Resenha | Coroa Cruel - Victoria Aveyard

Ano: 2016
Páginas: 232
Editora: Seguinte
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Se tem uma coisa que aprendi com as crônicas de gelo e fogo foi apenas começar a ler uma série depois que todos os livros estão lançados, então com o lançamento de Broken Throne, último livro da série a Rainha Vermelha (pelo menos é o que eu acho ^^), finalmente tirei os cinco livros da estante e comecei minha maratona de leitura.

A Ray já resenhou o primeiro volume “A Rainha vermelha” aqui no blog já faz um tempinho, então o livro de que vou falar agora (como você já deve ter visto no título) é a Coroa Cruel, livro com dois contos que se passam antes de Mare descobrir seus poderes.

Em “A canção da Rainha” conhecemos mais sobre a mãe de Cal, a Rainha Coriane. Fascinada por engenharia e diferente dos outros prateados, pois não concorda com o jogo de poder e manipulação da corte, ela vê sua vida mudar quando sua família muda para a capital e o medo de ter o controle de sua vida tirado de si, da solidão e de não encontrar a felicidade viram seus companheiros. Aqui acompanhamos como ela conheceu o príncipe Tibérias, o nascimento de Cal e como foram seus dias na corte até sua trágica morte.

Uma coisa que eu não gosto sobre contos é como eles acabam rápido e deixam aquele sentimento de “cadê o resto da história?” E foi exatamente assim que me senti quando terminei o conto da rainha. Eu queria mais, queria saber sobre a vida com o Tibe, mas sobre a vida na corte e mais sobre os poucos dias com Cal. Saber mais sobre ela me deixou ainda mais triste sobre todas as vezes que ela foi mencionada em A Rainha vermelha, principalmente em ver como ela é parecida com a Mare e como o Cal puxou o amor por engenharia dela (toda vez que tinha uma cena falando sobre isso eu pensava no Cal bebê e nela mostrando manuais pra ele ^^).

Esse conto é muito mais sobre apenas quem foi Coriane, ele mostra como a sociedade dos prateados é estruturada. O fato de Tibe escolher ela como esposa ignorando a tradição da prova real, revela que mesmo entre prateados há uma divisão, as famílias com bem mais poder do que outras e que não aceitam ser governados por alguém de uma família decadente e ver como as manipulações e intrigas afetam a Rainha é de partir a coração.

No segundo conto “Cicatrizes de Aço” Farley é a narradora e através de seus olhos entendemos como se deu a expansão da Guarda Escarlate por Norta. Recém nomeada capitã, Farley tem como missão recrutar aliados para essa nova fase da guarda, mas seu jeito de fazer o que acha certo em vez de fazer o que lhe é comandado faz como que descubra algo muito melhor para os avanços da Guarda: Mare Barrow.

Eu adoro quando o autor mostra uma mesma cena por outro ponto de vista e por isso acho que curti tanto essa história, mesmo ele tendo tantos altos e baixos. Ver esse outro lado da Farley, como ela realmente é por baixo da máscara de capitã foi bem esclarecedor para entender as ações que ela tomou no primeiro livro e também serve de base para saber o que esperar dela no futuro.

Se no primeiro conto o interessante foi descobrir mais sobre os prateados, aqui entendemos mais sobre a Guarda Escarlate. Através de narrativas intercalada entre boletins e narração (estilo que eu não gostei muito) percebemos que a Guarda é muito mais do que apenas um punhado de vermelhos com trajes esfarrapados, eles são uma grande organização (localizada em vários outros reinos) e que não poupa esforços em acabar com o reinado dos prateados.

A Coroa Cruel é um livro que serve para explorar mais o mundo criado pela Victoria e mostrar um outro lado da história. Gostei muito das personagens que foram escolhidas e como elas são ao mesmo tempo tão iguais e tão diferentes e minha única reclamação é que as histórias acabam muito rápido

Resenha | S. (O Navio de Teseu) - J.J. Abrams e Doug Dorst

Ano: 2015
Páginas: 472
Editora: Intrinseca
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S. entrou na minha vida durante uma pesquisa sobre ARGs (Já falei dessa minha paixão aqui antes) e assim que eu pus o olho sobre ele, sabia que seria fácil, fácil um dos livros favoritos da minha vida. Ele não é apenas um livro que você lê tudo da página e pronto, existem modos diferentes de se iniciar a leitura, modos diferentes de ler cada conteúdo da página e cada informação pode mostrar muito mais do que aparenta.

Conhecido por suas ideias revolucionárias, seus romances e sobre nunca revelar seu rosto V.M Straka é um famoso autor que sumiu após lançar seus último romance "O Navio de Teseu" que conta a história de um homem que não lembra de seu passado e é sequestrado e levado para trabalhar em um navio cheio de tripulantes tão esquisitos quando a embarcação.

Jen encontra o livro em uma biblioteca, com as margens repletas de anotações feitos por um leitor que está obcecado com a história e de como ela pode ser a chave para descobrir sobre o sumiço do autor. Ao devolver o livro com suas próprias anotações, uma estranha conversa começa entre os dois leitores e juntos eles começam além de buscar sobre o paradeiro de V.M Straka, trocar experiencias e conselhos de vida.

Conheci essa maravilhosidade a muito tempo e por aqui nem se falava de uma versão traduzida, lembro que quase comprei ele várias vezes na Amazon.com e só desistia porque tinha medo de não ter vocabulário para a leitura e perder ou mal interpretar algo. Quando eu descobri que a Intrínseca tava fazendo uma versão em português lembro que comemorei como se fosse gol do Brasil na copa e quando eu finalmente vi o livro numa livraria pela primeira eu surtei como se estivesse vendo a primeira edição de um livro de Harry Potter.

A primeira parte do quebra cabeça já começa em decidir qual é a melhor maneira de se ler o livro, existem tantas informações que só de ver a primeira página você já fica confuso. Eu escolhi ler primeiro a história de O navio de Teseu, pois assim entenderia melhor os comentários da Jen e do Eric e consequentemente entenderia melhor onde esse mistério me levaria.
Isso não é nem a primeira página do livro
A história "principal" segue o estilo de livros antigos, com escrita bem rebuscada e cheio de detalhes, o que na minha opinião deixou a leitura lenta e bem cansativa e que foi o principal fator de eu ter demorado tanto para ler S. Posso estar sendo influenciada pelo fato de que o autor é um dos roteiristas de LOST, mas achei algumas coisas similares entre as duas obras: ambas tem um misto de fantasia e ceticismo e as narrativas possuem mais perguntas do que respostas. No final até que história é boa, só que assim como LOST eu esperava um final melhor ^^

Já a história de Jen de Eric é contada através das anotações nas páginas do livro e te digo que também não foi uma leitura nem fácil nem rápida. A história deles é dividida em 4 linhas do tempo (já separa aí um método de organização, que vocês vão precisar) e por isso além de descobrir qual comentário equivalia a cada linha temporal, para acompanhar a história cronologicamente era necessário ler cada uma até o final do livro e depois voltar ao começo para iniciar a outra. Só que por mais difícil que foi isso eu não achei a leitura cansativa pois mesmo que através de uma coisa tão simples como anotações em livro os autores conseguiram mostrar a personalidade de cada personagem, a partir disso fazer com que eles se desenvolvessem super bem e de criarem um vinculo com o leitor, pois ler os comentários fez com que eu me sentisse assim como Jen e Eric, achando um amigo nas margens do livro e que se eu escrevesse algo ali eles iriam me responder.
Olha eu já conversando com os personagens XP
Conforme fui lendo essa parte de S. percebi que não eram apenas Jen e Eric tentando descobrir mais sobre Straka, eu também estava fazendo anotações em um pedaço de papel, colando vários post it no livro e juntando todas as peças do quebra cabeças que eles estavam construído. Junto com as anotações Jen e Eric colocam no livro vários itens que eles acham que são pistas para a investigação (como recorte de jornais, cartões postais e fotos) e é tudo tão bem feito que no final de tudo eu estava acreditando realmente que o Straka era um autor real. Aliás o mundo de S. é tão rico nesse aspecto que a história sai das páginas, então se você ficar fissurada que nem eu vai descobrir que existem as redes sociais da Jen e o Eric, áudios sobre Straka e até mesmo um outro final de “O Navio de Teseu” e tudo isso oficial. (JJ EU TE VENERO! ^^)
O melhor item do livro na minha opinião (Um mapa desenhado num guardanapo)
Como se não bastasse ser essa obra genial, o livro físico em si é uma obra de arte. O livro foi feito para parecer um volume bem surrado e antigo de biblioteca (com direito a etiqueta de localização, páginas amarelas, páginas com manchas e carimbos de empréstimo), o itens físicos foram colocados manualmente em cada volume, um caligrafista fez todas as anotações a mão, além da adaptação dos enigmas. Esse é um daqueles livros que se você comprar em e-book vai perder 80% da experiencia e vai falar que não sabe o que todo mundo viu nele. Na época do lançamento a Intrínseca lançou esse vídeo falando um pouco sobre a confecção de todo material e eu acho extremamente importante que vocês vejam pra entender o quão importante é ter ele na versão física (mesmo que seja caro).

Com todo esse cuidado que a editora teve com a produção do livro, eu até que perdoo eles pela demora do lançamento, pois S. é muito mais do que um livro, é uma experiencia de leitura capaz de fazer com o leitor não só acredite na história, como faz com que ele se sinta parte daquilo (como ele mesmo e não na pele dos personagens) e assim como Jen e Eric sinta aquela fagulha de curiosidade em descobrir quem foi e o que aconteceu com V.M Straka.

Games | Just Dance 2019

Olha eu aqui mais uma vez para falar da mais nova versão da franquia que sou viciada mais que tudo na vida: JUST DANCE! A última vez que falei sobre ele aqui foi em 2016 e não falei mais sobre desde então, pois como eu tinha um console da 3ª geração não existiam grandes adições ao jogo eles só lançavam as músicas e pronto considere-se feliz por ainda fazermos jogos pra vc ^^. Mas atualmente com Switch pude ver o que há de novo no mundo do Just Dance.

Pra começar a Ubisoft foi bem radical na mudança do layout, esqueça as cores escuras e ícones grandes para a seleção das músicas, agora o visual é bem clean bem mais fácil de navegar. A versão de 2019 foi dividida nas seguintes abas: Home, Playlist, Músicas, Pesquisa e Perfil. Dentre essa nova divisão o que mais me chamou a atenção foi a Playlist, pois anteriormente no modo offline só existia a opção do jogador criar uma playlist e agora ele já vem com playlists criadas para jogar tanto no modo offline quanto no online.
Porém pra mim essa não foi a maior mudança do JD 2019, mas sim o fato de que 95% do jogo estava bloqueado. Eu não conseguia entrar no Dance floor, criar meu perfil ou dançar qualquer música, dessa vez pra fazer qualquer coisa eu tinha que jogar com as músicas disponíveis, ganhar pontos e ir desbloqueando as funções no melhor estilo Mario Kart de ser. Isso é legal para conhecer o jogo, mas teve um hora que eu não aguentava mais dançar só para conseguir fazer meu perfil.

Por falar em perfil essa parte também sofreu algumas modificações, já que além do avatar e do nome você pode se dar um título. Esses títulos são coisas como "O Super dançarino", "O maratonista", "O perfectionista" e cada um é desbloqueado conforme a quantidade de perfect moves, estrelas ganhas ou estilos de músicas dançados.

Sobre a playlist uma coisa que reparei é as músicas estão bem atuais, então ano temos "Havana", da Camila Cabello, "New Rules", da Dua Lipa e "No Tears Left To Cry" da Ariana Grande além de cada vez mais mais representação de Kpop que fica por conta de "DDU-DU DDU-DU", do Black Pink e "Bang Bang Bang" do BIGBANG. O Brasil foi representado por "Bum Bum Tam Tam", não a versão funk, mas sim uma versão remixada.

 

Mais uma novidade com relação a jogabilidade é justamente no desbloqueio das músicas alternativas (as antigas extreme), agora é necessário que tenha pontuação acima de 11000 na versão normal, fazendo com que você jogue aquela música até chegar no nível de ouvir ela no consultório do dentista e já começar a dançar a coreografia sem precisa do jogo HAHAHAHHA

Pra mim os pontos negativos da versão de 2019 foi a retirada da opção de jogar com os smartphones, que era bem util quando de se tem várias pessoas e apenas dois controles e o resgate de recompensas com as moedas que são ganhas com o mojo (alguém consegue me dizer uma utilidade para os artwork desbloqueados, porque eu até agora não consegui).

No geral as mudanças apresentadas foram bem executadas, com o foco em se consolidar ainda mais nessa categoria que não possui concorrência (RIP Central Dance) e em trazer novos jogadores (afinal a Just Dance World Cup vem crescendo em números de participantes a cada ano), Just Dance 2019 continua sendo um ótimo jogo de dança não importando se o seu objetivo é jogar com os amigos ou virar um mestre do fit dance.

Unboxing | Turista Literário - Junho 2018

Chegou o dia, o dia do último post sobre o Turista Literário. Eu não pretendia parar de assinar, pois não havia me decepcionado com nenhum livro que havia sido enviado, acontece que a minha pilha de próximas leituras estava aumentando muito, então decidi cancelar o serviço enquanto a situação não fosse resolvida (até porque comprar livro pra deixar na estante é jogar dinheiro fora). 

JUNHO / 2018


O inverno só está começando e nada melhor para intensificar esse clima do que um livro que se passe em um lugar que é frio o tempo todo. Esse mês vamos viajar junto de Ophélie para o Polo um lugar estranho, gélido e cheio de segredos.
Sinopse: Honesta e cabeça-dura, Ophélie não se importa com as aparências. Mas, por baixo de seus óculos de aros largos e cachecol desgastado, a garota esconde poderes únicos: ela pode ler o passado dos objetos e atravessar espelhos.
A vida tranquila que leva em Anima se transforma quando Ophélie é prometida em casamento à Thorn, herdeiro de um distante e poderoso clã. Agora, ela terá que deixar para trás tudo o que conhece e seguir seu noivo até Cidade Celeste, a capital flutuante de uma gelada arca conhecida como Polo. Ali, o perigo espreita em cada esquina, e não se pode confiar em ninguém. Sem se dar conta, Ophélie torna-se um peão em um jogo político mortal, capaz de mudar tudo para sempre.
O item de olfato é uma água de lençol com um cheiro bem gostoso (e olha que pra coisas com cheiro eu sou bem chata) e ele remete ao cheiro das rosas brancas que se encontram no jardim de Luz da Lua. O item de tocar/ver é essa máscara de dormir com uma ilustração da Ophélie e seus óculos, que são praticamente parte dela, para que nós também pudêssemos usá-los.  
As vezes parece que o povo do Turista Literário tem acesso a minha lista de coisas que eu preciso, porque o souvenir desse mês me deixou muito feliz! O dessa viagem é uma necessaire super espaçosa e com uma ilustração de tirar o folego que vai ser muito bem utilizada por minha pessoa (Sério, vocês não tem noção de quanta coisa cabe aí dentro XP).
Além de todos os itens de imersão,como estava fazendo 1 ano de Turista, veio esse porta documentos decorado com todos os carimbos de passaporte dos destinos anteriores!! Nem preciso dizer que eu adorei, por que eu colocava as todas as tag dos destinos passados em um envelope e agora todos estão nesse porta documentos lindo!!!

Bem gente espero que vocês tenham gostado de ver esse meu 1 ano de Turista Literário (mesmo sendo um pouquinho atrasado) e espero que num futuro eu possa voltar a assinar a caixa e mostrar mais dessas viagens maravilhosas para você.

Ahh e que pensa em assinar, saiba que agora alguns livros vem autografados pelo autor! 

Resenha | Mensageira da Sorte - Fernanda Nia

Ano: 2018
Páginas: 424
Editora: Plataforma 21
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Com certeza quem já viu algum trabalho da Fernanda pela internet, seja alguma ilustração ou algum quadrinho do Como eu realmente... sabe que ela tem um senso de humor maravilhoso e que sabe se conectar com os leitores como ninguém. Ano passado durante a bienal do livro ela lançou seu mais novo projeto, um romance YA onde a sorte é entregue por uma espécie de "correios" num Rio de Janeiro marcado por protestos violentos e tudo isso sem perder o humor.

O Rio de Janeiro se transformou num palco de constantes protestos desde que a AlCorp se instalou no estado e tomou conta de praticamente tudo e justamente durante um desses protestos que Sam acabou trabalhando para o destino como estagiária no Departamento de Correção de Sorte, uma organização extranatural criada para balancear o nível de azar das pessoas. 

Agora todo dia pela manhã Sam recebe um presságio de sorte e deve entregá-lo ao destinatário escolhido, que ao receber a sorte entra em transe e esquece da interação com o entregador. Um dos destinatários de Sam é Leandro seu novo vizinho, colega de classe e youtuber em acessão, que recebe um presságio sobre o tema de um vídeo, porém por algum motivo o menino não entra em trazer como os outros fazendo Sam se passar por louca.

Conforme vai tentando descobrir mais sobre ele, Sam descobre que Leandro é super engajado nos protestos contra a AlCorp, não ligando para as consequências ou riscos. Essa ligação com os protestos faz com que Sam reviva um trauma, tornando ainda mais difícil a tarefa de deixar Leandro longe do azar.

Por ser o primeiro romance que a Fernanda escreve só tenha que dizer que ela está de parabéns e que eu já tô aqui na espera dos próximos. Sério, conforme eu ia lendo minha admiração pela história só foi crescendo chegando ao ponto de eu terminar o livro em dois dias.

A escolha de fazer um livro com base em politica me surpreendeu muito, toda a história da AlCorp e sobre o evolvimento em esquemas de corrupção, os preços abusivos e a revolta da população me fez criar um paralelo com a situação atual do país e perceber  em como realmente estamos precisando de muita sorte para enfrentar cada dia.

Ler sobre o Departamento de Correção de Sorte (DCS), saber sobre as burocracias (afinal ele é um departamento público) e como a entrega das mensagens funcionam, me deixou pensando muito se isso realmente não existe e se já fui alvo de alguma mensagem, porque só isso pra explicar algumas coisas na minha vida hahhaha. Também fiquei muito curiosa sobre todas as outras repartições do destino, principalmente sobre o departamento das coincidências.

Sam como a mais nova estagiária desse lugar, sabe tanto quanto a gente sobre as regras do destino e foi maravilhoso ver ela descobrindo como tudo funcionava, pois sendo dona de um senso de humor FANTÁSTICO, ela te faz rir muito e ficar que nem o Capitão America só pegando as referências😄. Apesar das piadas Sam tem um relacionamento conturbado com sua mãe, por causa de coisas que aconteceram no passado e isso faz com que carrega uma culpa enorme dentro si.

Leandro tem um canal do youtube chamado "Garoto Sensato" e é ali que expões suas opiniões sobre o que está acontecendo no país e mesmo tendo visões diferentes de Sam sobre como levar a vida nessa época de protestos, o relacionamento dos dois fica cada vez mais próximo, fazendo com que a
chegada de Leandro na vida Sam e de seu jeito despreocupado, faça com que ela aprenda a superar a culpa e se aceitar mais, não importando seus defeitos e não existe meme melhor pra definir esse romance como o "se junta já causa, imagina juntos" XP

Por falar falar em memes tenho que falar mais uma vez do humor contido nesse livro. Sério gente, a Fernanda tem um timing pra humor que eu invejei, as piadas são perfeitas e vão desde as bobas até umas que você tem que pesquisar um pouquinho para entender, mas uma coisa é certa você vai chorar de rir nem que seja apenas uma vez durante a leitura.

Então se você está procurando um livro brasileiro que não perde em nada para os outros de fora, com uma bela critica politica, com romance, humor, fantasia e paçoca com certeza Mensageira da Sorte foi feito para você.

Resenha | Tiger Lily - Jodi Lynn Anderson

Ano: 2018
Páginas: 320
Editora: Morro Branco
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Fazem anos que eu estou para ler Tiger Lily, mais especificamente desde que eu começei a seguir o Epic Reads (selo jovem da HarperCollins nos EUA) e via o quanto uma das editoras (Margot Woods) venerava e indicava esse livro como sendo o melhor que ela já tinha lido na vida. Cheguei várias vezes simular compras na Amazon americana, pois sabia que esse livro nunca chegaria aqui, mas com o dolar alto nunca finalizava a compra. Até que na FLIPOP desse ano na sacola de boas vindas veio uma garrafinha com "pó de pirlimpimpim" anunciando que a Morro Branco ia trazer o livro pro Brasil! Lembro do berro que eu dei e que corri para o estande da editora para agradecer imensamente por isso. Agora depois da leitura entendi porque a Margot ama tanto esse livro.

Achada na floresta quando criança, adotada pelo Xamã da tribo dos comedores de céu e considerada amaldiçoada por eles, Tiger Lily é a criatura mais solitária da Terra do Nunca. Anos sendo alvo da maldade das crianças e da indiferença de alguns aldeões fizeram com que ela não acreditasse no amor ou em finais felizes, porém tudo muda quando ela conhece Peter Pan.

Peter é diferente de tudo o que Tiger Lily conhece, ele é destemido, impulsivo e faz com que ela se sinta de um jeito estranho quando está perto dele. Mesmo sabendo o quanto são diferentes ela é capaz de arriscar tudo em sua vida para ficar junto dele, mas a chegada dos Ingleses (e de pássaro Wendy) na Terra do Nunca faz com que esse romance se torne ainda mais impossível, já que Tiger Lily vê as coisas mais importantes de sua vida mudarem para nunca mais voltarem a ser os mesmas.

A narrativa da história é feita em primeira pessoa, não pela protagonista, mas pela Sininho e com isso a história se tornou bem diferente do que eu imaginava que seria. Pois ver tudo pelo ponto de vista da fada, que por ser minuscula e "lê pensamentos", faz com que vejamos ações de personagens que normalmente não veríamos caso eles soubessem que estavam sendo observados além de sabemos seus segredos mais íntimos de uma forma bem diferente se a narrativa fosse com vários ponto de vista diferentes.

Nesse reconto vemos que não existe um personagem totalmente bom ou totalmente mal, são tons de cinza e tão humanos quanto eu e você, então personagens que antes torcíamos por eles ou odiávamos ganham um nova forma e te garanto que assim como eu você vai se pegar nem que seja por um pouquinho odiando a Wendy ou concordando com as atitudes "ciumentas" da Sininho ^^. Outra coisa coisa legal é que como é uma história de origem sabemos um pouco sobre como alguns personagens "nasceram", como por exemplo de onde vem o barulho de relógio do crocodilo tic-tac e de onde vieram os meninos perdidos.

Quando a sinopse do livro diz que essa é uma história de amor que vai quebrar o seu coração, acredite que sim, seu coração vai acabar despedaçado mesmo que seja apenas no final da última página. Esse é um livro que mexe muito com as emoções, não apenas pela história da Tiger Lily com o Peter, mas também por causa do desenvolvimento de outros personagens e como eles lidam com as mudanças de suas vidas, principalmente Seiva de Pinheiro e Tic-Tac (pai adotivo da Tiger Lily).

Um coisa que eu não esperava é que a trama abordaria temas como estupro, machismo e preconceito LGBTQ e em como a Jodi escreveu sobre isso e mesmo assim não descaracterizou a magia da Terra do Nunca. O jeito que ela soube tratar temas tão fortes e impactantes em uma história com um cerne tão infantil foi perfeito e tudo de um jeito tão sutil que me deixou pensando na mesma cena por horas, se o que eu tinha lido de fato tinha acontecido e quais seriam as consequências disso na história.

Com uma leitura gostosa, personagens bem desenvolvidos e temas fortes, Tiger Lily foi um livro que mesmo eu tendo expectativas sobre, ainda conseguiu me surpreender. Então leiam logo esse livro e descubram as maravilhas (e tristezas) que habitam a Terra do Nunca.

Resenha | Um de nós está mentindo - Karen M. McManus


A resenha de hoje é de um livro que eu fui altamente induzida a ler por causada da Pam Gonçalves que ficou uma cota falando sobre ele no twitter, eu até evitei ver resenha dela antes de ler e fui logo comprando.

Como o titulo sugere esse livro tem uma pegada de mistério, onde teremos um assassinato de um aluno e os quatros estudantes que são testemunhas que acabam virando os suspeitos desse crime.



Um de Nós Está Mentindo
Autora: Karen McManus
Ano: 2018
Páginas: 384
Editora: Galera Record
Nota:
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Addy, Bronwyn, Copper, Nate e Simon são enviados para a detenção, após um dos professores mais chatos do colégio de Bayview encontrar celulares em suas mochilas, sendo essa uma das regras mais rígidas do colégio o não uso de celular em sala de aula. Lá eles acabam presenciando a morte de Simon, por uma reação alérgica bem esquisita. No dia seguinte os alunos que presenciaram o incidente acabam se tornando  suspeitos, tudo porque Simon dono maior site de fofoca do colégio tinha algo para revelar sobre eles.

Cada um deles teve o seu momento como toda a relação da Bronwyn com a irmã e como ela é "forçada" sempre em ser a melhor em tudo, ou Addy que a principio parece ser um menina mimada sem muito o que revelar, mas que sofre bastante até sair das garrafas do namorado babaca, ah ela também tem uma irmã maravilhosa que eu gostaria de ler mais sobre ela em algum outro livro. Já Copper um bom jogador de beisebol que está fazendo de tudo para conseguir uma bolsa para universidade e por conta das suspeitas está enfrentando sérios problemas com o pai. E por último temos Nate um rapaz que está em liberdade condicional, com um passado complicado e um pai totalmente ausente.

Uma coisa é certa neste livro todo mundo tem segredos, e eu gostei bastante da forma que eles foram revelados. Na verdade para mim, a narrativa como um todo foi muito boa por intercalar a historia no ponto de vista de cada personagem principal então pelo menos no começo você tinha uma visão do personagem. Confesso que com isso ficou bem difícil escolher uma pessoa, todos eram suspeitos!



Fiquei bem envolvida durante todo o livro, ele me prendeu total até o último capitulo, olha que eu não sou a maior fã de livros de mistério, mas a forma como foi contada a história deixou tudo bem amarrado.

Quando eu acabei eu fiquei surpresa com o final, mas gostei da mensagem que esse livro tenta trazer e gera um bom debate será que as redes sociais realmente são boas? Principalmente para os jovens, existem tantos casos de cyberbullying que acabam em tragédia hoje em dia.



Espero que tenham gostado da resenha, e espero que também leiam o livro e consigam ver também essa mensagem que ele tenta trazer. 

Unboxing | Turista Literário - Abril e Maio

Ainda estamos atrasados? Estamos! Mas vamos continuar postando e mostrando pra vocês toda a maravilhosidade que são as caixas do Turista ^^
ABRIL

Desde que parei de acompanhar os bookhauls e wrap ups do booktube (pra não cair mais tentação de querer mais livros ^^) fiquei muito alheia aos lançamentos, então quando abri a caixa de Abril e vi que a viagem seria para Primavera Branca e que a história seria um reconto da Branca de Neve fiquei bastante curiosa sobre o que há por vir.
Sinopse: Mina é filha de um mago cruel e sua mãe está morta. Aos dezesseis anos, seu coração nunca bateu por ninguém – na verdade, ele jamais pulsou de forma alguma, e Mina sempre achou esse silêncio normal. Ela nunca suspeitou que o pai arrancara seu coração e, no lugar, colocara outro de vidro. Então, quando Mina chega ao castelo de Primavera Branca e vê o rei pela primeira vez, ela cria um plano: conquistá-lo, tornar-se rainha e finalmente conhecer o amor. A única desvantagem desse plano, ao que tudo indica, é que ela se tornará madrasta.
Lynet tem quinze anos e é a imagem de sua falecida mãe. Um dia, descobre que um mago a criou à semelhança da rainha morta, a partir da neve. No entanto, Lynet preferiria ser forte e majestosa como sua madrasta, Mina. E realiza seu desejo quando o pai a torna rainha dos territórios do sul, tomando assim o lugar de Mina.
A madrasta, então, começa a olhar para a enteada com algo que se assemelha ao ódio, e Lynet precisa decidir o que fazer – e quem quer ser – para ter de volta a única mãe que de fato conheceu… ou simplesmente derrotar Mina.
Garotas de neve e vidro traça a relação de duas mulheres fadadas a serem rivais desde o princípio – a não ser que redescubram a si mesmas e deem novo significado à história que lhes foi imposta.
Este aclamado reconto feminista de Branca de Neve nos leva a um mundo singelo e, ao mesmo tempo, maravilhoso. Uma poderosa releitura para mantê-lo sempre atual e presente.
Os item de cheirar é um creme MARAVILHOSO para as mãos com um cheiro mentolado, bem de floresta mesmo, para que possamos sentir o aroma da floresta invernal. O item de comer foram deliciosas balas de goma de pêssego (só duraram até eu tirar a foto XP), pois essa é a fruta favorita da Mina.
O item de tocar é um espelho de bolso, alias impossível falar de Branca de Neve sem mencionar o espelho. Além de ser pequeno e perfeito para levar na bolsa, adorei o fato que ele vem "emoldurado" e com essa linda arte atrás.
O Souvenir dessa viagem foi essa linda capa de almofada, que serio eu fiquei indignada de o quão linda ela é. A arte é da Ana Paula Azevedo

MAIO

Em Maio viajamos para Ohio e descobrimos todos os segredos do bairro perfeito de Shaker Heights. Eu já tinha ouvido falar muito sobre Pequenos incêndios por toda a parte, mas não fazia ideia de que ele era um YA, então vê-lô na caixa desse mês me fez muito feliz.
Sinopse: Em Shaker Heights tudo é planejado: da localização das escolas à cor usada na pintura das casas. E ninguém se identifica mais com esse espírito organizado do que Elena Richardson.
Mia Warren, uma artista solteira e enigmática, chega nessa bolha idílica com a filha adolescente e aluga uma casa que pertence aos Richardson. Em pouco tempo, as duas se tornam mais do que meras inquilinas: todos os quatro filhos da família Richardson se encantam com as novas moradoras de Shaker. Porém, Mia carrega um passado misterioso e um desprezo pelo status quo que ameaça desestruturar uma comunidade tão cuidadosamente ordenada.
Eleito nos Estados Unidos um dos melhores livros de 2017 por veículos como Entertainment Weekly, The Guardian e The Washington Post, Pequenos incêndios por toda parte explora o peso dos segredos, a natureza da arte e o perigo de acreditar que simplesmente seguir as regras vai evitar todos os desastres.
Não canso de dizer o quanto eu adoro a criatividade dos itens e esse item de cheirar/tocar entrou com certeza para o top 3. Esse sabonete (sim sabonete) é inspirado nos cookies da Sra. Richardson e tem um cheiro tão gostoso que eu de primeiro eu pensei que era realmente uma massa de cookie e se não tivesse lido antes a etiqueta tenho quase certeza que eu teria comido XP
O outro item de tocar é uma caderneta que é o inspirado no presente que Pearl ganha de Moody. Na capa tem essa frase que eu particularmente adorei. Uma coisa que me deixou chateada é que a foto não conseguiu pegar o quão as cores da capa são fortes e formam um contraste lindo na capa preta.
E para finalizar, o souvenir de Maio é esse porta retrato com a vizinhança de Shaker Heights ao fundo e que ao ler o livro você descobre que tem pequenos easter eggs nessa ilustração. Como eu não tenho fotos grandes vou enchê-la de polaroids mesmo XP

E então gente, pra qual dos lugares vocês gostariam de ir?

Resenha | Allegro em hip-hop - Babi Dewet

Ano: 2018
Páginas: 336
Editora: Gutenberg
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Quando foi anunciado que o lançamento desse livro seria na Bienal de SP, automaticamente ele se tornou a prioridade nas minhas compras me fazendo sair do meu habitual roteiro de "ruas e avenidas" e indo correr diretamente para o stand da Gutemberg. Foram dois anos de espera e ansiedade, mas finalmente Allegro em Hip-Hop está entre nós e não deixou nenhum pouco a desejar.

Camila é uma bailarina descendente de japoneses que possui pais muito rigorosos com grandes planos para ela e sua carreira e com isso desde de pequena aprendeu que precisava ser a melhor, sempre se esforçar mais e sem perder seu tempo com coisas como festas, passeios pela cidade ou garotos. Camila tem orgulho da sua vida organizada e milimetricamente programada, como uma rotina de balé, pois isso era preciso para realizar seu grande sonho de ir para a The Royal Ballet em Londres. 

Vitor é um violinista que ama hip-hop, tendo como grande inspiração o cantor Drake. Pra ele todos os gêneros de música adicionam algo na carreira de um musicista e acha injusto que o conservatório ligue apenas para música clássica e ignore todos os outros. Ele tem uma  GRANDE queda por Camila, mas nunca teve coragem de falar com ela, até porque quando que a melhor bailarina do Margareth Vilela iria olhar para um garoto desengonçado e cheio de sardas?

Quando seus olhares se cruzam entre as aulas do conservatório e Camila nota Vitor pela primeira vez, a garota descobre um novo mundo, cheio de amor, espontaneidade e onde o hip-hop pode ser tão divertido e interessante quanto o balé. 

Assim como o livro anterior, Allegro em hip-hop trás muito mais do que apenas um romance de descoberta envolto em muita música, ele trata também de temas como representatividade, diversidade, racimo e saúde mental. Uma coisa que eu acho que evoluiu do Sonata pra esse livro é que o contexto dos temas se tornou muito mais amplo e relacionável, não que sororidade não fosse, mas dessa vez eu pude associar os que acontecia na história com coisas que eu já havia visto.

Os personagens são 100% apaixonantes e te garanto que é impossível você gostar de apenas um. A Mila é uma garota incrível, com uma dedicação invejável e que a cada página me deixava ainda mais encantada com o seu jeito de ser. Achei incrível em como ela evoluiu ao passar a história e mal posso esperar para ver como ela vai estar nos próximos volumes. Já a Clara, a melhor amiga de Mila, é aquele tipo de pessoa que defende os amigos com unhas e dentes e adorei o fato de que e toda segura de si, sem se importar com que os outros vão dizer dela. O Vítor é a coisa mais fofa desse mundo e  não teve como não ficar apaixonada por ele a cada vez que ele respeitava as decisões da Mila, quando a levava para conhecer mais sobre o hip-hop e quando fazia as melhores piadas.

Apesar de adorar os novos personagens confesso que dava pequenos surtos toda a vez que um personagem de sonata era mencionado ou realmente aparecia em cena (principalmente o Kim XP) e foi ótimo ver como as ações do livro anterior repercutiram em certos personagens. Aliás falando nisso, finalmente descobrimos quem é colega de quarto da Tim e essa foi a melhor surpresa que eu tive no livro e acho que vocês também vão adorar quando descobrirem.

Outra coisa que me deixou maravilhada foi a descrição das cenas. Por ter o balé como foco eu pensei que ia ficar um pouco perdida, mas era tudo tão bem descrito, com o nome dos passos que os bailarinos faziam, com a música que estavam ouvindo, que depois de uma pesquisa rápida sobre cada coisa eu conseguia visualizar tudo perfeitamente e em alguns momentos ficava até com raiva quando alguma coisa acontecia e os personagens paravam de dançar HAHAHA.

Uma coisa comum entre os livros da série são as músicas que dão nome aos capítulos, que vão dando um tom a história e formando no final uma playlist. A playlist de Allegro mistura bem os clássicos do balé e o melhor do hip-hop, incluindo até artistas nacionais como Emicida e Racionais, aliás obrigada Babi por me deixar com O Lago dos Cisnes e Drake na cabeça a semana toda.

Agora vamos falar dessa capa linda e perfeita que não sei se vocês notaram mas ela se completa com a capa do Sonata (olha o link pra ver que lindo) e todos os livros da série vão ser assim, então já estou aqui pensando na coisa linda que vai ser quando ela estiver completa. Vale ressaltar que mesmo as capas se completando, os livros são histórias fechadas e podem ser lidos em qualquer ordem.

Queria poder falar muito mais desse livro, porém iam sair vários spoiler, então vão ler logo Allegro em Hip-Hop e se deliciar com esse romance cheio de muita dança, música, personagens carismáticos e ainda de quebra morrer de rir ao ver que uma das pessoas na dedicatória do livro é o Netinho, afinal é impossível não cantarolar " Ô MIIILAAA, MIL E UMA NOITES DE AMOR COM VOCÊ" pelo menos uma vez durante a leitura XP

Unboxing | Turista Literário - Fevereiro e Março

Mais um post do Turista chegando!! Vem ver pra onde viajamos em Fevereiro e Março.

FEVEREIRO


O conteúdo da caixa desse mês foi o que com certeza mais me surpreendeu, porque eu nunca imaginaria que iam lançar esse livro por aqui. A viagem de Fevereiro é para o "Mundo Real" junto com várias crianças que voltaram se seus mundo mágicos e não conseguiram se readaptar o "mundo normal".
Sinopse: "...e a única pessoa que pode lhe dizer como sua história termina é você".
Crianças sempre desapareceram nas condições certas: escorregando pelas sombras debaixo da cama, atrás de um guarda-roupa ou caindo em buracos de coelhos e em poços velhos, para emergir em algum lugar... diferente.
Nancy viajou para um desses lugares, e agora está de volta. As coisas que ela viu... mudam uma pessoa para sempre. E as crianças sob os cuidados de Eleanor West compreendem isso muito bem: cada uma delas procura a porta de volta ao seu próprio universo fantástico, mas poucas conseguem encontrá-la. Afinal, mundos mágicos têm pouca utilidade para crianças cujos milagres já foram usados.
A chegada de Nancy marca também uma terrível mudança no internato. Há uma escuridão pairando à cada esquina, e quando a tragédia ataca, Nancy e seus colegas precisam desvendar o mistério.
Não importa o custo.

Eu amo os itens de olfato do turista, mas dessa vezes eles superaram minhas expectativas. Para representar o bosque de romã que a Nancy encontra ao atravessar a porta para seu mundo eles mandaram um esfoliante para os pés com um cheio MARAVILHOSO de romã. Sério gente o cheiro é tão bom que eu queria que esse potinho não acabasse nunca HAHHAHA.

O item de tocar/ver é essa plaquinha linda em forma de bilhete (representando uma carta que a Nancy recebe), como esse quote para nos inspirar naqueles dias difíceis.


Eu achei esse souvenir a coisa mais inteligente dessa caixa, aliás em uma história onde todos estão querendo achar suas portas para voltar para seus mundos, nada melhor do que um porta chaves não é mesmo? Eu amei ele ainda mais pelo quote escolhido. 

MARÇO


O destino do mês de Março foi para mais um livro que eu não tinha ideia de que tinha lançado aqui, mas isso foi porque além de mudarem muito o título do livro na tradução, mudaram também a capa e eu só descobri que "A caçadora de Dragões" era o "The Last Namsara" quando li a ficha catalográfica do livro ^^. Enfim esse mês fomos para Firgaard um lugar que é assolado por dragões.
Sinopse: Quando era criança, Asha, a filha do rei de Firgaard, era atormentada por sucessivos pesadelos. Para ajudá-la, a única solução que sua mãe encontrou foi lhe contar histórias antigas, que muitos temiam ser capazes de atrair dragões, os maiores inimigos do reino. Envolvida pelos contos, a pequena Asha acabou despertando Kozu, o mais feroz de todos os dragões, que queimou a cidade e matou milhares de pessoas — um peso que a garota ainda carrega nas costas.
Agora, aos dezessete anos, ela se tornou uma caçadora de dragões temida por todos. Quando recebe de seu pai a missão de matar Kozu, Asha vê uma oportunidade de se redimir frente a seu povo. Mas a garota não vai conseguir concluir a tarefa sem antes descobrir a verdade sobre si mesma — e perceber que mesmo as pessoas destinadas à maldade podem mudar o próprio destino.

Para fazer nos sentirmos no palácio de Firgaard, o item de ver/cheirar foi um sachet decorativo com o formato do azulejo que decora o local e com o aroma de flores de laranjeira tão presente nos aposentos. Já o item de tocar é um bracelete de "couro de dragão" remetente a armadura de dragão que Asha cria para não se queimar durante suas caçadas.


O souvenir foi essa bolsa carteiro com textura que imita uma escama de dragão e com essa ilustração e citações lindos. O legal é que na explicação do porque do item diz que é porque como a Asha sempre leva uma cabeça de dragão para seu pai depois de suas caçadas, essa bolsa é pra gente carregar nosso dragão por aí XP. Sério amei essa explicação ^^

Eaí qual das caixas vocês gostaram mais? Já leram algum dos dois livros?