Evento | Casa Warner 2019



Com ingressos que esgotaram em minutos, a Casa Warner voltou à São Paulo e desta para comemorar os 25 anos de Friends. A exposição localizada em um prédio de quatro andares próximo a Av. Paulista trouxe os cenários de algumas produções do estúdio, mas teve como principal objetivo nos transportar para os cenários e momentos mais marcantes do grupo de jovens amigos moradores de NY.

Ao chegar no lugar já deu pra ver o quão maior ele é em relação a edição anterior e com isso a ansiedade para ver o que me aguardava só aumentava, porém não foi nem preciso entrar para já ver alguns dos cenários especiais. Do lado de fora tinha esse painel lindo com o refrão da música de abertura de Friends e o barco onde os gêmeos Blossom de Riverdale resolveram usar para fugir da cidade no quatro de Julho.


Além do grande espaço outra novidade é que todos os participantes ganhavam uma "chave da casa", para ativar algumas ações nos cenários. Eu achei a ideia criativa, mas na prática ela não é tão boa já que varias chaves acabavam sendo quebradas por mal uso dos participantes ou a ação na qual a chave era utilizada nem era grande coisa, (a única ao meu ver que vez sentido foi a ação do Flash).

Bem, vamos começar o tour.

A exposição foi dividida por andares e já na primeira sala, somos surpreendidos com um stand do famoso batom para homens, o icônico Ichiban. Eu amei esse stand que além de estar super anos 90 com as TVs de tubo passando o comercial do produto também tinha algumas amostras do batom para quem quisesse usar (e muita gente usou XP). A sala ao lado era uma pequena reprodução do La Bonne Nuit, o speakeasy da Veronica e pela reação do grupo que tava fazendo o tour com a gente, ninguém parecia sabia do que era aquele cenário. HAHAHAHA


Os próximos andares eram totalmente dedicados a Friends, então pudemos reproduzir a entrada triunfal do Chandler e Joey do episódio "The One With The Embryos", espiar o apartamento da Monica como em "The One With The Late Thanksgiving", usar o cutucador pra ver se o Ugly naked guy ainda estava vivo, dançar a living room routine no Dick Clark's New Year's Rockin' Eve, jogar pebolim no apartamento do Chandler e Joey, fazer a famosa dança do peru e se tornar Gladys e Glyniss.


Também havia um quiz enorme no chão, onde a cada pergunta respondida você tinha que seguir por um caminho, e no fim descobria qual dos amigos você era, uma pequena exposição com alguns props da série e fun facts e um MEGA painel com várias frases da série.


E como essa é uma Casa Warner especial de friends, é claro que não podia faltar o Central Perk né? Esse foi o espaço que eles mais capricharam e foi tão bem reproduzido que além do sofá, o palco para cantar smelly cat, eles também estavam oferecendo café lá dentro!


Mas nem só de Friends vive a Warner né? Nos andares inferiores tinham salas com ativações de
Super girl, Flash, Harry Potter, Young Sheldon e Doutor Sono. Dessas atrações com certeza a que eu mais gostei (pasmem) foi a de Flash. Basicamente era um cenário que simulava que você estava correndo que nem o personagem faz na série, e a principio e nem pensei que seria grandes coisas, mas quando vi o vídeo que o staff fez da corrida eu adorei!


 Bem, como toda exposição é claro que tinha que ter lojinha! Dessas vez o espaço contava com duas, uma apenas com itens de Friends e que reproduzia a cozinha da Monica e outra normalzona mesmo, com os itens das outras coisas. Como toda boa loja de fim de atração tinham coisas lindas pra deixar qualquer fã com vontade de levar tudo, mas as coisas estavam bem caras então mais uma vez não levei nada.

Espero muito que a Casa Warner se torne uma atração anual e mal espero para saber qual vai ser o tema da próxima edição.

Viagem | Conhecendo locações em tours

Viajar com certeza é uma das melhores coisas que existem na vida e durante uma conversa sobre viagens com uma amiga, descobri que existe um parte desse mercado que é só focado em levar os fãs para conhecer os lugares onde foram filmados tal filme ou série. Então imagine você visitando Grimmauld Place nº12 de Harry Potter, a Constance Billard de Gossip Girl ou a mansão dos Salvatore de The Vampire Diaries, surreal né?

Esse post é um apanhado dos melhores tours baseados em séries/filmes pra quando sobrar aquele tempo na viagem e você poder dar um pulinho no lugar favorito daquele personagem que você ama.

HARRY POTTER
Eu não poderia começar esse post sem falar de HP né? Eu já falei sobre o Warner Bros Studio Tour, mas além dele existem outros tours de Harry Potter como os em Londres, mas esse aqui foi o que mais me chamou atenção por que logo no começo você participa de uma seleção de casas e conforme vai respondendo certo os quizzes ganha pontos para sua casa. Outra coisa legal é que além de visitar os lugares das filmagens so guia também leva alguns itens para recriar as cenas dos filmes.

Link para mais informações: https://bit.ly/2msAWXA

THE VAMPIRE DIARIES
De todos os tours esse com certeza está no haul dos "profissionais". A empresa que faz o tour possui quarto roteiros diferentes, cada um focado em cada show do universo (The vampire diaries, The Originals e Legacies) e um extended tour onde você pode visitar e ENTRAR em locações das três séries (e sim isso inclui a mansão dos Salvatore!). Pela minha pesquisa esse tour e muito bem recomendado, pois a fundadora acompanha a série desde o início e conhece praticamente todo mundo envolvido, desde atores até pessoas da produção e por isso é possível que durante durante o tour você seja agraciado com alguma cena sendo filmada e até um breve encontro com os atores (segundo relatos isso acontecia quando TVD estava sendo filmada).

Link para mais informações: http://www.mysticfallstours.com

GOSSIP GIRL
É claro que o tour da série da elite de Nova York não podia ser pouca coisa né? Esse com certeza é um dos passeios mais caros que já encontrei, mas não poderia esperar menos já que ele possui fotógrafo próprio, paradas para compras e pode ser customizado, ou seja se você quiser ver algo que não está no roteiro você pode! Mas se você não pode gastar muito para ter uma experiencia completa a empresa também oferece outros roteiros, mais curtos e mais baratos. Aliás, nesse tour nada de andar entre uma locação e outra toda e gastar seus sapatos Prada, toda a locomoção é feita em pedicabs no maior conforto.

Link para mais informações: https://www.gossipgirltour.com/


TWILIGHT
Nas minhas pesquisas eu não achei nenhum tour de Twilight que valesse a pena, mas achei coisas bem mais legais no site de Forks (sim a cidade onde se passa a história). Pra começar eles tem esse mapa com a localização de alguns locais que são mencionados nos livros, como a casa dos Cullen, a escola e La Push (Baby!) e além disse descobri que eles tem um festival de celebração da saga.
O Forever Twilight é comemorado anualmente na no fim de semana próximo ao aniversário da Bella e contém exposições sobre a saga, oficinas de arte e culinária, painéis com atores, competições e muitos cosplayers é realmente um evento para deixar maravilhado qualquer fã da saga.

Link para mais informações: https://forkswa.com/forevertwilightinforks/


GAME OF THRONES
Não podemos negar que as locações de Game of Thrones são umas das mais bonitas da TV, mas por ter sido filmada em lugares bem remotos, digo que para encarar esse tour você tem que estar bem fisicamente preparado. O tour pode ser feito em 4 cidades diferentes (Belfast, Derry, Dublin e Tollymore), cada roteiro passa por lugares importantes da série, como Winterfell, Ilhas de Ferro e Pedra do Dragão e grande parte do percurso é feito a pé, então vá com um sapato bem confortável e preparado para andar uns 5km ^^. O que eu mais gostei desse tour é que além de levarem itens para os fãs usarem o site deles é muito bem organizado com o itinerário em cada roteiro e sistema de pagamento bem explicado.

Link para mais informações: https://www.gameofthronestours.com/

Esperam que tenham gostado das dicas e se tiverem algum tour que vocês gostariam de recomendar, deixem aí nos comentários ^^

Evento | FLIPOP 2019

Foto por Anne Karr
Bastou apenas duas edições para a FLIPOP virar evento fixo no meu calendário e com isso nem pensei duas vezes quando anunciaram a data para a venda dos ingressos dessa edição. Com uma nova localização, o dobro do espaço e ingressos esgotados, a terceira edição aconteceu  no começo do mês (nos dias 2, 3 e 4 de Agosto) e mostrou mais uma vez que o que conhecemos de literatura jovem é apenas a ponta do iceberg.

Mais uma vez o evento mudou de lugar, dessa vez sendo no CCSP, que fica do lado do metrô Vergueiro e bem maior do que os anteriores. Essa mudança possibilitou em mais atividades, melhor distribuição do espaço e maior participação das editoras parceiras que tiveram seu próprio estande para vender livros. Independente do tamanho físico do evento é visível o quanto a FLIPOP evoluiu, as ativações (distribuições de provas antecipadas, lançamentos e brindes) me lembram cada vez mais os eventos que acompanho fora do Brasil, o kit de boas vindas de tirar o folego (agora tenho marcadores para usar até 2022 XP), as novas parcerias e é claro o fato de que os ingressos ESGOTARAM!

Apesar das novidades a FLIPOP manteve suas tradições. A volta da famosa cabine de fotos pra tirar várias fotos com os amigos (e até com alguns autores ^^), o stand do Turista Literário que tinha um jogo bem legal onde você podia ganhar desde marcadores até malinhas e por fim aquele atmosfera gostosa de acolhimento, onde é possível esbarrar com seu autor favorito e que parece que todos são amigos de longa data.
Foto por Anne Karr
Foto por Anne Karr
Mais uma vez a programação me fez sofrer, pois além terem mesas com temas incríveis em todos os dias (e vamos lembrar que um dos dias era sexta e por tanto eu não pude ir), a dinâmica de dois palcos rolando ao mesmo tempo se manteve, então lá vamos nós mais uma vez tentar escolher uma mesa pra ver sem ficar decepcionada por ter perdido a outra, mas no final do evento a equipe da seguinte acalmou meu coração quando disse que esse ano eles gravaram eu audio ou video algumas mesas e que aos poucos eles iam soltando os conteúdos pra quem não pode ir no evento ou estava em outro lugar (UFA!)

Essa ano consegui assistir os seguintes painéis: Desvendando referências no YA: Intertextualidade, referências e retellings; K-pop nos livros; Representação do jovem na mídia e Sacis, vampiros e lobisomens e achei que a curadoria na escolha dos convidados não poderia ter sido melhor além de ter sido ótimo como cada mesa trouxe algo para nos deixar refletindo por dias após o fim do festival. Queria ter podido assistir mais, porque eram tantos temas novos, tantos assuntos dos quais eu tinha uma grande curiosidade, mas sei lá o que acontece naquele evento que você pisca e já se passaram 3 horas e estão te expulsando do lugar.😂😂.

Alguns comentários sobre as mesas que assisti:
  • Quando fui assistir a mesa sobre recontos pensei que eles iam falar apenas sobre essa onda e como ela cresceu muito de uns tempos pra cá, mas fiquei surpresa (porque nunca tinha pensando nisso) quando foi discutido sobre como esse recurso está sendo usado para trazer mais inclusão a contos com personagens 100% brancos e perfeitos. 
  • Também foi comentado o fato de de que o Monteiro Lobato era a favor da KKK o que me deixou pensando sobre COMO NINGUÉM NUNCA FALOU DISSO??
  • A mesa sobre K-Pop e livros acabou sendo mais como cada uma das autoras descobriu o gênero e como ele acaba impactando nas vidas delas.
  • Saber mais sobre o processo criativo dos autores que falam sobre mitologia foi muito interessante, ainda mais quando o Felipe Castilho disse que nunca tinha imaginado fazer uma trilogia quando conseguiu uma editora.
  • A mesa sobre representação do jovem foi a mais surpreendente, pois além de saber mais sobre como cada mídia funciona ficamos também sabendo dos perrengues que é adaptar um livro para um filme e como os autores sofrem com todas as mudanças. (Eu fiquei pasma em saber que o filmes "meus 15 anos" foi praticamente mutilado sem dó nem piedade O.o)
Esse ano pela primeira vez fui carregada de livros para autografar, só que esse ano o sistema de autógrafos foi diferente do ano passado. Não sei o que aconteceu com a organização impecável dos anos anteriores, só sei que esse ano essa parte do festival deixou muito a desejar. O sistema de senha para os autores internacionais deixou de existir, (eu gostava muito disso pq a gente podia curtir o evento de boas e não passar horas na filas) resultando em filas enormes e demoradas, além de que dependendo de quem estava organizando a fila o sistema mudava, uma hora era uma fila única pra todos os autores daquele horário ou era formado uma fila unica que era dividida em primeira parte autor X, segunda parte autor Y ou por fim quando arrumavam uma fila pra uma mesa o autor mudava de mesa e virava bagunça.

Porém mesmo com todos esses perrengues consegui autografar quase todos os meu livros e consegui falar pra Babi Dewet que ela me deixou uma semana com Ô Mila na cabeça, dar o abraço semestral na Frini, ser expulsa do evento com a Carina Rissi, dizer pro Ale Santos o quanto eu adoro as threads dele no Twitter, ficar encantada com o livro da Clara Alves só de ler a sinopse e reclamar no stories da Thalita Rebouças que nunca tinha conseguido ver ela antes porque nunca conseguia dispensa do trabalho 😝

Quanto aos autores internacionais como esse ano como não tinha lido nenhum livro dos deles acabei  não assistindo nenhum dos painéis para não pegar spoiler, mas peguei autografo da autora Kristen de "A caçadora de Dragões", pois foi o livro escolhido de uma das malas do Turista Literário. O mais engraçado é que eu estava lendo o livro enquanto esperava na fila e justamente quando aconteceu O plot twist chegou na minha vez, então eu já cheguei falando com ela na maior empolgação e comentando a parte que eu estava lendo e como assim aquilo estava acontecendo hahahahah
Apesar dos altos e baixos dessa edição a FLIPOP continua sendo um evento incrível que todo mundo deveria ir pelo menos uma vez na vida e mal posso esperar pela edição do ano que vem XP

Resenha | A prisão do Rei - Victoria Aveyard

Ano: 2017
Páginas: 552
Editora: Seguinte
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Percebi durante essa maratona um padrão está se repetindo: termino de ler o livro, penso que não pode existir acontecimentos mais impactantes do que os que acabei de ler e logo depois percebo que estava completamente errada quando começo o próximo e a Victoria joga na minha cara que não sei nem metade do que as pessoas estão dispostas a fazer pelo trono e pela manutenção do poder de Norta.

Em a Prisão do Rei, Mare foi capturada e agora vive como prisioneira no palácio, a mercê das pedras silenciosas, da culpa e dos caprichos do jovem rei. Maven desenvolveu uma obsessão tão grande pela garota que até Mare começa a acreditar que eles estão fadados a ficarem junto, não importando as consequências que ambos vão sofrer. Além disso ele está mais disposto do que nunca em se manter no trono e acabar com a revolução dos vermelhos e para isso usa todas as lições que aprendeu com sua mãe. Enquanto isso a Guarda Escarlate continua a recrutar e treinar novos membros e com a ajuda de Cal (que continua mais indeciso do que nunca) começam a sair das sombras e finalmente partir para a guerra.

Primeiro vamos falar sobre como esse livro me fez perder toda a esperança que eu tinha do Maven se redimir e como isso torna o personagem um dos melhores que eu já vi. Até o livro passado eramos condicionados a pensar que todas as ações de Maven eram obra da manipulação de sua mãe e que quando ele se liberasse da sua influencia ele iria ajudar Mare a equilibrar a balança do sangue. Mas após a morte de Elara (que eu esperava que fosse bem melhor) percebemos que estávamos bem errados. Uma frase que é dita e que eu pensava toda a vez que o Maven fazia algo era "Elara era uma boa cirurgiã", pois isso explica muito sobre o quanto ele foi moldado pela mãe, sua personalidade instável e o modo como ele enxerga o mundo. As cenas entre ele e Mare são pontuadas dos melhores diálogos da série, intensos, cheios de segundas intenções e feitos para ao mesmo tempo atrair e ferir um ao outro. Elas ajudam o leitor a entender não só como o relacionamento entre os dois está cada vez mais profundo, mas também sobre como Maven virou a pessoa que é hoje, todos os traumas e todas as coisas que teve que fazer contra sua vontade.

Mare por sua vez encontra-se na pior fase de sua vida, pois descobre que ser prisioneira de Maven vai muito além do que enfrentar as celas de Whitefire. Estando sobre o constante peso das pedras silenciosas e dos guardas Arven, vemos que a tortura imposta pelo rei é muito mais psicológica do que física e Mare é obrigada a fazer coisas em que ser chicoteada resultaria em menos dor. Aqui vemos em como a Victoria é ótima com as descrições de sentimentos nos fazendo realmente sentir através das palavras a dor que Mare está sentido e como isso a afeta como um todo.

Como a garota elétrica está presa, pontos de vista de outros personagens são adicionados a narrativa e com isso temos Evangeline e Cameron nos dizendo como estão as coisas na corte e com a guarda escarlate respectivamente. As estranhas circunstancias em volta da ascensão de Maven faz com que uma guerra civil se instaure na corte e muitos prateados das grandes casas começam a dizer que Cal é rei por direito. Do lado da guarda, vemos que Farley está subindo na hierarquia e agora lidera um grande ataque que se der certo pode ser um grande marco para causa. Eu sinceramente esperava mais capítulos delas pois ambas são excelentes personagens e por terem aspirações diferente trazem um frescor a história

Ao contrário dos anteriores, esse é um livro tem muito mais de política do que ação, então é claro que tinha que ter mais coisas sobre os outros reinos. Lakeland, Piedmond e Montfort são muito mais explorados e descobrimos coisas sobre eles que particularmente me surpreenderam muito (principalmente sobre o começo da guerra entre Norta e Lakeland). Foi nessa parte que eu fiquei grata de ter um mapa no livro porque ficou muito mais fácil de entender como cada reino se relaciona com o outro.

A prisão do rei é um livro que eu sinto que não vai agradar muitos leitores por ser mais político e possuir partes bem mais monótonas do que os anteriores porém, depois que se acostuma com o novo ritmo, a história fica bem mais interessante e começamos a pensar como Mare e Julian que "todo mundo pode trair todo mundo" ainda mais quando se trata sobre quem irá governar Norta.

Resenha | A Espada de Vidro - Victoria Aveyard

Ano: 2016
Páginas: 490
Editora: Seguinte
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Continuando minha maratona de A Rainha Vermelha, o próximo livro da lista foi A Espada de Vidro e com relação a ele eu estava com muito medo dele cair na famosa maldição de a sequencia não ser tão bom quanto o primeiro livro, mas fiquei muito surpresa em o quanto a Victoria se superou, entregando não apenas evolução na história quanto também na escrita.

A Espada de Vidro começa exatamente depois do final do livro anterior, após a traição de Maven, após a fuga da arena de execução e após descobrirmos que Shade não morreu. Como se tudo isso já não bastasse para deixar a cabeça de Mare a mil por hora, ela também descobre que não é a única vermelha com poderes de prateados e segue numa missão de encontrá-los e recrutá-los para a luta contra o regime opressor dos prateados.

Enquanto isso, Maven não poupa esforços em capturar Cal e Mare para que ele paguem pelo "crime" que cometeram contra a coroa, fazendo com que Mare comece a questionar suas decisões em prol da resistência. Seria ela responsável pelas mortes daqueles que deram suas vidas pela causa? Estaria ela se transformando no monstro que está tentando derrotar?

Foram justamente essas perguntas que me deixaram tão animada quanto ao que podia ser esse livro, pois uma das coisas que mais me irritaram em A Rainha Vermelha foi que ele se parecia muito com outros livros que foram lançados na época e só foi se destacar nos capítulos finais. Aqui a história me surpreendeu do começo ao fim (mesmo que as surpresas nem sempre eram boas ^^) , já que a  atmosfera mais sombria e agitada que o anterior contribuiu muito para o desenvolvimento dos personagens.

Em vez da Mare esperançosa, vemos que a personagem está destroçada pela traição de Maven, ela custa acreditar que aquele que ela considerava seu amigo é apenas mais um prateado que a manipulou e se fecha para o mundo, tendo como nova crença a frase que aprendeu com Julian "Todo mundo pode trair todo mundo". Mas com descoberta dos sanguenovos (vermelhos com poderes, assim como ela), ela se vê na obrigação de localizá-los e protegê-los e com isso também entra numa jornada de auto-conhecimento: sobre seus poderes e sobre como suas ações afetam não só as pessoas ao redor, mas também os vermelhos em geral e isso faz com que ela fique mais consciente sobre seu papel na revolução. Cal também teve seu coração partido por Maven, afinal o irmão fez com que ele matasse o pai e o condenou a morte por isso e agora que é um príncipe exilado ele não não sabe mais o que fazer. Ele concorda com a guarda escarlate em querer tirar Maven do trono mas não deseja o fim da monarquia, aliás ele é o verdadeiro rei e tem a convicção de que pode melhorar a vida dos vermelhos sem ter que mudar o tipo de governo.

Mesmo estando a quilômetros de distância, Maven projeta uma enorme sombra no relacionamento de Cal e Mare, ambos se sentem culpados pelo o que aconteceu e ambos tem maneiras bem diferentes sobre como destronar o jovem rei. Eu realmente gostei desse relacionamento não ser perfeito e até acho que se não fosse o treinamento militar, Cal mostraria estar bem mais abalado que Mare, mas tenho que falar que o vai não vai dos dois as vezes dava nos nervos.

Aliás, Maven é o personagem que mesmo não aparecendo nessa parte se fez muito presente na história, protagonizando as cenas mais pesadas do livro e mostrando o quão sádico ele pode ser. Ao meu ver ele é o personagem mais bem construído da história e mal posso esperar para ver em como ele vai evoluir.

A narrativa é bem agitada, variando entre cenas de ação, tensão e muito conflito emocional e isso contribui muito para a construção do ambiente para a batalha do final (e também para que eu fosse dormir duas horas depois do meu horário normal, com o pretexto de "só mais um capítulo ^^). Novos lugares e personagens são apresentados e temos uma visão bem mais ampla sobre o funcionamento da guarda escarlate (eu fiquei realmente impressionada em como eles são totalmente diferentes do que eu imaginava), o que contribui para começamos a ter uma melhor perspectiva de toda a trama politica, que a partir desse livro começa a se consolidar na história.

Minha única reclamação é sobre as mortes. Eu estava na bienal do livro quando a Victoria estava aqui e uns dos tópicos do painel eram sobre os personagens que ela matou, eu não fiquei nessa parte por motivos óbvios (não tinha lido os livros), mas pela reação do povo me pareceu que ela tinha transformado os livros numa espécie de Game of Thrones. Pois bem, agora que li o livro tenho a dizer que me decepcionei em relação a isso, pois todas as mortes foram muito previsíveis, mas isso não tirou o fato de que elas contribuírem para o andamento da história.

A Espada de Vidro é com certeza muito superior ao anterior, com reviravoltas surpreendentes, personagens mais maduros e um enredo de tirar o folego. Ele consolida ainda mais o mundo criado pela Victoria e nos deixa ainda mais apreensivos para o que pode vir nos próximos que pra mim vão ser ainda mais tiro, porrada e bomba ^^

Resenha | Coroa Cruel - Victoria Aveyard

Ano: 2016
Páginas: 232
Editora: Seguinte
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Se tem uma coisa que aprendi com as crônicas de gelo e fogo foi apenas começar a ler uma série depois que todos os livros estão lançados, então com o lançamento de Broken Throne, último livro da série a Rainha Vermelha (pelo menos é o que eu acho ^^), finalmente tirei os cinco livros da estante e comecei minha maratona de leitura.

A Ray já resenhou o primeiro volume “A Rainha vermelha” aqui no blog já faz um tempinho, então o livro de que vou falar agora (como você já deve ter visto no título) é a Coroa Cruel, livro com dois contos que se passam antes de Mare descobrir seus poderes.

Em “A canção da Rainha” conhecemos mais sobre a mãe de Cal, a Rainha Coriane. Fascinada por engenharia e diferente dos outros prateados, pois não concorda com o jogo de poder e manipulação da corte, ela vê sua vida mudar quando sua família muda para a capital e o medo de ter o controle de sua vida tirado de si, da solidão e de não encontrar a felicidade viram seus companheiros. Aqui acompanhamos como ela conheceu o príncipe Tibérias, o nascimento de Cal e como foram seus dias na corte até sua trágica morte.

Uma coisa que eu não gosto sobre contos é como eles acabam rápido e deixam aquele sentimento de “cadê o resto da história?” E foi exatamente assim que me senti quando terminei o conto da rainha. Eu queria mais, queria saber sobre a vida com o Tibe, mas sobre a vida na corte e mais sobre os poucos dias com Cal. Saber mais sobre ela me deixou ainda mais triste sobre todas as vezes que ela foi mencionada em A Rainha vermelha, principalmente em ver como ela é parecida com a Mare e como o Cal puxou o amor por engenharia dela (toda vez que tinha uma cena falando sobre isso eu pensava no Cal bebê e nela mostrando manuais pra ele ^^).

Esse conto é muito mais sobre apenas quem foi Coriane, ele mostra como a sociedade dos prateados é estruturada. O fato de Tibe escolher ela como esposa ignorando a tradição da prova real, revela que mesmo entre prateados há uma divisão, as famílias com bem mais poder do que outras e que não aceitam ser governados por alguém de uma família decadente e ver como as manipulações e intrigas afetam a Rainha é de partir a coração.

No segundo conto “Cicatrizes de Aço” Farley é a narradora e através de seus olhos entendemos como se deu a expansão da Guarda Escarlate por Norta. Recém nomeada capitã, Farley tem como missão recrutar aliados para essa nova fase da guarda, mas seu jeito de fazer o que acha certo em vez de fazer o que lhe é comandado faz como que descubra algo muito melhor para os avanços da Guarda: Mare Barrow.

Eu adoro quando o autor mostra uma mesma cena por outro ponto de vista e por isso acho que curti tanto essa história, mesmo ele tendo tantos altos e baixos. Ver esse outro lado da Farley, como ela realmente é por baixo da máscara de capitã foi bem esclarecedor para entender as ações que ela tomou no primeiro livro e também serve de base para saber o que esperar dela no futuro.

Se no primeiro conto o interessante foi descobrir mais sobre os prateados, aqui entendemos mais sobre a Guarda Escarlate. Através de narrativas intercalada entre boletins e narração (estilo que eu não gostei muito) percebemos que a Guarda é muito mais do que apenas um punhado de vermelhos com trajes esfarrapados, eles são uma grande organização (localizada em vários outros reinos) e que não poupa esforços em acabar com o reinado dos prateados.

A Coroa Cruel é um livro que serve para explorar mais o mundo criado pela Victoria e mostrar um outro lado da história. Gostei muito das personagens que foram escolhidas e como elas são ao mesmo tempo tão iguais e tão diferentes e minha única reclamação é que as histórias acabam muito rápido

Resenha | S. (O Navio de Teseu) - J.J. Abrams e Doug Dorst

Ano: 2015
Páginas: 472
Editora: Intrinseca
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S. entrou na minha vida durante uma pesquisa sobre ARGs (Já falei dessa minha paixão aqui antes) e assim que eu pus o olho sobre ele, sabia que seria fácil, fácil um dos livros favoritos da minha vida. Ele não é apenas um livro que você lê tudo da página e pronto, existem modos diferentes de se iniciar a leitura, modos diferentes de ler cada conteúdo da página e cada informação pode mostrar muito mais do que aparenta.

Conhecido por suas ideias revolucionárias, seus romances e sobre nunca revelar seu rosto V.M Straka é um famoso autor que sumiu após lançar seus último romance "O Navio de Teseu" que conta a história de um homem que não lembra de seu passado e é sequestrado e levado para trabalhar em um navio cheio de tripulantes tão esquisitos quando a embarcação.

Jen encontra o livro em uma biblioteca, com as margens repletas de anotações feitos por um leitor que está obcecado com a história e de como ela pode ser a chave para descobrir sobre o sumiço do autor. Ao devolver o livro com suas próprias anotações, uma estranha conversa começa entre os dois leitores e juntos eles começam além de buscar sobre o paradeiro de V.M Straka, trocar experiencias e conselhos de vida.

Conheci essa maravilhosidade a muito tempo e por aqui nem se falava de uma versão traduzida, lembro que quase comprei ele várias vezes na Amazon.com e só desistia porque tinha medo de não ter vocabulário para a leitura e perder ou mal interpretar algo. Quando eu descobri que a Intrínseca tava fazendo uma versão em português lembro que comemorei como se fosse gol do Brasil na copa e quando eu finalmente vi o livro numa livraria pela primeira eu surtei como se estivesse vendo a primeira edição de um livro de Harry Potter.

A primeira parte do quebra cabeça já começa em decidir qual é a melhor maneira de se ler o livro, existem tantas informações que só de ver a primeira página você já fica confuso. Eu escolhi ler primeiro a história de O navio de Teseu, pois assim entenderia melhor os comentários da Jen e do Eric e consequentemente entenderia melhor onde esse mistério me levaria.
Isso não é nem a primeira página do livro
A história "principal" segue o estilo de livros antigos, com escrita bem rebuscada e cheio de detalhes, o que na minha opinião deixou a leitura lenta e bem cansativa e que foi o principal fator de eu ter demorado tanto para ler S. Posso estar sendo influenciada pelo fato de que o autor é um dos roteiristas de LOST, mas achei algumas coisas similares entre as duas obras: ambas tem um misto de fantasia e ceticismo e as narrativas possuem mais perguntas do que respostas. No final até que história é boa, só que assim como LOST eu esperava um final melhor ^^

Já a história de Jen de Eric é contada através das anotações nas páginas do livro e te digo que também não foi uma leitura nem fácil nem rápida. A história deles é dividida em 4 linhas do tempo (já separa aí um método de organização, que vocês vão precisar) e por isso além de descobrir qual comentário equivalia a cada linha temporal, para acompanhar a história cronologicamente era necessário ler cada uma até o final do livro e depois voltar ao começo para iniciar a outra. Só que por mais difícil que foi isso eu não achei a leitura cansativa pois mesmo que através de uma coisa tão simples como anotações em livro os autores conseguiram mostrar a personalidade de cada personagem, a partir disso fazer com que eles se desenvolvessem super bem e de criarem um vinculo com o leitor, pois ler os comentários fez com que eu me sentisse assim como Jen e Eric, achando um amigo nas margens do livro e que se eu escrevesse algo ali eles iriam me responder.
Olha eu já conversando com os personagens XP
Conforme fui lendo essa parte de S. percebi que não eram apenas Jen e Eric tentando descobrir mais sobre Straka, eu também estava fazendo anotações em um pedaço de papel, colando vários post it no livro e juntando todas as peças do quebra cabeças que eles estavam construído. Junto com as anotações Jen e Eric colocam no livro vários itens que eles acham que são pistas para a investigação (como recorte de jornais, cartões postais e fotos) e é tudo tão bem feito que no final de tudo eu estava acreditando realmente que o Straka era um autor real. Aliás o mundo de S. é tão rico nesse aspecto que a história sai das páginas, então se você ficar fissurada que nem eu vai descobrir que existem as redes sociais da Jen e o Eric, áudios sobre Straka e até mesmo um outro final de “O Navio de Teseu” e tudo isso oficial. (JJ EU TE VENERO! ^^)
O melhor item do livro na minha opinião (Um mapa desenhado num guardanapo)
Como se não bastasse ser essa obra genial, o livro físico em si é uma obra de arte. O livro foi feito para parecer um volume bem surrado e antigo de biblioteca (com direito a etiqueta de localização, páginas amarelas, páginas com manchas e carimbos de empréstimo), o itens físicos foram colocados manualmente em cada volume, um caligrafista fez todas as anotações a mão, além da adaptação dos enigmas. Esse é um daqueles livros que se você comprar em e-book vai perder 80% da experiencia e vai falar que não sabe o que todo mundo viu nele. Na época do lançamento a Intrínseca lançou esse vídeo falando um pouco sobre a confecção de todo material e eu acho extremamente importante que vocês vejam pra entender o quão importante é ter ele na versão física (mesmo que seja caro).

Com todo esse cuidado que a editora teve com a produção do livro, eu até que perdoo eles pela demora do lançamento, pois S. é muito mais do que um livro, é uma experiencia de leitura capaz de fazer com o leitor não só acredite na história, como faz com que ele se sinta parte daquilo (como ele mesmo e não na pele dos personagens) e assim como Jen e Eric sinta aquela fagulha de curiosidade em descobrir quem foi e o que aconteceu com V.M Straka.

Games | Just Dance 2019

Olha eu aqui mais uma vez para falar da mais nova versão da franquia que sou viciada mais que tudo na vida: JUST DANCE! A última vez que falei sobre ele aqui foi em 2016 e não falei mais sobre desde então, pois como eu tinha um console da 3ª geração não existiam grandes adições ao jogo eles só lançavam as músicas e pronto considere-se feliz por ainda fazermos jogos pra vc ^^. Mas atualmente com Switch pude ver o que há de novo no mundo do Just Dance.

Pra começar a Ubisoft foi bem radical na mudança do layout, esqueça as cores escuras e ícones grandes para a seleção das músicas, agora o visual é bem clean bem mais fácil de navegar. A versão de 2019 foi dividida nas seguintes abas: Home, Playlist, Músicas, Pesquisa e Perfil. Dentre essa nova divisão o que mais me chamou a atenção foi a Playlist, pois anteriormente no modo offline só existia a opção do jogador criar uma playlist e agora ele já vem com playlists criadas para jogar tanto no modo offline quanto no online.
Porém pra mim essa não foi a maior mudança do JD 2019, mas sim o fato de que 95% do jogo estava bloqueado. Eu não conseguia entrar no Dance floor, criar meu perfil ou dançar qualquer música, dessa vez pra fazer qualquer coisa eu tinha que jogar com as músicas disponíveis, ganhar pontos e ir desbloqueando as funções no melhor estilo Mario Kart de ser. Isso é legal para conhecer o jogo, mas teve um hora que eu não aguentava mais dançar só para conseguir fazer meu perfil.

Por falar em perfil essa parte também sofreu algumas modificações, já que além do avatar e do nome você pode se dar um título. Esses títulos são coisas como "O Super dançarino", "O maratonista", "O perfectionista" e cada um é desbloqueado conforme a quantidade de perfect moves, estrelas ganhas ou estilos de músicas dançados.

Sobre a playlist uma coisa que reparei é as músicas estão bem atuais, então ano temos "Havana", da Camila Cabello, "New Rules", da Dua Lipa e "No Tears Left To Cry" da Ariana Grande além de cada vez mais mais representação de Kpop que fica por conta de "DDU-DU DDU-DU", do Black Pink e "Bang Bang Bang" do BIGBANG. O Brasil foi representado por "Bum Bum Tam Tam", não a versão funk, mas sim uma versão remixada.

 

Mais uma novidade com relação a jogabilidade é justamente no desbloqueio das músicas alternativas (as antigas extreme), agora é necessário que tenha pontuação acima de 11000 na versão normal, fazendo com que você jogue aquela música até chegar no nível de ouvir ela no consultório do dentista e já começar a dançar a coreografia sem precisa do jogo HAHAHAHHA

Pra mim os pontos negativos da versão de 2019 foi a retirada da opção de jogar com os smartphones, que era bem util quando de se tem várias pessoas e apenas dois controles e o resgate de recompensas com as moedas que são ganhas com o mojo (alguém consegue me dizer uma utilidade para os artwork desbloqueados, porque eu até agora não consegui).

No geral as mudanças apresentadas foram bem executadas, com o foco em se consolidar ainda mais nessa categoria que não possui concorrência (RIP Central Dance) e em trazer novos jogadores (afinal a Just Dance World Cup vem crescendo em números de participantes a cada ano), Just Dance 2019 continua sendo um ótimo jogo de dança não importando se o seu objetivo é jogar com os amigos ou virar um mestre do fit dance.

Unboxing | Turista Literário - Junho 2018

Chegou o dia, o dia do último post sobre o Turista Literário. Eu não pretendia parar de assinar, pois não havia me decepcionado com nenhum livro que havia sido enviado, acontece que a minha pilha de próximas leituras estava aumentando muito, então decidi cancelar o serviço enquanto a situação não fosse resolvida (até porque comprar livro pra deixar na estante é jogar dinheiro fora). 

JUNHO / 2018


O inverno só está começando e nada melhor para intensificar esse clima do que um livro que se passe em um lugar que é frio o tempo todo. Esse mês vamos viajar junto de Ophélie para o Polo um lugar estranho, gélido e cheio de segredos.
Sinopse: Honesta e cabeça-dura, Ophélie não se importa com as aparências. Mas, por baixo de seus óculos de aros largos e cachecol desgastado, a garota esconde poderes únicos: ela pode ler o passado dos objetos e atravessar espelhos.
A vida tranquila que leva em Anima se transforma quando Ophélie é prometida em casamento à Thorn, herdeiro de um distante e poderoso clã. Agora, ela terá que deixar para trás tudo o que conhece e seguir seu noivo até Cidade Celeste, a capital flutuante de uma gelada arca conhecida como Polo. Ali, o perigo espreita em cada esquina, e não se pode confiar em ninguém. Sem se dar conta, Ophélie torna-se um peão em um jogo político mortal, capaz de mudar tudo para sempre.
O item de olfato é uma água de lençol com um cheiro bem gostoso (e olha que pra coisas com cheiro eu sou bem chata) e ele remete ao cheiro das rosas brancas que se encontram no jardim de Luz da Lua. O item de tocar/ver é essa máscara de dormir com uma ilustração da Ophélie e seus óculos, que são praticamente parte dela, para que nós também pudêssemos usá-los.  
As vezes parece que o povo do Turista Literário tem acesso a minha lista de coisas que eu preciso, porque o souvenir desse mês me deixou muito feliz! O dessa viagem é uma necessaire super espaçosa e com uma ilustração de tirar o folego que vai ser muito bem utilizada por minha pessoa (Sério, vocês não tem noção de quanta coisa cabe aí dentro XP).
Além de todos os itens de imersão,como estava fazendo 1 ano de Turista, veio esse porta documentos decorado com todos os carimbos de passaporte dos destinos anteriores!! Nem preciso dizer que eu adorei, por que eu colocava as todas as tag dos destinos passados em um envelope e agora todos estão nesse porta documentos lindo!!!

Bem gente espero que vocês tenham gostado de ver esse meu 1 ano de Turista Literário (mesmo sendo um pouquinho atrasado) e espero que num futuro eu possa voltar a assinar a caixa e mostrar mais dessas viagens maravilhosas para você.

Ahh e que pensa em assinar, saiba que agora alguns livros vem autografados pelo autor! 

Resenha | Mensageira da Sorte - Fernanda Nia

Ano: 2018
Páginas: 424
Editora: Plataforma 21
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Com certeza quem já viu algum trabalho da Fernanda pela internet, seja alguma ilustração ou algum quadrinho do Como eu realmente... sabe que ela tem um senso de humor maravilhoso e que sabe se conectar com os leitores como ninguém. Ano passado durante a bienal do livro ela lançou seu mais novo projeto, um romance YA onde a sorte é entregue por uma espécie de "correios" num Rio de Janeiro marcado por protestos violentos e tudo isso sem perder o humor.

O Rio de Janeiro se transformou num palco de constantes protestos desde que a AlCorp se instalou no estado e tomou conta de praticamente tudo e justamente durante um desses protestos que Sam acabou trabalhando para o destino como estagiária no Departamento de Correção de Sorte, uma organização extranatural criada para balancear o nível de azar das pessoas. 

Agora todo dia pela manhã Sam recebe um presságio de sorte e deve entregá-lo ao destinatário escolhido, que ao receber a sorte entra em transe e esquece da interação com o entregador. Um dos destinatários de Sam é Leandro seu novo vizinho, colega de classe e youtuber em acessão, que recebe um presságio sobre o tema de um vídeo, porém por algum motivo o menino não entra em trazer como os outros fazendo Sam se passar por louca.

Conforme vai tentando descobrir mais sobre ele, Sam descobre que Leandro é super engajado nos protestos contra a AlCorp, não ligando para as consequências ou riscos. Essa ligação com os protestos faz com que Sam reviva um trauma, tornando ainda mais difícil a tarefa de deixar Leandro longe do azar.

Por ser o primeiro romance que a Fernanda escreve só tenha que dizer que ela está de parabéns e que eu já tô aqui na espera dos próximos. Sério, conforme eu ia lendo minha admiração pela história só foi crescendo chegando ao ponto de eu terminar o livro em dois dias.

A escolha de fazer um livro com base em politica me surpreendeu muito, toda a história da AlCorp e sobre o evolvimento em esquemas de corrupção, os preços abusivos e a revolta da população me fez criar um paralelo com a situação atual do país e perceber  em como realmente estamos precisando de muita sorte para enfrentar cada dia.

Ler sobre o Departamento de Correção de Sorte (DCS), saber sobre as burocracias (afinal ele é um departamento público) e como a entrega das mensagens funcionam, me deixou pensando muito se isso realmente não existe e se já fui alvo de alguma mensagem, porque só isso pra explicar algumas coisas na minha vida hahhaha. Também fiquei muito curiosa sobre todas as outras repartições do destino, principalmente sobre o departamento das coincidências.

Sam como a mais nova estagiária desse lugar, sabe tanto quanto a gente sobre as regras do destino e foi maravilhoso ver ela descobrindo como tudo funcionava, pois sendo dona de um senso de humor FANTÁSTICO, ela te faz rir muito e ficar que nem o Capitão America só pegando as referências😄. Apesar das piadas Sam tem um relacionamento conturbado com sua mãe, por causa de coisas que aconteceram no passado e isso faz com que carrega uma culpa enorme dentro si.

Leandro tem um canal do youtube chamado "Garoto Sensato" e é ali que expões suas opiniões sobre o que está acontecendo no país e mesmo tendo visões diferentes de Sam sobre como levar a vida nessa época de protestos, o relacionamento dos dois fica cada vez mais próximo, fazendo com que a
chegada de Leandro na vida Sam e de seu jeito despreocupado, faça com que ela aprenda a superar a culpa e se aceitar mais, não importando seus defeitos e não existe meme melhor pra definir esse romance como o "se junta já causa, imagina juntos" XP

Por falar falar em memes tenho que falar mais uma vez do humor contido nesse livro. Sério gente, a Fernanda tem um timing pra humor que eu invejei, as piadas são perfeitas e vão desde as bobas até umas que você tem que pesquisar um pouquinho para entender, mas uma coisa é certa você vai chorar de rir nem que seja apenas uma vez durante a leitura.

Então se você está procurando um livro brasileiro que não perde em nada para os outros de fora, com uma bela critica politica, com romance, humor, fantasia e paçoca com certeza Mensageira da Sorte foi feito para você.