Resenha | Allegro em hip-hop - Babi Dewet

Ano: 2018
Páginas: 336
Editora: Gutenberg
Compre
Quando foi anunciado que o lançamento desse livro seria na Bienal de SP, automaticamente ele se tornou a prioridade nas minhas compras me fazendo sair do meu habitual roteiro de "ruas e avenidas" e indo correr diretamente para o stand da Gutemberg. Foram dois anos de espera e ansiedade, mas finalmente Allegro em Hip-Hop está entre nós e não deixou nenhum pouco a desejar.

Camila é uma bailarina descendente de japoneses que possui pais muito rigorosos com grandes planos para ela e sua carreira e com isso desde de pequena aprendeu que precisava ser a melhor, sempre se esforçar mais e sem perder seu tempo com coisas como festas, passeios pela cidade ou garotos. Camila tem orgulho da sua vida organizada e milimetricamente programada, como uma rotina de balé, pois isso era preciso para realizar seu grande sonho de ir para a The Royal Ballet em Londres. 

Vitor é um violinista que ama hip-hop, tendo como grande inspiração o cantor Drake. Pra ele todos os gêneros de música adicionam algo na carreira de um musicista e acha injusto que o conservatório ligue apenas para música clássica e ignore todos os outros. Ele tem uma  GRANDE queda por Camila, mas nunca teve coragem de falar com ela, até porque quando que a melhor bailarina do Margareth Vilela iria olhar para um garoto desengonçado e cheio de sardas?

Quando seus olhares se cruzam entre as aulas do conservatório e Camila nota Vitor pela primeira vez, a garota descobre um novo mundo, cheio de amor, espontaneidade e onde o hip-hop pode ser tão divertido e interessante quanto o balé. 

Assim como o livro anterior, Allegro em hip-hop trás muito mais do que apenas um romance de descoberta envolto em muita música, ele trata também de temas como representatividade, diversidade, racimo e saúde mental. Uma coisa que eu acho que evoluiu do Sonata pra esse livro é que o contexto dos temas se tornou muito mais amplo e relacionável, não que sororidade não fosse, mas dessa vez eu pude associar os que acontecia na história com coisas que eu já havia visto.

Os personagens são 100% apaixonantes e te garanto que é impossível você gostar de apenas um. A Mila é uma garota incrível, com uma dedicação invejável e que a cada página me deixava ainda mais encantada com o seu jeito de ser. Achei incrível em como ela evoluiu ao passar a história e mal posso esperar para ver como ela vai estar nos próximos volumes. Já a Clara, a melhor amiga de Mila, é aquele tipo de pessoa que defende os amigos com unhas e dentes e adorei o fato de que e toda segura de si, sem se importar com que os outros vão dizer dela. O Vítor é a coisa mais fofa desse mundo e  não teve como não ficar apaixonada por ele a cada vez que ele respeitava as decisões da Mila, quando a levava para conhecer mais sobre o hip-hop e quando fazia as melhores piadas.

Apesar de adorar os novos personagens confesso que dava pequenos surtos toda a vez que um personagem de sonata era mencionado ou realmente aparecia em cena (principalmente o Kim XP) e foi ótimo ver como as ações do livro anterior repercutiram em certos personagens. Aliás falando nisso, finalmente descobrimos quem é colega de quarto da Tim e essa foi a melhor surpresa que eu tive no livro e acho que vocês também vão adorar quando descobrirem.

Outra coisa que me deixou maravilhada foi a descrição das cenas. Por ter o balé como foco eu pensei que ia ficar um pouco perdida, mas era tudo tão bem descrito, com o nome dos passos que os bailarinos faziam, com a música que estavam ouvindo, que depois de uma pesquisa rápida sobre cada coisa eu conseguia visualizar tudo perfeitamente e em alguns momentos ficava até com raiva quando alguma coisa acontecia e os personagens paravam de dançar HAHAHA.

Uma coisa comum entre os livros da série são as músicas que dão nome aos capítulos, que vão dando um tom a história e formando no final uma playlist. A playlist de Allegro mistura bem os clássicos do balé e o melhor do hip-hop, incluindo até artistas nacionais como Emicida e Racionais, aliás obrigada Babi por me deixar com O Lago dos Cisnes e Drake na cabeça a semana toda.

Agora vamos falar dessa capa linda e perfeita que não sei se vocês notaram mas ela se completa com a capa do Sonata (olha o link pra ver que lindo) e todos os livros da série vão ser assim, então já estou aqui pensando na coisa linda que vai ser quando ela estiver completa. Vale ressaltar que mesmo as capas se completando, os livros são histórias fechadas e podem ser lidos em qualquer ordem.

Queria poder falar muito mais desse livro, porém iam sair vários spoiler, então vão ler logo Allegro em Hip-Hop e se deliciar com esse romance cheio de muita dança, música, personagens carismáticos e ainda de quebra morrer de rir ao ver que uma das pessoas na dedicatória do livro é o Netinho, afinal é impossível não cantarolar " Ô MIIILAAA, MIL E UMA NOITES DE AMOR COM VOCÊ" pelo menos uma vez durante a leitura XP

Unboxing | Turista Literário - Fevereiro e Março

Mais um post do Turista chegando!! Vem ver pra onde viajamos em Fevereiro e Março.

FEVEREIRO


O conteúdo da caixa desse mês foi o que com certeza mais me surpreendeu, porque eu nunca imaginaria que iam lançar esse livro por aqui. A viagem de Fevereiro é para o "Mundo Real" junto com várias crianças que voltaram se seus mundo mágicos e não conseguiram se readaptar o "mundo normal".
Sinopse: "...e a única pessoa que pode lhe dizer como sua história termina é você".
Crianças sempre desapareceram nas condições certas: escorregando pelas sombras debaixo da cama, atrás de um guarda-roupa ou caindo em buracos de coelhos e em poços velhos, para emergir em algum lugar... diferente.
Nancy viajou para um desses lugares, e agora está de volta. As coisas que ela viu... mudam uma pessoa para sempre. E as crianças sob os cuidados de Eleanor West compreendem isso muito bem: cada uma delas procura a porta de volta ao seu próprio universo fantástico, mas poucas conseguem encontrá-la. Afinal, mundos mágicos têm pouca utilidade para crianças cujos milagres já foram usados.
A chegada de Nancy marca também uma terrível mudança no internato. Há uma escuridão pairando à cada esquina, e quando a tragédia ataca, Nancy e seus colegas precisam desvendar o mistério.
Não importa o custo.

Eu amo os itens de olfato do turista, mas dessa vezes eles superaram minhas expectativas. Para representar o bosque de romã que a Nancy encontra ao atravessar a porta para seu mundo eles mandaram um esfoliante para os pés com um cheio MARAVILHOSO de romã. Sério gente o cheiro é tão bom que eu queria que esse potinho não acabasse nunca HAHHAHA.

O item de tocar/ver é essa plaquinha linda em forma de bilhete (representando uma carta que a Nancy recebe), como esse quote para nos inspirar naqueles dias difíceis.


Eu achei esse souvenir a coisa mais inteligente dessa caixa, aliás em uma história onde todos estão querendo achar suas portas para voltar para seus mundos, nada melhor do que um porta chaves não é mesmo? Eu amei ele ainda mais pelo quote escolhido. 

MARÇO


O destino do mês de Março foi para mais um livro que eu não tinha ideia de que tinha lançado aqui, mas isso foi porque além de mudarem muito o título do livro na tradução, mudaram também a capa e eu só descobri que "A caçadora de Dragões" era o "The Last Namsara" quando li a ficha catalográfica do livro ^^. Enfim esse mês fomos para Firgaard um lugar que é assolado por dragões.
Sinopse: Quando era criança, Asha, a filha do rei de Firgaard, era atormentada por sucessivos pesadelos. Para ajudá-la, a única solução que sua mãe encontrou foi lhe contar histórias antigas, que muitos temiam ser capazes de atrair dragões, os maiores inimigos do reino. Envolvida pelos contos, a pequena Asha acabou despertando Kozu, o mais feroz de todos os dragões, que queimou a cidade e matou milhares de pessoas — um peso que a garota ainda carrega nas costas.
Agora, aos dezessete anos, ela se tornou uma caçadora de dragões temida por todos. Quando recebe de seu pai a missão de matar Kozu, Asha vê uma oportunidade de se redimir frente a seu povo. Mas a garota não vai conseguir concluir a tarefa sem antes descobrir a verdade sobre si mesma — e perceber que mesmo as pessoas destinadas à maldade podem mudar o próprio destino.

Para fazer nos sentirmos no palácio de Firgaard, o item de ver/cheirar foi um sachet decorativo com o formato do azulejo que decora o local e com o aroma de flores de laranjeira tão presente nos aposentos. Já o item de tocar é um bracelete de "couro de dragão" remetente a armadura de dragão que Asha cria para não se queimar durante suas caçadas.


O souvenir foi essa bolsa carteiro com textura que imita uma escama de dragão e com essa ilustração e citações lindos. O legal é que na explicação do porque do item diz que é porque como a Asha sempre leva uma cabeça de dragão para seu pai depois de suas caçadas, essa bolsa é pra gente carregar nosso dragão por aí XP. Sério amei essa explicação ^^

Eaí qual das caixas vocês gostaram mais? Já leram algum dos dois livros?

Resenha | Mentira Perfeita - Carina Rissi


Acho que eu não canso de falar para vocês como eu gosto da Carina Rissi e seus livros. E para quem já leu Procura-se um Marido, não pode deixar de ler Mentira Perfeita, o spin-off da série. Vale lembrar que pode ocorrer alguns spoilers do outro livro? 

Mentira Perfeita
Autor: Carina Rissi
Ano:2016
Páginas: 462
Editora: Verus
 Compre
Nota:
Nessa historia vamos conhecer um pouco mais o Marcos, irmão mais novo de Max. Que após um infeliz acidente de moto o deixou paralitico, depois de enfrentar os primeiros anos dessa mudança radical em sua vida ele consegue ajuda de Max para viver com ele, assim retomando ao ritmo que tinha antes, trabalhando, estudando e saindo com os amigos, mas isso não era o suficiente ele queria mais, como a liberdade de viver sozinho. Só que os Cassani tinham uma condição: ele precisava de uma cuidadora.

É aí que entra nossa querida Júlia, abandonada desde cedo pela mãe que era uma viciada, cresceu com sua Tia Berê e só sabe viver para a Tia desde que ela recebera um diagnóstico que falava que precisava de um coração e rápido. E a coisa só piora quando Tia Berê vai parar no hospital e no meio do desespero de Julia para agrada-la inventa um namorado de mentira, eis que um milagre acontece e sua tia consegue se recuperar para sair do hospital e por mais que esteja feliz pela tia, o que iria acontecer agora? Não poderia simplesmente contar para ela que havia mentido e se piorasse?

E aonde essas historias se cruzam?

Julia trabalha na L&L e através de amigos em comum eles acabam se conhecendo, de um lado ela desesperada pensando em uma alternativa para resolver a confusão que tinha arrumado e do outro Marcos que precisava de uma cuidadora de mentirinha e é ai que ele vê uma solução para resolver o problema de ambos.

Essa foi uma leitura leve e rápida, devorei Mentira Perfeita em quatro dias e dei boas risadas não só pela premissa simples, mas pelos personagens e quem me conquistou de verdade foi Tia Berê, uma personagem cheia de força e trejeitos que eu não tinha como não me apaixonar e desejar ter uma tia avó como ela para chamar de minha.


Sendo narrado de forma intercalada entre Marcos e Julia, temos a possibilidade de ver como é o mundo de um cadeirante e como não é fácil principalmente achar uma vaga em supermercado ou também como eles podem sim ter vida sexual ativa (isso vai variar de acordo com a lesão!) ou andar de carro ou moto. Eu acredito que se a Carina queria trazer essa percepção para os leitores dela ela conseguiu, pelo menos em mim conseguiu.

É claro que eu dei uma choradinha básica durante a leitura, daquelas que você fecha o livro e fala, meu deus eu quero abraçar os dois porque é um livro muito cheio de amor e a historia é muito bonita de se ver construindo, e olha você vai sofrer um tiquinho até as últimas páginas porque a Carina é ótima em fazer isso.



Bom gente é isso, eu gostei muito da leitura de Mentira Perfeita, é muito amorzinho.

Se você já leu ou quer ler me conta aqui nos comentários!

Evento | FLIPOP 2018

Depois da maravilhosa primeira edição a Editora Seguinte ouviu nossos apelos e fez uma SEGUNDA EDIÇÃO DA FLIPOP!!! O evento aconteceu nos dias 29, 30 de Junho e 1 Julho e conseguiu superar (e muito) a edição passada do festival.

Pra começar esse ano o evento não foi realizado apenas pela Editora Seguinte, mas sim em conjunto com mais outras nove editoras, o que resultou em três dias de evento e ele ter sido transferido para o centro de convenções Frei Caneca (que além de maior e mais bem localizado que da última vez, é dentro do shopping e tinha desconto na praça de alimentação para quem estava participando da FLIPOP \o/). Porém mesmo o evento tendo crescendo, ele manteve a  proposta inicial e continuou com o clima de aproximar leitores dos escritores e de que todo mundo ali é amigo mesmo sem nunca ter se visto antes.

Com o crescimento do evento a agenda de conteúdos foi praticamente triplicada. Com duas salas e com painéis acontecendo ao mesmo tempo, acompanhar a programação virou uma questão de saber definir prioridades (mas mesmo assim graças a Deus consegui ver praticamente todas as palestras que eu queria). Os temas abordados foram incríveis e falavam sobre representatividade, dicas de escrita, como é o mercado editorial e o impacto da literatura YA.
No sábado não fiquei muito tempo e vi dois paineis. Um sobre os horizontes do YA com a Claudia Fusco, Mayra Sigwalt, Jim Anotsu e Bruna Miranda, onde foi discutido sobre como o YA é visto no mercado literário, (pois aqui no Brasil  ele visto bem mal apesar de vender bem, ao contrario dos EUA onde é visto com bons olhos e está com constante crescimento) e o que eles acham que o YA vai se tornar no futuro. 

Já o outro foi um bate papo maravilhoso com o Jeff Zentner, um dos autores internacionais que a Seguinte trouxe, e que foi muito engraçado e emocionante, pera deixa eu explicar. O Jeff é o escritor de Dias de Despedida, um livro que fala sobre o luto então muito foi discutido sobre isso: como foi escrever um livro com esse tema, como ele lhe dá com o luto e sobre a relação entre os personagens. Também foi discutido sobre a rotina de escrita dele (ele escreve os livros no celular indo pro trabalho!), livros futuros, sua relação com a música e sobre como ele estava se sentindo ao voltar para o Brasil (porque ele já morou aqui a uns vinte anos atrás e sabe falar português).
No Domingo vi os painéis "O que a fantasia diz sobre o nosso mundo" e o "Meu ship naufragou". No primeiro participaram Felipe Castilho, Eric Novello, Fernanda Nia e Lavínia Rocha e foi abordado sobre como os acontecimentos do cotidiano afetam a literatura fantástica e como os autores traduzem o que estão vivendo para o mundo que estão criando. Tudo que foi falado foi fantástico, mas uma coisa que me chamou a atenção foi a Fernanda dizendo que já temos vilões ótimos no mundo real e que não há a necessidade de criar novos e com essa frase eu já fui lembrando de como o livro do Eric o "ninguém nasce herói" onde o vilão é algo que conhecemos muito bem.

O segundo painel foi bem mais descontraído e foi sobre um tema que todos adoramos: ships. Nele participaram Bruna Fontes, Frini Georgakopoulos, Mel Geve e Iris Figueiredo e elas falaram sobre os ships que amam, os ships que não suportam, e principalmente como escrever um bom ship. E eu fiquei bem surpresa ao descobrir como era o casal do livro Proibido, pq até então eu não tinha parado pra ler a sinopse dele, mas quando falaram sobre ele na mesa eu fiquei COMO ASSIM?  
Mas nem só de painéis incríveis vive a FLIPOP. A Blocks ficou com o posto de livraria oficial do evento (mas infelizmente os preços dos livros continuaram absurdamente caro), a plataforma 21 tinha uma mesa cheia de marcadores e que durante alguns horários definidos eles tinham livros para dar (eu perguntei uns três vezes pra mulher pra confirmar que eles estavam dando os livros), a editora Hoo estava divulgando seus livros e aplicando tatuagens temporárias, a editora morro branco estava divulgando seus livros e comandando uma roleta com prêmios e é claro a tão famosa cabine fotos.

Dessa vez tivemos dois estandes sobre mystery boxes: o Turista Literário, que além da divulgação trouxeram caixas passadas para venda, e a Livros & Citações, que eu não conhecia e que me deixou bastante curiosa pois é possivel escolher a o tema da caixa e a quantidade de itens que vem nela.

E como se não bastasse tudo isso a editora Seguinte ainda estava distribuindo ARCs de "A Graça e Fúria" para as primeiros vinte e cinco pessoas. Eu fiquei mega feliz com isso (apenas de não ter pego nenhum) porque  quem sabe num futuro a FLIPOP consiga distribuir várias de várias editoras e a gente saia de lá igual nos eventos gringos, com um pilha cheia de livro gratis #Sonho. 

Depois de ter visto o bate papo com o Jeff, fiquei ainda mais apaixonada por esse ser humano e é claro que fui atrás dele para pegar um autografo. Foi engraçado conversar com ele porque meu cérebro ficava me dizendo pra falar em inglês, mas com ele respondendo em português eu ficava confusa e sai enrolando as duas línguas HAHAHHA. Ele foi a coisa mais fofa do mundo me pedindo desculpas quando eu disse que chorei horrores com o livro e ficando radiante quando eu disse que o português dele é perfeito, mesmo sem usa-lo por vinte anos ^^. 

Da Morgan eu só conhecia o título dos livros (shame on me HAHAHHA), mas após ver o bate papo dela também fiquei apaixonada, até porque quem não vai amar uma autora que diz que seu processo de escrita é 90% procrastinação e 10% escrever tudo em 3 dias antes do prazo? HAHAHHA. Como eu não tinha nenhum livro dela, pedi para autografar minha credencial e disse a ela que ia ler toda a série o mais rápido possível para reparar o meu erro.

Foram dois dias incríveis que eu espero que se repitam por vários anos, até porque já está na minha agenda de eventos anuais que eu não posso deixar de ir.

PS. Dica pra FLIPOP 2019: Se tiver balões com as letras da FLIPOP novamente por favor colem os eles na parede dos paineis! HAHAHHAHA

Bienal do Livro 2018 - Prepare-se!


 Só percebemos que o tempo está passando rápido, quando a gente vê que já é ano de Bienal Internacional do Livro de São Paulo, isso porque eu nunca tive a oportunidade de ir na do Rio de Janeiro, de qualquer forma vamos falar de coisa boa: É ano de Bienal galera!


A campanha desse ano é "Venha Fazer esse Download de Conhecimento" que tem como objetivo de trazer a discussão sobre o papel dos livros no meio de toda essa mudança do mundo digital. 

A ideia é mostrar que, apesar dessas mudanças culturais no País, o livro, em seus diversos formatos, é o agente essencial do processo de conexão entre o conhecimento e o universo digital no qual vivemos.

O evento irá ocorrer entre os dias 3 e 12 de agosto e como sempre teremos palestras, bate-papos, experiências culturais e o que mais gostamos venda de livro e possibilidade de autografar o nossos livros!

Falando em autógrafos, esse ano temos já confirmados:

  • A. J. Finn - Livro "A Mulher na Janela"
  • Charlie Donlea - Livros "A Garota do Lago" e "Deixada para trás"
  • Victoria Aveyard - Série "A Rainha Vermelha"
  • Soman Chainani - Série "A Escola do bem e do Mal"
  • Yoav Blum - Livro "Os criadores de coincidências”
  • Marissa Meyer - Série "As Crônicas Lunares" e "Sem Coração" 
  • David Levithan - Livros "Todo Dia" e "Will & Will: Um nome, um destino"
  • Tessa Dare - Séries Spindle Cove" e "Castles Ever After"


Esses são só alguns autores internacionais que já foram confirmados e claro que vamos ter vários outros autores nacionais. Como estamos na "reta" final já estão sendo liberado aos poucos a senhas para pegar os autógrafos com os autores. Confira como conseguir nesta página.

Para mais informações sobre local, ingressos e programação você pode acessar o site da Bienal do Livro.

Se tudo der certo estarei em ambos os finais de semana do evento, então se quiser conferir ou me encontrar lá só seguir o Instagram do blog




Unboxing | Turista Literário - Dezembro e Janeiro

Oi gente, sei que ainda estou atrasada com os posts de unboxing, mas pelo menos a já tem caixinha desse ano XP.
DEZEMBRO

Dessa vez eu nem precisei olhar a dica no site pra saber para onde iria nesse mês, já que esse livro estava sendo tão falado na época que quando abrir a caixa soltei um lindo "Nossa estou muito surpresa" hahhahaha. Esse mês fomos para Nashville (e como boa fã do Paramore, surtei horrores ^^) para acompanhar Carver nos dias de despedida para seus amigos.
Sinopse: "Cadê vocês? Me respondam."
Essa foi a última mensagem que Carver mandou para seus melhores amigos, Mars, Eli e Blake. Logo em seguida os três sofreram um acidente de carro fatal. Agora, o garoto não consegue parar de se culpar pelo que aconteceu e, para piorar, um juiz poderoso está empenhado em abrir uma investigação criminal contra ele.
Mas Carver tem alguns aliados: a namorada de Eli, sua única amiga na escola; o dr. Mendez, seu terapeuta; e a avó de Blake, que pede a sua ajuda para organizar um “dia de despedida” para compartilharem lembranças do neto.
Quando as outras famílias decidem que também querem um dia de despedida, Carver não tem certeza de suas intenções. Será que eles serão capazes de ficar em paz com suas perdas? Ou esses dias de despedida só vão deixar Carver mais perto de um colapso — ou, pior, da prisão?

O item de olfalto/tocar é um sabonete líquido (imitando um ketchup) com perfume de madressilva, homenageando a trupe do molho, que é como o grupo de amigos do Carver se chama. O aroma de madressilva foi escolhido porque tem um significado muito especial para o personagem principal. O outro item de tocar (e na minha opinião um dos melhores brindes que já veio na mala) é um copo da sorveteria Bobbie's Dairy Dip, que é onde o Carver e seus amigos iam sempre para tomar Milkshake e pasmem esse lugar existe na vida real!! Depois que descobri isso fiquei com vontade de ir lá com esse copo e pedir um milkshake diferentão HAHAAHHA

O souvenir desse mês é um porta livro com ilustrações e um frase bem marcante do livro. O que eu adorei sobre ele é que é bem grandinho e dá pra levar livros bem grandes (tipo 600 páginas) sem nenhum problema e ainda levar canetas e marcadores ^^

JANEIRO

Começamos o ano de 2018 viajando para a Terra dos Rios, onde em A Canção das Águas, somos guiados por Carô em uma aventura cheia de piratas, monstros e onde os deuses podem ser bem mais do que apenas lendas. Quando eu abri a caixa e vi esse livro comecei a rir, pois vir um livro com relação a água em Janeiro, que é o mais que mais chove no país, foi uma boa sacada ^^
Sinopse:Caroline Oresteia é destinada às águas. Geração após geração, sua família recebe o chamado do deus do rio, que guia a s embarcações por viagens infindáveis através das Terras dos Rios. Assim, a jovem passou a vida esperando finalmente ouvir seu chamado. Porém, passaram-se 17 anos e o deus do rio ainda não sussurrou seu nome – e se ele ainda não o fez, existe a chance de jamais fazê-lo.
Quando o pai de Carô é preso por se recusar a transportar uma carga misteriosa, ela decide então tomar o destino nas próprias mãos. Concordando em entregar tal carga em troca da libertação do pai, Carô se vê presa numa rede de intrigas políticas, piratas perigosos e… paixão. Definitivamente, a carga que está transportando está bem longe de estar segura. Como lidar com tudo isso sem a ajuda do deus do rio?
Nesta aventura, Carô precisará escolher entre a vida que sempre quis e uma outra, nova, que jamais imaginou para si.
Mergulhe n’A canção das águas, fantasia ricamente elaborada por Sarah Tolcser, e desbrave novos caminhos. Respire fundo: este é só o começo da jornada.

O item de cheirar/tocar é um aromatizante com cheiro amadeirado, para nos fazer sentir como se estivéssemos juntos de Carô e seu pai na Cormorant a balsa que além de um meio de transporte é como uma casa para eles. Além disso ele é no formato de uma garrafa até porque como contar uma história com piratas sem mencionar o Rum?
O item de comer são deliciosos suspiros de vinho (que duraram até o momento que eu tirei essa foto ^^ ), pois a familia por parte de mãe da Carô é dona de uma casa de comercialização e o brasão deles é um barril de vinho com 3 estrelas, além de que a bebida é muita citada na história.

Ecobags nunca são de mais não é mesmo?  E o Souvenir dessa viagem é essa coisa linda com o mapa da Terra dos Rios e outros elementos bem importantes pra gente não se perder durante essa viagem.


E aí gente quais das caixas vocês gostaram mais?

Evento | Flipop 2018 está chegando


Nossas orações foram ouvidas e o pessoal do Grupo Companhia das Letras trouxe mais uma vez a Flipop! Dessa vez com mais parceiros, mais autores, mais dias e mais conteúdo!

E esse será um post para convidar vocês para esse evento bacana que eu tenho super orgulho, porque a gente estava precisando de algo assim.



Para quem não conhece, Flipop é um evento de literatura pop idealizado pela Editora Seguinte desde 2017 e que ocorre em São Paulo e se você quer saber como foi essa primeira edição pode ler este post que a Thaty fez contando. 

Este ano temos 9 novas editoras participando e graças a isso será possível ter 38 convidados e 28 bate-papo e atividades, é ou não é coisa mais legal do mundo! Ah o número de dias também aumentou de dois para três dias e todo mundo paga meia-entrada, basta levar um livro em bom estado se você não for mais um jovem estudante. 

Desses 38 convidados temos 2 internacionais que é Morgan Rhodes autora da série "A Queda dos Reinos" e Jeff Zentner autor "Dias de despedida" e vários outros autores e booktubers nacionais. 

Vocês podem conferir a agenda completa nesse link aqui e abaixo mais infos de como comprar os ingressos e local. 


Informações sobre o evento:
2ª FLIPOP
Quando: 29 de junho a 1º de julho
Onde: Centro de Convenções Frei Caneca - 4º andar (R. Frei Caneca, 569 - Consolação, São Paulo - SP. Referência: 850 metros da Av. Paulista, 700 metros da Estação Higienópolis-Mackenzie do metrô.)
Site oficial: www.flipop.com.br
Evento no Facebook: link
Ingressos: R$50 por dia ou R$100 para o festival completo. O ingresso dá direito a participar de todas as palestras, atividades e sessões de autógrafos. À venda pelaPixelticket.
Patrocínio: Papel Pólen e Centro de Convenções Frei Caneca




Espero encontrar vocês lá!

Resenha | O Menino que Desenhava Monstros - Keith Donohue

Ano: 2016
Páginas: 256
Editora: DarkSide
Nesse mundo de blogs e booktubers, uma coisa que se tornou bem difícil para mim é encontrar um livro sobre o qual eu não sei nada sobre ele, geralmente sei algo sobre o escritor ou um pouco da sinopse, mas com esse livro isso aconteceu e eu realmente não sabia nada sobre ele além do obvio que o título me diz (que o menino desenha monstros). Então sem expectativa descobri um mundo onde desenhos podem mudar a vida das pessoas.

Jack Peter é um garoto de 10 anos com síndrome de Asperger e que quando mais novo quase morreu afogado junto com seu melhor amigo Nick e desde então ele tem pavor de sair de casa. Durante esse tempo de reclusão Jack adotou vários hobbies, mas esse seu último está deixando seus pais muito preocupados. Jack está obcecado em desenhar monstros, só que ultimamente parece que os monstros estão deixando o papel e estão em todo lugar só esperando para pegar o garoto.

Os pais de Jack sempre tentaram criar o filho da melhor forma, mas a cada dia as atitudes dele ficam cada vez mais estranha e quando em certo dia ele bate em sua mãe pensando ser um dos monstros de sua imaginação, Holly guiada pelo amor e pelo medo que sente do filho resolve pedir ajuda apesar de que Tim diga que isso é apenas uma fase.

Logo todos da família começam a presenciar coisas estranhas: Tim começa a ser perseguido por um monstro e Holly começa a ouvir sons do oceano e que parecem querer entrar na casa. Enquanto os adultos não sabem se o que veem é real ou não, apenas Nick parece saber o quanto o amigo está envolvido nesses acontecimentos. 

Esse é mais um livro que entra na categoria de primeiras vezes, já que é a primeira vez que eu leio algo de terror e vamos dizer que até que foi bem satisfatório. Minha leitura foi cheia de altos e baixos, pois o livro possui uma leitura bem arrastada mas sempre em que eu pensava em desistir alguma parte cheia de tensão aparecia e dava mais gás para minha leitura.

A história é contada na terceira pessoa e praticamente gira em torno da condição do Jack e como isso afeta todos aos seu redor, com isso o autor criou personagens tão bons que mesmo eles agindo no modo clichê dos filmes de Terror, não soam forçados. A construção de cada personagem é outra coisa que me chamou a atenção, ver as crenças dos pais do Jack serem desconstruídas/construídas a medida que as coisas vão acontecendo e ver como cada um vai lidando com isso tornou os personagens bem reais.

Conforme o terror ia avançando eu ia entrando cada vez mais na paranoia dos pais do Jack e várias perguntas iam brotando na minha cabeça como? Jack realmente é só uma criança com Asperger ou tem algo mais? Aquilo realmente é um monstro ou foi só o Tim imaginando coisas? O que tá acontecendo com esse quadro? O QUE TÁ ACONTECENDO NESSE LIVRO? E as perguntas não pararam até quando o livro termina.

Aliás vamos falar sobre o que foi o final desse livro. Pra mim ele foi tão inesperado que eu ainda fiquei pensando sobre ele por uns mais alguns dias, por que foi um daquele finais que nem adianta ficar tentando adivinhar como ele vai ser porque vai ser tudo o aquilo que você nem sequer cogitou e só por causa disso dei uma estrela mais na avaliação final.

Uma coisa que descobri depois da leitura é que a história vai virar filme, ainda não tem data de estreia nem elenco definido, só que eu ainda estou na dúvida se vou assistir ou não porque livros de terror eu aguento, mas pra filmes eu sou a pessoa mais medrosa da face da terra ^^

A edição do livro ficou por conta da DarkSide, então nem preciso dizer em como ela ficou linda e perfeita. A capa é toda em relevo e adorei o fato de que no final tem umas páginas em branco pra gente desenhar nossos monstros, pesadelos, sonhos e lembranças e assim ficar mais próximo do personagem principal. Eu não desenhei nada pq vai que sei lá, aquilo cria vida, mas e vocês seriam corajosos pra desenhar seus medos e enfrentá-los?

Minha Canon M5O


Se tem uma coisa que eu sou é uma pessoa indecisa, prova disso é que levei quase três anos para finalmente comprar uma câmera nova e eu queria compartilhar com vocês qual eu escolhi e claro as características técnicas.

Primeiramente, eu não sou uma super conhecedora sobre fotografia, mas faço a minha pesquisa do jeito que eu posso, então se eu falei alguma besteira aqui embaixo é só avisar nos comentários viu?


Eu comprei uma Canon EOS M50, para quem não conhece muito ela está na categoria mirrorless que serve como câmera de entrada, sendo mais compacta e as características técnicas pode chegar de uma semi profissional.

Antes de eu escolher o modelo M5O eu já estava decidida em pegar a M100 que é um modelo mais antigo da Canon que me daria o que eu estava buscando, uma câmera um pouco semi profissional, com o visor que eu poderia girar para poder ver enquanto gravava e também era cambiável, isso significa que eu poderia comprar outras lentes para ter uma maior usabilidade da câmera.


Para a minha felicidade antes de viajar eu vi algumas noticias que a Canon iria lançar uma Mirrorless nova, e que além de ser melhor que as outras da categoria EOS ela seria a primeira a filmar em 4K, e claro eu mudei de ideia facilmente. 

A M5O vem com um sensor APS-C de 24 megapixels com autofoco Dual Pixel, processador novo Digic 8 e um visor eletrônico incorporado que é touchscreen facilitando tanto na visão para quem está se filmando como ajuste da configuração direto na tela, além da já comentada filmagem em UHD 4K (24p) ela filma também em 1080-120p.



A lente que veio na minha foi a EF-M 15-45mm F3.5-6.3 IS STM, também tinha a possibilidade de comprar com o kit que vinha no modelo já comentado e a 55-200mm F4.5-6.3 IS STM, mas para isso teria que desembolsar $1,200 dólares e venhamos e convenhamos eu já estava bem feliz com a 15-45mm mesmo.


Fato legal sobre as lentes da Canon EOS dentro da categoria existem 4 modelos EF-M, mas se você quiser comprar e usar outras lentes da Canon basta comprar uma adaptador para usar na sua EOS. =)

Bom é isso pessoal, espero que tenham gostado, pois além de ter sido uma compra bem pessoal também serve como um upgrade aqui no blog para as fotos e para o canal que vai voltar!


4 Jogos para consoles que eu quero jogar esse ano


De uns tempos para cá, ando muito fissurada por jogos para consoles como PS4 e Xbox, eu tenho em casa um humilde Xbox 360 que para a minha tristeza não anda recebendo os lançamentos atuais, por conta disso me limito a jogar no PS4 na casa do boy que é melhor do que nada, só que acabamos levando um pouco mais de tempo e na minha fissura atual por novos jogos percebi que estamos com uma listinha grande e levemente atrasados.

Para manter o foco resolvi fazer essa lista que eu vou tentar priorizar e se você está querendo achar novos para jogar acredito que essa lista vai te ajudar.

  • Battlefield 1

Para quem gosta de tiro em primeira pessoa esse jogo é para você, lançado em 2016 o jogo irá se passar na Primeira Guerra Mundial inspirado em fatos históricos. Diferente das outras versões de Battlefield não tem uma única narrativa, e sim 6 enredos onde você irá conhecer história de guerra dos personagens.


O jogo está disponível para PC, PS4 e Xbox One


  • Call of Duty: WWII

Talvez vocês estejam percebendo que eu gosto muito de jogo de tiro, mas não poderia deixar fora da lista o meu hype máximo do momento que é o Call Of Duty: WWII que retorna as raízes do jogo com  a campanha para a Segunda Guerra Mundial, que para os fãs mais antigos a gente já estava meio cansado das últimas campanhas com muita tecnologia, robôs e tals. COD WWII foi lançado em novembro de 2017 e eu ainda não comprei por motivos de: está muito caro.


O jogo está disponível para PC, PS4 e Xbox One

  • Rise of the Tomb Raider

Para quem gosta de jogos de aventura em terceira pessoa esse jogo é bem fácil de jogar, Rise of the Tomb Raider é o segundo jogo que faz parte de uma trilogia que foi lançada em 2013 meio que como uma remasterização da série Tomb Raider, então para os mais velhos que jogaram no playstation 1 os jogos do TR pode ter certeza que vai gostar. Eu amei o primeiro jogo finalizei ele ano passado e estou doida para jogar o próximo, pois já saiu o trailer do último jogo que está para ser lançado esse ano também!


 O jogo está disponível para PC, PS3, PS4 e Xbox One e 360.



  • A Way Out

Vamos falar sobre A Way Out, que foi o jogo que me fez fazer esse post, pois eu estou louca para jogar, mas não dá para comprar sendo que estou com um backlog de 2 jogos para terminar e eu não quero pular nenhum da fila. Mas, porque A Way Out merece a sua atenção?
Ele é um jogo colaborativo onde você obrigatoriamente precisa jogar com mais uma pessoa, você pode jogar com a tela compartilhada ou online então a historia é contada simultaneamente, é necessário cooperar uns com os outros para você conseguir progredir e um dos exemplos dados no trailer do jogo é um tem que tem que distrair o guarda enquanto o outro vai procurar uma ferramenta para eles conseguirem sair da prisão. Eu achei isso maravilhoso e estou considerando assim que terminar Battlefield comprar esse.


O jogo está disponível para PC, PS3, PS4 e Xbox One e 360. Importante saiu uma versão onde você pode comprar um Passe amigo e chamar uma pessoa para jogar sem a necessidade da pessoa ter que comprar um jogo também!

Pensei em colocar o hype do momento God of War nessa lista, mas antes eu quero finalizar o GOW 3, não sei porque eu não consigo finalizar esse jogo acho os movimentos dele extremamente repetitivos, então por mais que todo mundo está no hype e amando o jogo vou segurar a emoção e terminar esses 4 que estão na minha lista atual.

Eaí tem algum que vocês já jogaram ou querem jogar? Me contem aí nos comentários.