro ainda não tem em português, mas outros livros já foram traduzidos para o português como é o caso de "Mortalha da Lamentação" e "Shada" e acredito que com o sucesso da série no Brasil essa lista vai ficar bem maior. Então se você é fã da série, sabe inglês e está sem saber o que fazer entre um epsódio e outro eu definidamente recomendo The Silent Stars Go By.

Resenha | A guardiã de histórias - Victoria Schwab

Ano: 2016
Páginas: 322
Editora: Bertrand Brasil
Nota:
Tenho um problema chamado: não consigo gostar de algo e não ficar obcecada por ela, então depois de ler um tom mais escuro de magia e ficar com um gosto de quero mais, fui correndo pegar outro livro escrito pela Victoria Schwab para saborear mais uma vez cada palavra e viver mais uma vida criada por essa maravilhosa autora.

Mackenzie é uma adolescente com uma vida marcada pela perda. Aos 16 anos viu seu irmão e avô saírem da sua vida de uma hora para outra e pra melhorar ela possui como "trabalho" impedir que as histórias escapem para o mundo dos vivos e esse trabalho faz com que superar a morte dos entes queridos se torne algo muito mais difícil.

Na mitologia da série o mundo é dividido em três níveis: o mundo externo, estreitos e arquivo. O mundo externo é mundo dos vivos, o arquivo é onde as histórias são guardadas e os estreitos é o que liga os dois mundo e pra onde as histórias fogem quando acordam.

As histórias são mais ou menos como se fossem nossas almas, ela é composta por nossa essência, experiências e lembranças e quando morremos a história sai do nosso corpo físico e vai descansar para sempre no arquivo. Porém algumas vezes as histórias acordam desse descanso e tomados pela confusão e pela revelação de estarem mortas acabam fugindo para o mundo exterior.

Para manter a a ordem no arquivo existem os bibliotecários, que são pessoas que cuidam do lugar, garantindo que as histórias continuem dormindo e quando elas fogem designam os guardiões aos locais para resgata-las.

Mackenzie é uma guardiã que herdou a profissão de seu avô quando tinha apenas 11 anos e desde então sempre foi muito boa em seu trabalho. Tudo começa a mudar depois que ela muda de casa, após a morte de seu irmão e começa a reparar que muitas histórias estão acordando ao mesmo tempo e tudo isso parece estar fortemente ligado a um assassinato que ocorreu em seu novo lar.

Mais uma vez fiquei maravilhada com esse novo mundo da Victoria, a história é tão envolvente e única que foi quase impossível para mim soltar o livro para fazer outra coisa. Esse livro é mais um daqueles YA que saem um pouco da curva do apenas entreter, ele te faz pensar e muito sobre uma coisa que nem todos gostam: a morte. Por ter perdido duas pessoas muito queridas e ser uma guardiã, a personagem principal reflete muito sobre a morte, como ela acontece para todo mundo, como isso afeta as pessoas, sobre como é difícil aceitar o fato de que nunca mais iremos ver aquelas pessoas novamente e como é difícil seguir em frente.

O jeito como a autora explora esse tópico no livro foi simplesmente perfeito. Não ficou uma coisa forçada, mas sim uma modo de entender mais sobre a Mackenzie e  ao mesmo tempo sobre nós mesmos, sobre como reagiríamos se estivéssemos passando pela mesma situação da protagonista.
A narrativa é feita em primeira pessoa e por conta disso em algumas partes em que a Mackenzie está contando sua história parece que ela está conversando com a gente e pra mim foi esse recurso que me fez me sentir mais próxima dela e dos sentimentos que ela tem durante todo esse período de luto.

Mas não se engane, mesmo se tratando de um livo com um tema central um pouco pesado ele ainda é uma leitura gostosa e instigante, pois ela é cheia de flashbacks que te deixam com aquela vontade de conhecer ainda mais do que aconteceu e como essas histórias irão afetar o rumo da trama. Além de ter capítulos curtos e repletos de plot twists, que me deixavam em desespero para descobrir o que ia acontecer na próxima página e me lembrava muito de quando eu estava lendo Game of Thrones ^^ .

A única coisa que eu não gostei foi o fato de terem mudado a capa original. Eu já tinha acostumado tanto com aquela capa com a chave e o rosto na fumaça que quando vi esse livro na livraria não reparei que se tratava do mesmo livro que eu via no booktube gringo e só fui cair por mim quando vi um vídeo de um booktuber brasileiro falando que era o mesmo livro.

A guardiã de histórias é um livro completo, que além de nos dar uma boa aventura nos faz pensar em algo mais e que pra melhorar faz parte de uma série, ou seja, tem mais livros pra serem lançados. O segundo "the unbound" ainda sem data de lançamento no Brasil e "the returned" que ainda está sendo escrito pela Victoria e não tem data de lançamento.

Resenha | The Heart of Betrayal - Mary E. Pearson

Ano: 2015
Páginas: 470
Editora: Henry Holt
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Ano: 2016
Páginas: 400
Editora: DarkSide Books
Nota:
Quando tive minha decepção ao ler o The kiss of deception, a única coisa que me fez ter vontade em continuar a série, foi o fato de que onde quer que eu lia sobre o assunto todos diziam que o próximo era infinitamente melhor, mas em tempos de que a vida é muito curta para continuarmos com livros que não gostamos, "perder tempo" em mais um livro de quase 500 páginas é muito arriscado. Resolvi confiar nas opiniões e dar mais uma chance para Lia e felizmente eles estavam certos, porque The heart of betrayal me fez sentir tudo o que eu esperava para o primeiro.

Ao fim do primeiro livro finalmente foi revelado que Kaden era a pessoa encarregada de matar Lia, porém como ele acabou se apaixonando por ela, cria histórias sobre ela possuir o dom e justificar o porque de não tê-la matado e a transformado em prisioneira. Agora Lia e Rafe são prisioneiros e veem seus destinos na mão do poderoso Komisar, o líder do reino que é capaz de tudo para ver a vitória de Venda sobre os outros.

Conforme os dias passam, Lia sofre uma desconstrução de tudo o que ela acredita ser verdade e percebe que Venda não é como lhe foi ensinado a vida toda, um lugar cheio apenas de bárbaros, mas sim um lugar que também possui pessoas boas que sofrem nas mãos dos reinos maiores. Com isso começamos a entender melhor como é a relação de Dalbreck e Morrigan com Venda dando forma a trama política que não foi tão explorada no antecessor. Isso chamou muita a minha atenção, pois tenho certeza de que o que nos foi mostrado não é nem a ponta do iceberg do que esses reinos realmente são.

Além da parte política, também sabemos mais sobre a história dos reinos através dos trechos dos testemunhos de Gaudrel e das canções de Venda. Dessa vez eu achei muito mais fácil de interpretar essa parte, (que a meu ver é a mais importante do livro)  e a cada trecho lido eu ficava imaginando como os personagens reagiriam caso tomassem conhecimento daquilo. Outra coisa que foi bom descobrir mais um pouco foi  sobre o dom da Lia. Agora deu pra perceber quando se manisfesta e para qual propósito, mas mesmo com essas "aparições", isso ainda me pareceu confuso e mal desenvolvido e espero muito que tudo isso seja explicado no próximo livro.

A nova localização dos protagonistas, fez como que um novo ponto de vista seja adicionado a narrativa e agora também vemos um pouco de como as coisas do outro lado estão acontecendo através dos olhos de Pauline, que por ser deixada para atrás está fazendo tudo ao seu alcance para libertar Lia de seus captores.

Alias, o desenvolvimento dos personagens está de parabéns nesse livro, já que o romance foi deixado de lado (ele ainda existe, afinal depois de tantas mentiras Kaden e Rafe ainda lutam para se fazer dignos do amor de Lia) e a construção dos personagens foi posto em primeiro plano. A Lia deixou de ser uma garota tão ingênua e agora está se descobrindo mais forte e que pode jogar no mesmo nível dos poderosos, Rafe está aprendendo a controlar seus instintos e Kaden, que na minha opinão teve o melhor desenvolvimento, conta a Lia um pouco mais de sua infância e de como se tornou o assassino de Venda.

The heart of betrayal cumpre bem o papel de segundo livro da trilogia, trazendo mais conteúdo sobre o mundo criado e explorando mais os personagens, porém muitas pontas ainda ficaram soltas o que me faz pensar que a autora vai ter um pequeno trabalho para amarrar tudo no último livro. Em geral o livro foi muito satisfatório e mal posso esperar para ter o próximo em mãos e descobrir o que vai acontecer com a Lia.

Resenha | Escuridão - L F. Farias

Algumas semanas atrás comentei aqui no blog que tínhamos um novo autor parceiro, pois bem terminei a leitura do livro "Escuridão" do autor L. F Farias e hoje vim contar o que eu achei do livro. 

The Dark World: Escuridão
Autor: L F. Faria
Ano: 2016
Páginas:242
Nota:
Escuridão vai contar a história de John Blake, um garoto de 19 anos que acabou o colégio e para ajudar a pagar a faculdade de história que pretende começar, decide trabalhar durante o verão em um acampamento chamado Blue Light que fica localizado próximo a cidade de Londres.

Antes mesmo de chegar no primeiro dia de trabalho, John acorda de um pesadelo e o dia vai ficando cada vez mais estranho como vozes e até um homem parado no meio da estrada que faz quase com que ele bata o carro. Ao chegar no acampamento John de cara faz amizade com mais dois jovens que irão trabalhar com ele, Charlotte e Ryan.

Se para John o dia já estava muito estranho com a chegada da noite tudo piora e o que ele achava que era só um sonho estava se tornando realidade. Humanos se transformando em criaturas sem alma e querendo acabar com todos que viam pela frente. A partir do caos os três tentam sair da cidade e se salvar. 

Eu terminei a leitura do livro satisfeita, a premissa do livro é ótima e o Luiz conseguiu me deixar interessada pelo o que ia acontecer. Não posso negar que "Escuridão" me deixou com aquele sentimento que se fosse adaptado para o cinema daria um ótimo filme de ação. Outra coisa que ajuda nessa minha tese, é que o livro é bem descritivo durante as cenas de ataque, de correria e luta com os chamados Imortais.

Como comentei o enredo do livro é contagiante, em dois dias você termina a leitura. O começo tem um pouco de mistério, de quem será o quarto secreto e qual será a história do John? E algo que eu gostei bastante foi a amizade que foi criada entre eles e como dura mesmo após os momentos tenso que eles passaram. Lembrando que "Escuridão" faz parte da série "The Dark World" então vamos ter muito mais aventura deles em outros livros. 

Teve duas coisas que acabaram me incomodando durante a leitura, uma foi a facilidade em que os personagens assim que pegaram uma arma já sabiam manusear bem, e que os Imortais eram fáceis de matar. E também por dois momentos durante o livro eramos invadidos pelo ponto de vista de um dos outros personagens. Isso me deu uma quebra na leitura que eu tive que voltar e ler de novo o paragrafo para ter certeza que não era a narrativa do John. Esses dois pontos são bem pequenos dentro da obra inteira.

Para encerrar eu gostei bastante do enredo é um livro rápido, tem um pouco de mistério, muita ação, aventura e amizade. E com certeza irei acompanhar o lançamento dos próximos livros para saber o que vai acontecer.

Espero que vocês tenham gostado da resenha e se curtiram o tema do livro e se identificaram a versão em e-book do livro está bem barato no site da Amazon, lembrando que comprando livros de autores independentes você ajuda bastante o autor e incentiva a literatura brasileira! 

Compre o livro na Amazon

Você já estava achando que o post tinha acabado por aqui? Surpresa! Conversando com o Luiz ,ele preparou um sorteio lá na página do livro no Facebook. Será um sorteio do e-book e de marcadores! 


Viagem | Londres para fãs de Harry Potter

Que Londres é um lugar mágico não é como negar, tudo na cidade te deixa com um sentimento de estar viajando no tempo, mas ainda sim estar no presente. Pode ser a arquitetura antiga que fica lado a lado com os novos e imponentes prédios ou as tradições convivendo com a tecnologia, mas para os fãs de Harry Potter, Londres é mágica simplesmente pelo fato de que tudo aconteceu lá.

Foi impossível para mim andar pela cidade e não reconhecer um algum canto os cenários, seja dos livros ou dos filme e surtar um pouquinho ^^ , então resolvi fazer um mini guia para caso um dia você possa ir visitar a rainha saiba exatamente onde procurar e também surtar ao saber que a história de Harry Potter passou por ali.

Estação de King's Cross (Plataforma 9 ¾)

Essa não é novidade nenhuma, mas mesmo assim como não mencionar a famosa estação de trem que em todo primeiro dia de Setembro se enche de pessoas estranhas e leva seus filhos e filhas para a melhor escolha de bruxaria do mundo? XP

Visitar a estação é parada nº 1 para 11 em cada 10 fãs da série e posso dizer que além de linda ela é bem cheia, pois ali passam pessoas indo para estação de trem, para a estação de metrô, para comprar algo e para visitar a plataforma 9 ¾.

A plataforma 9 ¾ realmente existe, mas não fica entre as plataformas 10 e 9 da parada de trem (mas se você quiser visitar o lugar onde a cena foi filmada saiba que ela fica entre as plataformas 4 e 5), ela  fica dentro da estação, mas na parte das lojinhas e restaurantes. Além da plataforma há uma lojinha com vários produtos da série, onde eu precisei de muita força de vontade para não gastar todo o meu dinheiro.

Casa dos Répteis do London Zoo

Aqui foi filmado a cena onde o Harry conversa com a jiboia e a liberta de sua jaula e onde até hoje algumas pessoas tentam fazer o mesmo ^^

Charing Cross Road / Leadenhall Market / Stoney Street nº7

A rua que abriga a livraria com maior estoque do UK, também abriga (segundo os livros) a entrada para o Caldeirão furado (juro que eu procurei, mas não consegui achar). Mas se você quer ver a versão do filme deve visitar o Leadenhall Market que serviu tanto de locação entrada do Caldeirão furado e do Beco Diagonal. (Alias o Beco Diagonal também teve outra locação, que fica na Stoney St nº7)

Australia House

Aqui foram filmadas todas a cenas internas de Gringotts

Lambeth Bridge

Ponte onde se passa a cena em que o Noitebus Andante se espreme entre dois ônibus em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

Catedral de St Paul

Sabe aquela mega escada em espiral que os alunos descem depois das aulas de Adivinhação? Elas estão localizadas dentre da mais famosa catedral de Londres.

Estação de metrô Westminster / Scotland Place

Foi nessa estação de metrô que o Sr. Wealey vai buscar Harry para ir ao Minstério da magia e é em Scotland Place que fica a cabine telefonica que dá entrada ao ministério

Claremont Square

Quer fazer uma visitinha a casa dos Black? Então você não pode deixar de ir nesse endereço.

Millennium Bridge

Foi nessa ponte mega moderna  que ocorreu o grande ataque dos comensais da morte aos trouxas no início do filme de relíquias da morte.

Tottenham Court Road / Piccadilly Circus

Um lugar remete ao livro e o outro ao filme, mas ambos são os lugar para onde o trio foge depois da invasão do casamento do Gui e da Fleur

Tower Bridge

Além de ser um dos maiores pontos turísticos da cidade, foi por sobre a Tower Bridge que a Ordem da Fênix sobrevoou depois de resgatar o Harry da casa dos seus tios.

Resenha | Contos Peculiares - Ransom Riggs

Ano: 2016
Páginas: 208
Editora: Intrínseca
Nota:
Depois de nos contar a história de Jacob e das crianças peculiares, Ransom Riggs resolve expandir mais esse mundo e nos presentear com uma edição real dos contos peculiares. Pra quem ainda não leu os livros da série, esse livro é citado no segundo volume (Cidade dos Etéreos) e tem um papel fundamental na trama, pra melhor entendimento, eu chego a compará-lo como sendo uma versão de "Os Contos de Beedle, o Bardo" do mundo peculiar.

Essa edição possui apenas 10 contos da versão "original" que foram escolhidos e compilados por Millard Nullings (o peculiar invisível que mora com a Srta Peregrine). São histórias que falam sobre canibais ricos que comem peculiares que se regeneram, uma garota que retira pesadelos das pessoas pelo ouvido, um garoto gafanhoto, uma mulher que fala com fantasmas e entre outras peculiaridades. Mesmo se tratando de contos "fantasiosos", os personagens que nos são apresentados tem características bem reais, cheios de virtudes e defeitos, fazendo com que se crie uma identificação com eles e desejando que houvesse muito mais páginas sobre aquele conto específico. De todos os 10 contos apenas um não me cativou, que foi o caso da mulher que era amiga de fantasmas. Para mim além de ter uma história um pouco confusa, não teve sentido e nem uma moral e pareceu que estava ali apenas para preencher espaço.

Os detalhes desse livro são um caso a parte. As ilustrações que apresentam cada conto, (que são lindas e me fizeram lembrar dos livros de fábulas que eu tinha quando criança), os comentários do Millard (que dão uma maior imersão no mundo peculiar), os detalhes em dourado no fim das páginas, tudo contribui para que a experiencia de leitura seja o mais próximo de um livro real de contos. Além disso ainda temos a maravilhosa arte da capa que ao olhar bem percebe-se que vai além de ser apenas um simples galho de arvore.

Com histórias que misturam pessoas com "poderes" e ensinamentos sobre ganância e empatia, contos peculiares é um livro que pode ser lido tanto por fãs da série, por quem a está descobrindo ou por quem apenas gosta de boas histórias.

4 anos de blog!

Hey-ah leitoresss!

Hoje é um grande dia aqui no blog, como leram no titulo comemoramos 4 anos de vida. Não acredito que passou tudo isso, sério. 4 anos é muito tempo! 

Nesses quatro anos tivemos muitos altos e baixos com relação a publicações, confesso que foi um desleixo da minha parte. Eu sempre considerei o blog como um hobby meu, postava quando tinha vontade.

Imagem: Google! 

Antes de ter o "A Universitária" eu tive outros blogs, estou na blogesfera desde 2007 quando criei meu primeiro blog, depois passando para um blog que tinha com algumas amigas em 2009 que por várias vezes eu tentei ressuscitar até que bom, eu criei o auniversitaria.com que não tinha um proposito no começo. Ele só ganhou essa cara de falar sobre livros, filmes e séries em 2013 que aos poucos foi crescendo. 

O que eu estou querendo dizer é que esse ano eu espero colocar alguns projetos em pratica e movimentar bem mais o blog e o canal. Sim! Temos um canal que está meio parado atualmente por problemas técnicos confesso, mas que a partir de Março/Abril vai voltar (olha o Spoiler!).

Se você é novo aqui no blog que tal conhecer as redes sociais do blog, hein, hein, hein!?
Outras rede sociais minhas como Skoob e GoodReads você pode conferir do lado direito onde tem minhas informações de perfil. :) 

Ah, aproveitando que você já leu o nosso post magnifico de comemoração porque não responder a pesquisa de público de 2017!? 



O post com o sorteio de 4 anos sai ainda esse mês então calma que vai ter Ok!?

Obrigada aqueles que leram até aqui e aguardem que 2017 tem muita coisa para acontecer. :) 

Resenha | Nerve - Jeanne Ryan


Ano: 2016
Páginas: 302
Editora: Planeta do Brasil
Nota:
Esse é um daqueles livros em que o meu primeiro contato com a história foi através do filme. Vi o trailer no cinema e automaticamente já me senti atraída pelo enredo, aliás como resistir a um jogo de desafios onde se pode ganhar tudo o que se sonhou, mas que pode ser muito perigoso? Acabei não assistindo o filme, mas descobri que ele era baseado em um livro e como diz o ditado "O livro sempre é melhor que filme" aceitei o desafio e me tornei umas das jogadoras do Nerve.

O Nerve é como se fosse um Big Brother, onde os observadores pagam para assistir os jogadores fazerem vários tipos de desafios, dos mais simples aos mais perigosos. Os criadores/idealizadores do jogos são desconhecidos para todos, porém ninguém parece se importar já que os prêmios são bons demais e que por ser um programa de entretenimento tudo ali é de mentira, certo?

Vee é uma estudante do ensino médio e está cansada de ajudar os outros a se destacar e sempre estar nos bastidores (tanto das produções de teatro da escola, quanto da vida). Até que um dia para provar que não é tão certinha e se destacar para o garoto que está afim, ela resolve fazer um desafio do Nerve.

O que a principio era apenas diversão, algo para passar o tempo, logo se torna um vício. Conforme vai fazendo os desafios e avançando no jogo, o Nerve parece saber exatamente o Vee quer e começa a oferecer prêmios cada vez mais irresistíveis, fazendo com que largar o jogo seja cada vez mais difícil.

Durante um dos desafios Vee conhece Ian, outro jogador e a partir desse momento o Nerve faz com que eles comecem a jogar junto. Com isso sentimentos começam a surgir entre eles, porém como saber se Ian é mesmo um jogador ou apenas uma pessoa contratada pelo Nerve para confundir Vee?

Esse foi um livro que me prendeu do começo ao fim, tanto pela escrita fluida e fácil da autora, quanto pelo fato de nunca se saber o que vai acontecer na próxima página, esse é um daqueles enredos que se você pensa que nada pode piorar, está errado.

Os personagens são bem fraquinhos, tendo o perfil padrão de toda a história YA, porém o que me deixou mais fascinada por Nerve foi o fato de que a história poderia realmente ser real, alias já existem tantos "observadores" nos vários programas de reality show já existente, que quem garante que no futuro não haverão outros para um reality show como o descrito no livro?

O primeiro capítulo do livro já te deixa em choque mostrando como é a vida de quem se envolve no jogo, mas conforme fui lendo, o mesmo sentimento de quando li O Círculo veio a tona. O sentimento de agonia, vontade de entrar no livro e dar uns bons tapas na cara de cada jogador que realmente acha que vale tudo para ter fama e dinheiro ou de cada observador que paga para ver pessoas fazerem coisas horríveis em nome do entretenimento.

Nerve não é uma leitura muito complexa ou muito extensa, mas o enredo é feito para se pensar sobre exposição e fama no mundo online e se isso realmente vale a pena,não importa o custo.