Resenha | Boa Noite - Pam Gonçalves

Ano: 2016
Páginas: 240
Editora: Galera Record
Nota:
Sabe aquele livro que você sente que vai gostar e só de ler a sinopse já se identifica com a personagem? Isso foi exatamente o que aconteceu comigo quando li sobre Boa noite. Acompanho a Pam desde o blog Garota it e sempre gostei de todas as indicações que ela fazia, então quando foi anunciado que ela lançaria um romance eu sabia que teria que ler.

Alina é recém formada no ensino médio, está começando a sua vida em uma universidade em outra cidade e está pronta pra se livrar do rótulo de nerd e estranha que lhe perseguiu durante todo esse tempo. Na nova cidade tudo está fora da sua zona de conforto: morar em uma república, conhecer pessoas com personalidades diferentes da sua e enfrentar o preconceito dos colegas (e até professores) do curso de Engenharia da computação, que acham que mulheres não entendem nada de exatas.

A reinvenção de Alina começa a dar certo e logo ela se vê em meio a novos amigos, amores, festas, bebidas e pensamentos de que essa nova vida pode realmente lhe fazer bem. Em meio a tudo isso uma página de fofocas da universidade é criada com comentários corriqueiros sobre abusos e drogas e o Alina menos esperava era ser tragada para esse tipo de situação.

Como eu disse lá no começo, só de ler a sinopse eu já super me identifiquei com a personagem, pois estou no mundo da tecnologia desde os 16 anos e sei bem o que é sentir esse discurso de "aqui não é lugar de mulher", então durante a leitura foi fácil se colocar no lugar da personagem e saber exatamente como ela se sentia. Porém ao mesmo tempo não era tão legal ter essa conexão, já que ao ler aquilo percebi que várias outras pessoas passaram ou estão passando por isso e sério, não é nada bom.

O tema central do livro é sobre algo que até agora eu não tinha visto em nenhum do gênero: abuso sexual nas universidades. Lembro que esse tema começou a ser discutido a um tempo atrás na mídia, mas logo foi esquecido e acabou virando mais um tópico de quando se trata de bullying. E vê-lo sendo discutido novamente mostra que infelizmente ele está longe de ser resolvido.

Achei a abordagem desses temas uma ótima escolha, já que estamos vivendo um momento onde o empoderamento feminino está em alta, (aliás uma das coisas que eu mais gostei em Boa noite, foi em como a autora reforça essa ideia ao longo do romance), mas fiquei um pouco decepcionada com o modo que a protagonista se envolve com eles. Eu esperava algo mais profundo, algo que impactasse mais na vida da personagem e o modo como tudo aconteceu me deixou com uma sensação de que foi mostrado que o problema ainda existe, mas não mostrou a fundo as sequelas que aquilo pode deixar em uma pessoa.

Essa foi a primeira vez que li algo escrito pela Pam, (preferi começar por algo original do que pela releitura que ela fez em "O amor nos tempos de #likes") e mesmo com essa pequena decepção me surpreendi positivamente, ela soube tocar em um assunto delicado de um jeito que não ficou forçado e com uma escrita super fluída que você é capaz de ler o livro em uma sentada só. Então se está procurando algo que vá um pouco além dos temas padrões de YA, Boa noite é uma ótima pedida.
Tive a oportunidade de conhecer a Pam e autografar o livro na Bienal \o/

Review | instax mini 8

Já faz um tempo que comprei uma instax mini 8 e pude realizar o sonho de criança de ver a foto sendo revelada na hora, porém não a utilizava muito pois não tinha coragem de usar para tirar fotos do dia a dia por causa do valor do filme. Recentemente abstraí desse sentimento e tirei várias fotos (porque afinal ela foi feita para ser usada ^^) e pude entender um pouco como ela funciona e alguns truques.
A instax mini 8 é uma câmera instantânea analógica, ou seja, não tem visor digital para ver o que está fotografando, ver antes como ficou ou excluir a foto, assim com não possui opções de zoom, macro ou de resolução. Ela foi criada pra ser bem simples, é só olhar no visor pequeninho que fica na parte superior, clicar para tirar a foto e pronto, foto revelada na hora!
 O flash da instax tem 5 modos: interior (casa), nublado (nuvem), dia pouco claro (sol), dia muito claro (sol com mais raios) e ambientes escuros (high key). Não se preocupe caso não saiba qual opção se encaixa na luz onde você está, pois câmera tem um sensor que te diz qual é o modo mais indicado e todos eles o flash dispara, então esteja preparado e tente não piscar.
Como eu disse lá no começo o que é caro na instax é o filme, considerando o fato de que ele é do tamanho de um cartão de crédito (62 x 46 mm). Os clássicos com a borda branca são vendido em pacotes com 10 poses ou em caixas com 2 pacotes e custam em média 50 e 80 reais respectivamente. Os filmes temáticos (tem da Hello Kitty, Monstros S.A, Frozen, One Piece, Toy Story) são vendido apenas em pacotes com 10 poses e custam em média 40 reais. 
Comprei a minha câmera por 70 dólares na Best Buy, mas aqui no Brasil ela pode ser encontrada no Submarino, Saraiva, Americanas, etc por uns 400 reais e em 7 cores diferentes (branco, preto, roxo, framboesa, azul claro, amarelo e rosa). Outra coisa legal é a variedade de acessórios existentes como bolsas, adesivos, alças, lentes para selfie, lentes com filtros, molduras e álbuns para as fotos, ou seja, vou falir muito comprando coisas pra essa câmera ^^. 
Algumas dicas para ajudar a utilizar a instax e evitar perder filmes:
  • Ao tirar uma foto mantenha distância de no mínimo um braço, senão as chances de você conseguir uma foto toda branca são de quase 100%.
  • Como não é possível desligar o flash, você pode colocar uma fita branca em cima dele para deixá-lo mais suave.
  • NUNCA tampe os sensores de iluminação, pois nesse caso suas fotos sairão pretas.
  • Fotos de reflexo no espelho não dão certo, já que o espelho vai refletir o flash e a foto vai sair preta.
  • Uma alternativa aos filmes temáticos são adesivos que você cola por cima da borda branca. Um pacote com 100 adesivos curta em médio 14 reais. 
  • Depois de colocar o filme na câmera, não abra o compartimento novamente, pois isso irá fazer com que ele seja exposto a iluminação e as fotos irão ficar todas brancas.
  • Ao enquadrar para tirar um foto sempre vá um pouco mais pra direita, já que a posição entre o visor e o obturador são diferentes.
  • As fotos sempre saem melhor em ambientes externos
  • Quando a foto sair da máquina pegue-a pela borda, pegar direto na folha da foto pode causar uma mancha na mesma.

Espero que esse pequeno review tenha ajudado na decisão de comprar ou não uma instax e caso ainda tenham algum dúvida é só deixar aí nos comentários. \o

The Wicked : O Musical

Mês passado fui assistir finalmente à peça "The Wicked" e já tinha um tempo que eu nutria a vontade de assistir à peça lá em New York  e quando saiu a notícia que o brasil iria ganhar uma adaptação eu fiquei extremamente feliz e cheia de vontade de assistir.

Para quem não sabe muito da história desse musical, The Wicked ficou muito popular na Broadway e falando um pouco em números ela já foi assistida por mais 48 milhões de pessoas no mundo, foi adaptada para mais de 5 idiomas e já passou por EUA, Canadá, Reino Unido, Irlanda, Japão, Alemanha, Holanda, Austrália, Nova Zelândia, Singapura, Coréia do Sul, Filipinas, México e agora pela primeira vez na América latina. 



The Wicked vai contar a história antes da chegada da Dorothy e como Elphaba e Glinda se conheceram e como ela se tornou "A Bruxa Malvada do Oeste". 

A peça é dividida em três atos, sendo o primeiro como elas se conheceram lá na faculdade, Elphaba é extremamente inteligente, incompreendida e que não leva desaforo para casa. Glinda é totalmente o oposto e digo com certeza que ela é um projeto de patricinha, muito ambiciosa e popular. Assim que elas chegam na faculdade tem o primeiro confronto, pois Elphaba quer ficar com a irmã para cuidar dela e contragosto é colocada no mesmo quarto que o da Glinda.



Por ser um musical - obviamente. Tudo vira música e se você não está costumado com isso claro que vai se impressionar facilmente com a habilidade de uma cena simples virar algo maior quando elas começam a cantar.

Como eu não quero estragar muito a experiência de vocês contando toda a história ou fazendo AQUELE resumo, mas saibam que o primeiro ato é como ambas se tornam amigas e como as aventuras delas (nos demais atos) faz com que Elphaba ganhe um título de má que não é tão justo assim.



Vamos falar da grandiosidade do espetáculo?

Confesso que não conhecia a metade do elenco da adaptação - tirando o Jonatas Faro. Eles deram um show e  gente vocês não têm ideia como um palco que parecia pequeno se transformava a todo momento: Sala de aula, pátio, baile, quarto, casa do mágico, celeiro e entre outros.



Teve uma cena que me deixou de queixo caído que foi quando todo o palco se encheu de luzes verdes em todos os lugares e é tão lindo e incrível. Eu sei, que pareço uma boba falando mais gente foi incrível. Melhor experiência ever. 

Para finalizar sabiam que The Wicked é uma adaptação de um livro do autor Gregory Maguire? Pois é, foi lançado em 1995 e a peça em 2003. A versão brasileira do livro foi lançada pela Leya


Como eu não tenho como comparar essa adaptação com as outras não tenho como dizer se ficou bom ou ruim a versão das músicas ou do texto em si. Mas, se você assistiu alguns filmes dublados ultimamente vai perceber que seguindo a tendencia a peça está cheia de gírias e memes brasileiro e eu ameiiii isso, amei as músicas, o elenco ...tudo!

A peça está em cartaz até o final de dezembro no teatro Renault os ingressos você pode conferir aqui nesse link. Achei os preços bem justos e não recomendo pegar os lugares na frente, pois você fica bem de cara para o palco e acaba perdendo alguns detalhes ou tendo que virar o rosto para acompanhar tudo o que acontece no palco. 

Dica: Procure no Flickr o álbum do teatro que você vai conseguir ter uma noção dos lugares antes de comprar. 

A nota da adaptação é a maior possível e se quiserem me levar para assistir de novo estou aceitando. < 3 

Resenha | A Queda dos Reinos - Morgan Rhodes


Ano: 2013
Páginas: 400
Editora: Seguinte
Nota
Sabe aquele livro parado na estante que você não faz a minima ideia de quando você ganhou ele? Pois é, eu não sei porque demorei tanto para ler A Queda dos Reinos foi surpreendente e me arrependo de não ter lido antes.

Primeiro de tudo vamos entender o ambiente do livro, temos 3 reinos: Auranos, Paelsia e Limeiros e nessa mesma ordem é como está localizado cada um deles na região de Mítica.

Mítica uma região que a muito tempo atrás perdeu sua magia elementar (Elementia). Essas pessoas que dominavam a Elementia podiam controlar os quatro elementos: água, ar, fogo e terra, mas com rivalidade das duas deusas Cleiona e Valoria a milhares de anos atrás fez com que a Tétrade desaparece e com isso a magia acabasse, ou que muitos que vivem em Mítica acredita.

Cada reino tem sua característica Auranos é a mais prospera e rica, Paelsia é a mais pobre e sofredora já em Limeiros eles tem uma vida mais confortável e razoável. Durante séculos esses reinos se mantém em paz até que a morte de um Paelsiano nas mãos de um Auranos faz com que esses reinos comecem uma guerra entre si.

É na pequena e pobre Paelsia que tudo muda após a morte Tomas, com a perda do irmão Jonas tem a sede de vingança contra a Princesa Cleo, qual ele juga culpada pela morte de Tomas. Assim Jonas começa a tramar sua vingança unido-se com Hugo Basilius - líder de Paelsia. Juntos eles vão até o rei Limeros para pedir apoio para tomar Auranos e começar uma guerra em busca de mudanças.

No Reino de Auranos temos a princesa Cleo filha do Rei Corvin, ela não tem o perfil de princesa comum que estamos acostumados, Cleo é bem dona do próprio nariz e odeia que mandem nela, isso faz com que o pai seja extremamente protetor com ela colocando o guarda Theon 24 horas na cola dela após o incidente em Paelsia.

Já Limeiros é reinado pelo nada confiável Rei Gaius, um Rei que não tem medo de usar força e não mede escrúpulos para conseguir o que quer. Magnus, seu filho não concorda com os métodos do pai, mas mesmo assim não interfere em suas decisões e acata tudo o que ele diz para não sofrer as consequências. Nesse mesmo reino temos Lucia, a jovem princesa que na verdade foi criada pela Rainha por conta de uma profecia que diz que o seu poder quando despertar irá ajudar encontrar a Tétrade.

A trama do livro é bem estrutura principalmente a parte politica e a parte mistica, engraçado como um único evento desencadeia uma disputa de poder.

Achei todos os personagens muito bem trabalhos, principalmente por ser contado nos quatro pontos de vista você tem uma boa visão de cada personagem e de como eles enxergam o seu próprio reino.

De todos, a minha favorita é a Cleo achei ela uma personagem bem forte, mesmo no começo onde ela estava na sofrência com a morte de Tomas. É o tipo de pessoa que faz o que bem quer e se tiver que salvar quem ama vai fazer sem pensar duas vezes, mesmo que corra perigo e faça umas coisas bem idiotas para conseguir.

Sabe algo que não desceu? 

O Romance do livro, sei lá acho que não era nem necessário fazer isso logo no primeiro livro, acho que poderia ter deixado de lado não teria problema nenhum. A Morgan tentou um romance que não era necessário, ficou forçado e sem sentido na minha opinião. Se tivesse sido mais trabalho até engolia, mas como não foi. Não gostei.

Eu gostei bastante do livro, não vou dar 5 estrelas porque não achei o romance necessário. Gostei das surpresas que tivemos durante o livro, ficou muito bom. Irei com toda certeza continuar a série que eu descobri que tem 6 livros! :o





Bom é isso pessoas, o que acharam da resenha? Já leram algum livro da Morgan ou dá série "A Queda  dos Reinos" me conte ai nos comentários.

Resenha | Harry Potter and the cursed child - J.K Rowling, John Tiffany e Jack Thorne

Autores: J.K Rowling,
John Tiffany e Jack Thorne
Ano: 2016
Páginas: 330
Editora:  Little Brown UK
Nota:
Fiz parte da geração Harry Potter, uma geração que cresceu lendo os livros e que ansiava por cada lançamento. Em 2007 quando o último livro foi lançado, lembro o quão animado e triste foi aquele ultimo lançamento, aliás a história havia acabado, a cicatriz não doía mais e tudo estava bem. Porém no meio de 2015 J.K anunciou que lançaria uma oitava história, a diferença é que dessa vez a mídia utilizada seria o teatro, em uma peça que seria performada em Londres e no começo de 2016 para os fãs que não teriam com vê-la seria lançado um livro com o roteiro da peça.

Harry Potter and the Cursed Child (Harry Potter e a criança amaldiçoada, tradução livre) tem inicio no epílogo de Relíquias da Morte, e tem como foco as aventuras de Albus Potter, Rose Granger-Weasley e Scorpius Malfoy (filhos de Harry, Rony, Hermione e Draco), além de vemos como o trio está vivendo após os eventos da batalha de Hogwarts, pois agora Harry e Hermione são funcionários do Mistério da Magia enquanto Rony é o novo dono da Gemialidades Weasley.
Falar mais do que isso ao meu ver é estragar a experiencia de ler a história e de se surpreender a cada página, então vou fazer o que a J.K pediu e #KeepTheSecret. ^^

Por ser uma história que não foi totalmente escrita pela J.K e pelos spoilers que circulam a internet desde o início da exibição da peça, muitos fãs (inclusive eu) estavam/estão com o pé atrás em relação essa história, se ela era realmente necessária ou se é tão ruim quanto dizem. Pra minha surpresa eu gostei muito dela, mesmo sendo bem louca, (lembrei muito de episódios de Doctor Who e da peça A Very Potter Musical)  e eu até ter ataques de risos em locais públicos, mas não vou negar que a história tem problemas a ponto de ter uma cena que eu acho impossível de qualquer pessoa engolir de tão absurda.

Outra coisa é que por ter sido publicado em formato de script eu achei que teria problemas com a leitura, já que os outros sete livros foram publicados como romances, mas mesmo tendo só tem as falas dos personagens e pequenas descrições de ambientação das cenas consegui entrar no mundo e visualizar as cenas em minha imaginação sem problemas.

Passada toda essa preocupação inicial com a história em geral, comecei a focar nos personagens e só tenho a dizer o quanto estou apaixonada pelo Scorpius Malfoy. É claro que é ótimo rever aqueles personagens que a gente viu crescer e ver que eles continuam com a mesma essência (Hermione, sua linda!), mas o Scorpius realmente ganhou meu coração, por razões que vocês vão ver quando ler.

No geral, por mais louca que essa história venha ser, ainda assim foi ótimo ter um novo "livro" de Harry Potter nas mãos, ir a uma festa de lançamento e ler compulsivamente até a última palavra, além disso com certeza me deu mais vontade de ir ver a peça em Londres. Mas apesar de tudo, não acho que essa história irá agradar a todos, porém vale dar uma chance pela nostalgia de que é ler um novo Harry Potter e voltar poder voltar para casa.