Resenha | A Queda dos Reinos - Morgan Rhodes


Ano: 2013
Páginas: 400
Editora: Seguinte
Nota
Sabe aquele livro parado na estante que você não faz a minima ideia de quando você ganhou ele? Pois é, eu não sei porque demorei tanto para ler A Queda dos Reinos foi surpreendente e me arrependo de não ter lido antes.

Primeiro de tudo vamos entender o ambiente do livro, temos 3 reinos: Auranos, Paelsia e Limeiros e nessa mesma ordem é como está localizado cada um deles na região de Mítica.

Mítica uma região que a muito tempo atrás perdeu sua magia elementar (Elementia). Essas pessoas que dominavam a Elementia podiam controlar os quatro elementos: água, ar, fogo e terra, mas com rivalidade das duas deusas Cleiona e Valoria a milhares de anos atrás fez com que a Tétrade desaparece e com isso a magia acabasse, ou que muitos que vivem em Mítica acredita.

Cada reino tem sua característica Auranos é a mais prospera e rica, Paelsia é a mais pobre e sofredora já em Limeiros eles tem uma vida mais confortável e razoável. Durante séculos esses reinos se mantém em paz até que a morte de um Paelsiano nas mãos de um Auranos faz com que esses reinos comecem uma guerra entre si.

É na pequena e pobre Paelsia que tudo muda após a morte Tomas, com a perda do irmão Jonas tem a sede de vingança contra a Princesa Cleo, qual ele juga culpada pela morte de Tomas. Assim Jonas começa a tramar sua vingança unido-se com Hugo Basilius - líder de Paelsia. Juntos eles vão até o rei Limeros para pedir apoio para tomar Auranos e começar uma guerra em busca de mudanças.

No Reino de Auranos temos a princesa Cleo filha do Rei Corvin, ela não tem o perfil de princesa comum que estamos acostumados, Cleo é bem dona do próprio nariz e odeia que mandem nela, isso faz com que o pai seja extremamente protetor com ela colocando o guarda Theon 24 horas na cola dela após o incidente em Paelsia.

Já Limeiros é reinado pelo nada confiável Rei Gaius, um Rei que não tem medo de usar força e não mede escrúpulos para conseguir o que quer. Magnus, seu filho não concorda com os métodos do pai, mas mesmo assim não interfere em suas decisões e acata tudo o que ele diz para não sofrer as consequências. Nesse mesmo reino temos Lucia, a jovem princesa que na verdade foi criada pela Rainha por conta de uma profecia que diz que o seu poder quando despertar irá ajudar encontrar a Tétrade.

A trama do livro é bem estrutura principalmente a parte politica e a parte mistica, engraçado como um único evento desencadeia uma disputa de poder.

Achei todos os personagens muito bem trabalhos, principalmente por ser contado nos quatro pontos de vista você tem uma boa visão de cada personagem e de como eles enxergam o seu próprio reino.

De todos, a minha favorita é a Cleo achei ela uma personagem bem forte, mesmo no começo onde ela estava na sofrência com a morte de Tomas. É o tipo de pessoa que faz o que bem quer e se tiver que salvar quem ama vai fazer sem pensar duas vezes, mesmo que corra perigo e faça umas coisas bem idiotas para conseguir.

Sabe algo que não desceu? 

O Romance do livro, sei lá acho que não era nem necessário fazer isso logo no primeiro livro, acho que poderia ter deixado de lado não teria problema nenhum. A Morgan tentou um romance que não era necessário, ficou forçado e sem sentido na minha opinião. Se tivesse sido mais trabalho até engolia, mas como não foi. Não gostei.

Eu gostei bastante do livro, não vou dar 5 estrelas porque não achei o romance necessário. Gostei das surpresas que tivemos durante o livro, ficou muito bom. Irei com toda certeza continuar a série que eu descobri que tem 6 livros! :o





Bom é isso pessoas, o que acharam da resenha? Já leram algum livro da Morgan ou dá série "A Queda  dos Reinos" me conte ai nos comentários.

Resenha | Harry Potter and the cursed child - J.K Rowling, John Tiffany e Jack Thorne

Autores: J.K Rowling,
John Tiffany e Jack Thorne
Ano: 2016
Páginas: 330
Editora:  Little Brown UK
Nota:
Fiz parte da geração Harry Potter, uma geração que cresceu lendo os livros e que ansiava por cada lançamento. Em 2007 quando o último livro foi lançado, lembro o quão animado e triste foi aquele ultimo lançamento, aliás a história havia acabado, a cicatriz não doía mais e tudo estava bem. Porém no meio de 2015 J.K anunciou que lançaria uma oitava história, a diferença é que dessa vez a mídia utilizada seria o teatro, em uma peça que seria performada em Londres e no começo de 2016 para os fãs que não teriam com vê-la seria lançado um livro com o roteiro da peça.

Harry Potter and the Cursed Child (Harry Potter e a criança amaldiçoada, tradução livre) tem inicio no epílogo de Relíquias da Morte, e tem como foco as aventuras de Albus Potter, Rose Granger-Weasley e Scorpius Malfoy (filhos de Harry, Rony, Hermione e Draco), além de vemos como o trio está vivendo após os eventos da batalha de Hogwarts, pois agora Harry e Hermione são funcionários do Mistério da Magia enquanto Rony é o novo dono da Gemialidades Weasley.
Falar mais do que isso ao meu ver é estragar a experiencia de ler a história e de se surpreender a cada página, então vou fazer o que a J.K pediu e #KeepTheSecret. ^^

Por ser uma história que não foi totalmente escrita pela J.K e pelos spoilers que circulam a internet desde o início da exibição da peça, muitos fãs (inclusive eu) estavam/estão com o pé atrás em relação essa história, se ela era realmente necessária ou se é tão ruim quanto dizem. Pra minha surpresa eu gostei muito dela, mesmo sendo bem louca, (lembrei muito de episódios de Doctor Who e da peça A Very Potter Musical)  e eu até ter ataques de risos em locais públicos, mas não vou negar que a história tem problemas a ponto de ter uma cena que eu acho impossível de qualquer pessoa engolir de tão absurda.

Outra coisa é que por ter sido publicado em formato de script eu achei que teria problemas com a leitura, já que os outros sete livros foram publicados como romances, mas mesmo tendo só tem as falas dos personagens e pequenas descrições de ambientação das cenas consegui entrar no mundo e visualizar as cenas em minha imaginação sem problemas.

Passada toda essa preocupação inicial com a história em geral, comecei a focar nos personagens e só tenho a dizer o quanto estou apaixonada pelo Scorpius Malfoy. É claro que é ótimo rever aqueles personagens que a gente viu crescer e ver que eles continuam com a mesma essência (Hermione, sua linda!), mas o Scorpius realmente ganhou meu coração, por razões que vocês vão ver quando ler.

No geral, por mais louca que essa história venha ser, ainda assim foi ótimo ter um novo "livro" de Harry Potter nas mãos, ir a uma festa de lançamento e ler compulsivamente até a última palavra, além disso com certeza me deu mais vontade de ir ver a peça em Londres. Mas apesar de tudo, não acho que essa história irá agradar a todos, porém vale dar uma chance pela nostalgia de que é ler um novo Harry Potter e voltar poder voltar para casa.

Resenha | O Círculo - Dave Eggers

Autor: Dave Eggers
Ano: 2014
Páginas: 528
Editora:  Penguin
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Ano: 2014
Páginas: 528
Editora: Companhia das Letras
Nota:
Um dos temas mais recorrentes na internet é a privacidade e o oversharing (compartilhamento exagerado de informações). É cada vez mais comum ter relacionamentos que se definem pela troca de likes em uma postagem, compartilhar informações em troca de recompensas ou para ter mais popularidade em uma comunidade. Porém as pessoas não se preocupam com o que pode ser feito com essas informações e em como mais tarde elas podem afetá-las. Com isso em mente O Círculo nos mostra um mundo que pode ser pior que muita história de terror.

O Círculo é uma empresa de tecnologia que ficou mundialmente famosa por criar o TruYou, uma rede social que unificou todos os perfis de todos os usuários da internet acabando com o anonimato na rede, (imagine seu perfil do Facebook,  mesclado com o cadastro da faculdade, do banco, da academia, do trabalho e tudo está disponível para consulta.) e com isso se tornou o lugar do emprego dos sonhos para qualquer pessoa da área de tecnologia. A empresa nos é apresentada pelos olhos de Mae Holland, recém contratada e fascinada por tudo o que o Círculo produz.

Mae começa a trabalhar no departamento de experiencia do cliente e já no primeiro dia é orientada a a migrar praticamente toda a sua vida online para os serviços oferecidos pela empresa, além de ter que manter socialmente ativa nos eventos oferecidos e nas discussões mantidas nos milhares de fóruns, garantindo assim uma boa posição no rank de participação. Conforme o tempo vai passando, Mae vai entrando ainda mais na filosofia de vida do Círculo, compartilhando muito mais do que apenas pequenos lampejos do seu dia e conforme fica mais ativa na comunidade mais se afasta de sua família e amigos.

Logo após a contratação de Mae, o Círculo lança o SeeChange (uma pequena câmera que pode ser acessada por qualquer pessoa através da internet), com a proposta de espalhá-las pelo mundo afim de que as pessoas possam experienciar qualquer coisa sem quaisquer barreiras (como por exemplo ver o que está acontecendo no topo do monte Everest) e para reduzir a criminalidade, levando a população a implantar uma política de transparência, já que lemas como: "segredos são mentiras", "privacidade é roubo" e "compartilhar é cuidar" passam a ser utilizados pelo Círculo.

Quando eu terminei esse livro fiquei tão impactada pela história, que minha vontade foi de excluir todas as minhas redes sociais e sumir do mundo, além de se questionar se estava seguindo os passos da Mae (mesmo que lentamente). Conforme a leitura avançava vinha um sentimento de sufocamento, agonia e uma vontade louca de entrar no livro sacudir a Mae e dizer pra ela parar de ser tão ingênua em relação ao Círculo. Aliás não só a Mae, mas toda a sociedade retratada, que ficou tão maravilhada com um mundo cheio de facilidades que não questiona as consequências ao utilizá-las, causando uma das cenas mais angustiantes do livro.
Outra coisa que me deixou bem preocupada foi que conforme vai sendo apresentada aos diversos meios de se manter "social", Mae vai adquirindo vários monitores que vão sendo adicionados em sua mesa de trabalho, chegando ao ponto de ela ter mais ou menos uns 6 monitores! Automaticamente me imaginei nesse cenário e pensando em como é possível não enlouquecer com tanta informação, mas logo cheguei a conclusão de que isso já é uma realidade, pois hoje em dia dividimos a tela da TV em várias micro telas com o uso das SmartTvs, dividimos a tela do celular com vários apps que rodam ao mesmo tempo e a ideia de ter um computador com dois monitores já está virando comum.

O Círculo é aquele livro que te faz ir além dele, a história não acaba depois da último ponto final, ao fechá-lo você continua a pensar na história, em como ela pode deixar de ser ficção e se tornar realidade ou em como ela já faz parte da nossa realidade e isso é o que o torna assustador.

Resenha | Dez mil céus sobre você - Claudia Grey

Autora: Claudia Gray
Ano: 2016
Páginas: 336
Editora:  Agir Now
Nota:
Eu não estava preparada para esse livro, eu não tinha a mínima ideia de que ele seria lançado ainda esse ano e com certeza não estava preparada para o final. Foi assim sem preparação nenhuma que li o segundo volume da trilogia Firebird, Dez mil céus sobre você, e acabei adorando ainda mais essa história cheia de plot twists.

Depois de viajar por várias dimensões para salvar seu pai, Marguerite finalmente pode utilizar o Firebird para fazer viagens para ajudar seus pais na pesquisa e isso trouxe ainda mais a atenção da Tríade para o projeto, fazendo com eles oferecem altas quantias para ter os direitos sobre o mesmo. Quando todas as ofertas são recusadas e todos parecem ter deixado o projeto em paz, Paul tem sua alma fragmentada em quarto pedaços durante uma viagem para localizar a cura para Theo (que está doente graças aos efeito do Furtanoite).

Com isso Marguerite se vê novamente compelida a viajar pelas dimensões e para conseguir as coordenadas de onde cada parte de Paul está, ela terá que pagar um alto preço: sabotar o projeto Firebird de seus pais em outras dimensões. Mas Marguerite acha que é capaz de salvar Paul e ainda proteger todas as versões de sua família e assim traça um plano junto com Theo para enganar a Tríade.
Nessa nova missão somos levados a uma São Francisco em meio a guerra, ao mundo do crime de Nova York e revisitamos queridos personagens em uma glamorosa Paris. A cada passo que dá com o fim de juntar os pedaço de Paul, Marguerite vai descobrindo coisas sobre seu introvertido namorado, o que a coloca em dúvida sobre a única coisa da qual ela tinha certeza em todos os mundos do qual já visitou: que o amor deles é imutável.

Com o final do primeiro livro tão bem amarrado, fiquei pensando em como a autora desenvolveria uma história para os outros volumes da trilogia sem ficar forçado e fiquei surpresa em como ela conseguiu criar essa nova motivação para as futuras viagens. O fator das múltiplas dimensões faz com que seja possível explorar várias partes das personalidades dos personagens e faz com que o leitor fique com aquela pulga atrás da orelha, alias, o que a pessoa está fazendo nesse universo é parte dela como um todo, ou seja, presente em todas as suas versões, ou apenas nessa dimensão?
Outra questão abordada e que eu gostei bastante foi sobre se é ético tomar controle de uma pessoa durante as viagens, pois mesmo a pessoa sendo você, ela passou por tantas experiencias diferentes que ao mesmo tempo ela não é integralmente você e que ao tomar controle dela, estará violando seu livre arbítrio. É um pouco confuso, mas se fosse fosse ao contrário? você gostaria de que as viagens continuassem caso outra dimensão construísse o Firebird e você fosse "invadido"?

Esse livro com certeza é uma exceção a regra de que o segundo livro de uma série nunca supera o primeiro e com o cliffhanger deixado no fim, estou ainda mais na expectativa por A million worlds with you, último livro da trilogia, com lançamento previsto para Novembro nos EUA e sem previsão por aqui. #chora
Entendedores entenderão ^^
Eu amo esses começos de capítulos

Tech | Vire um boneco Pop! da Funko

Quase sempre eu entro no site da Funko para ver os lançamentos e adicioná-los a minha infinita wishlist. Um dia desse nessas minhas visitas, encontrei o maravilhoso Pop! Icon Generator.

A maioria (senão todos) dos colecionadores de Pop! já imaginaram uma versão sua do boneco (a Funko até já lançou uns D.I.Y tanto na versão feminina quanto na masculina para os que querem se arriscar) e esse gerador veio para salvar aqueles que assim como eu, não sabem desenhar nada além de um boneco de palito e acha o Photoshop um bicho de sete cabeças.

O Pop! Icon Generator é bem simples. Nele você pode mudar o cabelo, sobrancelhas, olhos, nariz, boca, partes superiores (posição dos braços e camisas), partes inferiores e acessórios. Além de cor do fundo, e tamanho e posição do itens.

O único problema dele é que ele é simples até demais. Não há opções para outras cores de pele e há poucas opções de roupas, mas mesmo assim fiquei bastante tempo montando várias combinações e lembrando do tempo que passava a tarde montando Dolls.

E aí, gostaram? Montem também suas versões de Pop! e compartilhem com a gente.