Resenha | Biblioteca de Almas - Ransom Riggs

Ano: 2016
Páginas: 416
Editora: Intrínseca
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Se me perguntarem qual foi a melhor coisa da adaptação cinematográfica de "O lar das crianças peculiares" vou dizer com certeza que foi a rapidez com que os livros do restante da trilogia foram lançados aqui no Brasil. Se antes tive que esperar 3 anos para ter o segundo livro em mãos, agora tive foram apenas 6 meses para saber o desfecho dessa história fascinante.

Na Londres nos dias atuais Jacob, Emma e Addison se veem correndo contra o relógio tanto para a salvar as ymbrynes e seus amigos que foram raptados pelos acólitos quanto para não envelhecem por estarem fora de suas fendas. Com a descoberta de um novo uso de sua peculiaridade, Jacob se vê mais confiante em adentrar o Recanto do Demônio, uma fenda que abriga o pior do mundo peculiar e possível local para a fortaleza dos acólitos.

Depois da grande revelação do livro passado, finalmente sabemos mais sobre as circunstâncias que levaram a criação dos etéreos, assim como sobre sua natureza. Essa com certeza foi a parte que eu mais gostei no livro, pois se antes eu via os etéreos como grandes monstros, agora até que simpatizo um pouco com eles ^^

O novo cenário nessa história, o Recanto do Demônio, também causou um novo olhar só que dessa vez aos peculiares. Nos livros anteriores os que nos eram apresentados tinham uma extrema boa índole, já no Recanto conhecemos outra face desse mundo, onde todos tem segundas intenções e usam sua peculiaridade para fins próprios. Uma pena que tivemos essa nova visão apenas no último livro, pois considero isso uma grande adição ao mundo criado pelo autor que poderia ser mais explorado.

O desfecho da história foi cheio de reviravoltas, a cada página virada eu pensava que ela ia acabar de um jeito diferente e várias vezes fiquei com medo do destino final do Jacob. Quando por fim o livro terminou, fiquei com aquela sensação de "cadê o resto desse capítulo?" e imediatamente me deu vontade de reler a série.

Mais uma vez a Intrínseca fez um ótimo trabalho, manteve o excelente padrão do livro anterior e ainda pra me salvar do meu TOC vão relançar o primeiro livro também em capa dura. Dá pra perceber que a editora está apostando nesse estilo e eu apoio inteiramente ^^

Biblioteca de Almas foi um ótimo final para essa história, mas não é o fim do mundo peculiar. O Ransom já confirmou que pro ano que vem já está preparando mais histórias sobre Jacob e os peculiares só que dessa vez na América! Quem aí já está animado pra ver como esses personagens vão se virar nos dias atuais?

Resenha | O Crime do Vencedor #02 - Marie Rutkoski

Como prometido, olha eu aqui para falar da sequência maravilhosa do livro A Maldição do Vencedor e a pergunta que não quer calar é: como vou sobreviver até o lançamento do último livro ? Ok isso é um pouco dramático da minha parte, mas é real depois do final desse livro.

O crime do vencedor
Ano: 2016
Páginas: 360
Editora:  Plataforma21
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Nota:


Relembrando os acontecimentos do primeiro livro "A Maldição do Vencedor" vai contar a história de Kestrel uma jovem Valoriana, que em um ato de rebeldia acaba comprando um escravo. O que ela não imaginava era que Arin não era um simples escravo, ele foi escolhido para saber como funcionava a residência onde o General Trajan, pai de Kestrel morava. Infelizmente, essa tarefa acaba se tornando mais delicada porque Arin começa a ter alguns sentimentos pela Kestrel. 

No final do primeiro livro, Kestrel fez um acordo arriscado com o imperador para garantir que a população de Herran não sofresse punição maior pela revolução que foi feita. E Arin deve ser o último a saber que o noivado inesperado com o filho do imperador é relacionado a isso.

Nesse livro temos muito mais diplomacia, política e principalmente jogo de poder. Além disso a autora Marie Rutkoski nos trouxe mais histórias dos povos que foram somente citados no livro anterior.

romance nesse livro eu confesso que fiquei com muita dó deles, por conta do acordo feito com o Imperador a Kestrel não podia se aproximar de Arin, então em ambientes onde tinha outras pessoas eles tinham que se tratar como estranhos e quando estavam juntos eles sofriam porque não acreditava um no outro. E Tinha o peso do segredo e a tentativa falha de salvar um ao outro.

E por diversos momentos eu fiquei angustiada pela ousadia dos dois e em outros momentos eu só queria bater neles que não conversavam entre si. E o final me fez chorar, claro que não vou contar para vocês só lendo para saber. 

Esse livro é com toda certeza mil vezes melhor que o anterior, os personagens estão bem mais maduros e a trama te prende de um jeito que leitura flui e em poucas horas você já está na metade do livro.

Queria adicionar que essa edição está maravilhosa, a leitura foi muito mais confortável acredito que pelo tipo de folha e o tamanho das letras. Eu geralmente não comento muito sobre a edição do livro foco mais na história em si, mas dessa vez tive que comentar por senti a diferença.






Além disso essa capa é maravilhosa! Obrigada Plataforma21 por manter a capa original. ❤

Resenha | A Rainha Vermelha - Victoria Aveyard


Quem me companha aqui no blog a mais tempo já sabia do meu hype pelo livro "A Rainha Vermelha" ele estava tão grande na época que eu comprei a versão em inglês e não li. Sim, eu não consegui ler. Não por que o livro era ruim, mas porque o começo dele é realmente meio lento e não me prendeu.
Depois de ter ganhado o exemplar no Encontro de Booktubers no começo do ano, eu resolvi dar uma chance agora e não é que engatou a leitura?!.
A Rainha Vermelha
Ano: 2015
Páginas: 422
Autora: Victoria Aveyard
Nota

Como sempre em uma boa distopia, A Rainha Vermelha também tem o seu mundo.

Dividido entre os prateados e os vermelhos, nossa protagonista Mare Barrow é uma vermelha ou pelo menos é isso que ela pensava. Ela cresceu em uns dos vilarejos mais pobres do reino de Norta e para tentar ajudar a família ela fazia alguns furtos. Após uma reviravolta em uma de suas tentativas de conseguir uma grana para a família ela acaba justamente roubando o príncipe Cal, não que ela tenha reconhecido ele de primeira, mas após uma breve conversa esse cara misterioso acaba conseguindo um trabalho no palácio real.

No primeiro dia de trabalho no palácio, na Prova Real um festival para saber qual prateada represente das Grandes Casas nobres, será próxima princesa que se casará com o Príncipe herdeiro do Reino de Norta. Mare acaba se colocando em risco e em uma tentativa de salvar-se acaba descobrindo que tem poderes. Poderes como de um prateado, o que é impossível pois ela sempre teve certeza que é uma vermelha.

Ela não é uma vermelha como os outros, ela é "um novo tipo de vermelho" que vai ameaçar o mundo dos prateados.

Para desviar o foco de que ela é uma "vermelha", é decidido pela Rainha que ela será anunciada com uma filha perdida de um general prateado, e por isso foi criada por vermelhos. E até um casamento com o príncipe Maven, o príncipe mais novo é arranjado para esconder e ocultar mais detalhes sobre ela. 

Claro que no meio dessa situação toda, Marie só aceita o que estão propondo até porque ela sabe que se opor a um prateado e ainda mais a família real não seria uma boa ideia.

Antes de ler a série Rainha vermelha, eu já sabia que tinha o grupo que tinha gostado da série e aqueles que tinha odiado. Bom, eu sou o grupo que gostou e muito. Eu não achei o tema da série saturado, tipo mais do mesmo.

Achei que ficou bem centrado, os problemas sociais dos vermelhos foram explicados de cara, ainda mais pela narrativa do livro ter sido em primeira pessoa, veio com várias influencias da personagem.

Nesse primeiro livro o poder da Mare não foi muito explicado, temos um pouquinho aqui e ali de explicação graças a um dos personagens secundários e por outro lado aprendemos mais sobre os reinos que existem e sobre as casas. Todos os prateados são classificados de acordo com sua casa, poder e cor. A propósito eu achei um site bem legal em PT-BR que lista todos que aparecem no primeiro livro. (Link

E claro que teremos um pouco de romance também, um pouco contido. Mas teremos, algo engraçado do romance desse livro é que ele não é um triangulo amoroso e sim um quarteto. Bom eu considero um quarteto já que temos o Cal o príncipe mais velho e herdeiro que alguns momentos parece ter alguns sentimentos por ela. Kilorn, o melhor amigo de infância e que ela tenta salvar no inicio do livro de ir a guerra e Mavin o príncipe mais novo que de todos é o que parece ela nutre menos sentimentos de paixão, mas como eles passam muito tempo juntos acredito que se não fosse por alguns detalhes rolaria algo entre eles também. Complicado né? Ainda bem que esse nem é o foco principal do livro então não chega incomodar. 

Como comentei achei o começo do livro um pouco parado,  mas em compensação o final do livro foi ótimo. Recomendo já pegar o segundo livro pra ler, porque ele mantem o mesmo ritmo do final do livro.

O livro foi lançado pela Editora Seguinte e já temos o segundo lançado no Brasil assim como dois contos digitais e um livro físico extra que conta um pouco sobre a Rainha. 


Eu espero que tenham gostado da resenha, não esqueçam de comentar o que acharam. :)

Resenha | A Maldição do Vencedor - Marie Rutkoski


A Maldição do Vencedor vai contar a história de Kestrel, uma jovem valoriana que só quer ser dona do próprio destino. Infelizmente, as opções dadas por seu pai o poderoso General de Valória não lhe agradam, casar ou alistar-se no Exército nenhuma das opções parecem boas.

A Maldição do Vencedor
Ano: 2016
Páginas: 368
Editora: Plataforma21
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No meio dessa tentativa de conseguir ser dona do próprio nariz, ela acaba comprando um escravo em um leilão, digamos que essa não foi uma das decisões mais sabia de sua vida. Arin não é um escravo qualquer, e acaba fazendo com que ela queira descobrir o que ele esconde.

Esse ato acaba não saindo de sua cabeça, e o jeito difícil do escravo faz com que ela comece a fazer dele seu acompanhante quando tem que sair para a cidade ou para a casa de um conhecido. Uma vez que ela não é casada nem faz parte do exército deve estar acompanhada quando sair.

E assim eles vão se aproximando e uma amizade meio conturbada vai nascendo. Conturbada, pela posição que eles se encontram: Arin hoje um escravo herraniano, foi obrigado a sair de sua casa e começar a servi  valorianos como todos os outros cidadães de Herran, quando o General Trajan, pai de Kestrel conquistou sua terra.

Falando um pouco do romance do livro eu não achei tão pesado, como foi aos poucos e de forma sutil eu pude aceitar sem achar que ficou forçado a história deles.

Kestel foi uma das personagens que me surpreendeu, eu não tinha noção da capacidade dela quando comecei a ler a série. Para uma jovem de 17 anos, ela é bem decidida, ambiciosa e muito corajosa. E em alguns momentos ela é tem um pouco de sangue frio quando faz algumas propostas para o General, seu pai.

Ele tenta por diversas vezes convencer a filha a alistar-se no exército e lutar na guerra ao seu lado. Outra coisa que incomoda profundamente o pai de Kestrel é o amor dela pela música, principalmente por tocar piano como sua falecida esposa fazia. 

Arin também teve sua construção bem elaborada principalmente o lado todo misterioso, o bom é que o livro é contato pelo ponto de vista de ambos, então você tem uma boa noção do que eles estão pensando de cada um.

E para concluir esse livro me surpreendeu em diversos fatores que me fez amar essa obra de primeira, muito se deve pela narrativa do livro que foi bem escrita. O jogo de política que é tratado no livro e até as jogas bem elaboradas da Kestrel fez com que eu amasse a leitura.

Dona Pitty fazendo participação especial na foto. ^^^

Eu já li o segundo livro da trilogia e em breve sai a resenha também!
E já adianto que o final desse livro vai te fazer querer ler o próximo sem pensar duas vezes. Aproveita e compre o segundo livro para não ter que ficar morrendo de ansiedade. E essa edição está maravilhosa né, ótimo trabalho da Editora Plataforma 21.

Evento | Comic Con Experience 2016 : Eu vou!

Avisa a Ludmila que é hoje! 

Hoje começa os quatro dias mais legais do ano ( 1/12 á 4/12) para o mundo geek aqui no Brasil! 
Sim, estou falando da Comic Con Experience o maior evento de cultura pop da América latina. Esse ano está recheado de convidados especiais e promete ser ainda maior. 


Infelizmente esse ano só poderei acompanhar um dia do evento, comprado bem de última hora. Porque será eu sempre deixo pra última hora?

Esse ano o evento continua no São Paulo Expo e está ainda maior e com muito mais conteúdo. Além dos stands das maiores empresas e studios também terá 3 maravilhosos auditórios o Cinemark, Ultra e o Prime. Vale lembrar que o auditório Cinemark é enormeeeeeeeeeeeeeeeeee tem capacidade de 3.500 pessoas.

Claro que além do conteúdo dos auditórios, os stands terá bastante diversão para quem não quiser enfrentar a fila. 

Agora vem a parte mais interessante atores e atrizes confirmados! Gostaria de um vira-tempo para poder aproveitar tudo! 



Mark Pellegrino que fez a série Supernatural. 
Milla Jovovich de Resident Evil. 
Vin Diesel preciso comentar? 
Nina Dobrev de The Vampire Diaries
Neil Patrick Harris nosso eterno Barney
Evanna Lynch querida Luna de Harry Potter
Vem toda a trupe da série Shadownhunters < 3 
Natalie Dormer de Game Of Thrones
E muito mais!!!!! 

A programação completa você pode conferir no site da CCXP

Oh! Queria dizer que a CCXP não é só atores famosos e tals. Tem uma área super bacana chamado Artists Alley onde tem vários quadrinistas e ilustradores. Super recomendo uma passada lá para conferir o trabalho deles! 

Eaí quem vai também? 
Estarei no domingo se você quiser dá um alô no Twitter! @Rayray_oliveira


Resenha | Lembrança - Meg Cabot


 Após 10 anos do lançamento do até então último livro da série "A Mediadora" nossa querida Meg Cabot nos presenteou com mais um livro da série, para nos mostrar como estava os personagens icônicos e ter mais uma aventura.
Lembrança
Autora: Meg Cabot
Ano:2016
Páginas: 422
Nota:

  Nesse sétimo livro como devem imaginar, vamos ver como está a vida dos personagens depois de alguns anos. Jesse está terminando sua faculdade de medicina, Cece virou uma repórter, David/Mestre foi para Harvard, Padre Dominic continua o mesmo e Brad/Dunga casou com a Debbie

Agora o destino da Suze depois desses anos me decepcionou um pouco, ela está fazendo estágio no antigo colégio que estudava e eu sinceramente achava que ela estaria fazendo outra coisa, não enfurnada no antigo colégio que ela nem gostava tanto assim.

 Tudo bem que o fato dela ainda estar no colégio meio que ajudou na trama desse livro, o misterioso caso da Becca e a carinha de anjinho Lucia. Becca é uma adolescente que sofre de traumas do passado e possui uma amiguinha fantasma (Lucia) que a protege de qualquer pessoa que tente fazer mal mesmo quando não é necessário.

Além dessa trama, também temos o drama da Suze em tentar salvar o Jesse das garras do nosso querido e irritante Paul. Sim, claro que o cara que fez parte de 70% da série ia voltar para fazer o que mais tenta fazer. Separar o casal e mostrar o quanto ele é chato. 

Desculpa gente sou #teamJesse apesar que nesse livro ele tá meio chatinho, mas mesmo assim prefiro o Jesse ao Paul. 

Outra coisa que meio que me incomodou também foi o fato da Suze continuar meio com aquele jeito dela de desbocado e com o mesmo temperamento/comportamento de adolescente. Vou me explicar, Suze já tem pelo menos uns 24 anos (acho) e continua com aquele excesso de palavrão e tem velhas atitudes de adolescente que é desnecessário. Eu espera uma evolução um comportamento melhor.

Eu sei que parece que eu só estou só reclamando do livro e que até aparece estranho que eu tenha dado 4 estrelas pra ele ao invés de 3, mas eu gostei sim do livro... eu amei ter voltado para o mundo de "A Mediadora", mas quando se passa 6 anos no meu caso que eu li o último livro e você fica sabendo que vai ganhar um novo que vai contar como estão os personagens agora dá uma expectativa maior te deixa ansiosa demais, o que talvez tenha prejudicado o que eu achei do livro como um todo.

Eu esperava muito, porque finalmente teríamos um final de verdade, o final do 6º livro foi daquele jeito...e agora como vai ser? Agora esse final me deixou satisfeita...mesmo com todos os esses pontos que falei acima. 





Ps: que capa maravilhosa! 

Bom é isso pessoal eu espero tenham gostado e me deixem comentários contando o que achou, e também se já leram a série ou o último livro!

Video | Leituras de Outubro + TBR de Novembro

Olha quem deu as caras no youtube senhores, após 5 meses só ensaiando eu voltei a postar vídeo no canal.
Dessa vez falei das leituras de Outubro e também o que eu pretendo ler (TBR) para novembro.

Dá o play:



Não esquece de curtir e compartilhar! 
Se ainda não é inscrito, tá esperando o que? :)

Resenhas comentadas no vídeo: 

Não esquece de deixar o que achou e quais foram as suas leituras! 

Viagem | Warner Bros. Studio Tour London - The Making of Harry Potter

Se você perguntar para qualquer fã de Harry Potter, quais os lugares que deseja conhecer, te garanto que esse lugar estará na lista, afinal aqui foi filmado todos os filmes, além de ter sido praticamente a casa de todo o elenco por cerca de 10 anos. Então depois de ir para Oxford e conhecer as locações de Hogwarts chegou a vez de surtar pra valer e conhecer os estúdios de Leavesden, mais conhecido como "Warner Bros. Studio Tour London - The Making of Harry Potter".
As visitas ao estúdio são divididas por horários e o ingresso padrão custa £39 que pode ser adquirido tanto pela internet quanto na porta. Eu particularmente sugiro a compra pela internet, já que existe uma lotação máxima por horário e pode ser que quando você for comprar na porta tenha que esperar muito até poder entrar.

Existem várias formas de chegar até lá como é explicado nesse link no site do estúdio, eu escolhi ir de transporte público saindo da estação de Euston, descendo na Watford Junction e lá pegando um ônibus próprio da atração por £2.50 que me deixou em frente ao local. Falando assim pode parecer um pouco complicado, mas é a coisa mais fácil do mundo já que os funcionários das estações já estão acostumados com gente indo para lá direto e ao descer na Watford Junction há várias placas informando onde pegar o ônibus.

A magia do passeio já começa no ônibus, pois ele é decorado por fora e dentro há TVs passando clipes dos filmes, sem contar que no lado de fora de fora do estúdio você já é recebido com algumas estátuas das peças de xadrez de A Pedra Filosofal,
Cada parte do local é feito para te fazer imergir nos filmes, como por exemplo no hall de entrada (com fotos dos atores e um Ford Anglia azul bem familiar no teto), na fila de espera (ao lado de um certo quarto embaixo da escada) e na lanchonete (que fica casualmente na mesma vizinhança que a casa dos Potter e dos Durleys)

A cada passo que eu dava eu me sentia uma criança num parque de diversões com tantos detalhes e tanta coisa pra ver, porém o que me fez ficar mais maravilhada com os estúdios foi o fato de ver pessoas de várias idades e de vários locais do mundo conversando sobre Harry Potter, sobre como a série impactou na vida delas e como algumas delas estavam apresentando aquele mundo para seus filhos, sobrinhos e até netos.
Se durante todo o tour você não tiver se emocionado, garanto que ao sair dele você estará desidratando ao ver o ambiente criado para a exposição da maquete de Hogwarts. As luzes, a trilha sonora, a magnitude e os detalhes da maquete formam uma combinação que é quase impossível não se emocionar.
Fiquei 5 horas dentro do estúdio (apenas os horários para entrada são controlados, para sair pode ser a hora que você quiser) que pareceram meros minutos, mas com certeza foram os melhores "minutos" da minha vida, estar ali causa uma sensação incrível de que aquele mundo mágico é realmente real. Então se você é fã de Harry Potter com toda a certeza vale aquela forcinha pra economizar até o último centavo para conhecer esse lugar maravilhoso.

Resenha | Sou fã! E agora? - Frini Georgakopoulos

Ano: 2016
Páginas: 160
Editora: Seguinte
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Eu sou fã, tu és fã, ele é fã, todos somos fãs. Pode ser uma banda, um livro ou uma pessoa, sempre vai haver algo que vai nos deixar naquela “sofrência” de querer saber mais, ter mais e nunca ser o suficiente. Comecei minha vida de fã aos 12 anos quando assisti o VHS de Harry Potter e a pedra filosofal, e desde então a lista de “coisas que sou fã” só cresceu. Aliás um dos itens dessa lista é a autora desse livro, Frini Georgakopoulos ^^.

Em meados de 2005/2006, procurando coisas sobre Harry Potter me deparei com um podcast que falava sobre Harry Potter, a Rádio Patrono (a rádio que salva o seu dia XP) que era apresentado por várias pessoas, entre elas a Frini. Depois que a Rádio acabou (ou não, ainda tenho esperanças de um revival, afinal Gilmore Girls e Full House voltaram) não queria me desapegar das pessoas que salvaram meus dias por vários anos e comecei a acompanhar o trabalho da Frini em outras mídias, então é claro que eu iria adquirir Sou fã! E agora? quando soube do lançamento. (pronto, acabou o momento fangirl ^^)

Sou fã! E agora? é um guia de sobrevivência feito especialmente para nós fãs, que sabemos o quão é difícil gostar de algo e nem sempre ter alguém para compartilhar, afinal quem vai surtar com a gente quando o personagem preferido morrer ou quando a banda favorita anunciar um show na cidade? O livro é dividido em quarto partes e em cada uma a Frini fala um pouco sobre o mundo da literatura jovem adulta, por que amamos tanto as histórias, além da relação entre fã e ídolo e como extravasar todo esse amor.

A escrita é uma das coisas que mais me cativou nesse livro, parece que você está conversando com o seu melhor amigo e várias vez me via respondendo em voz alta a algo que eu lia. Outra coisa é que o conteúdo mistura a experiencia da autora com vários artigos e dicas para quem quiser se aprofundar mais sobre o assunto e o que leva a ver que ser fã é uma coisa a ser levada a sério e não apenas uma fases como somos tratados a acreditar pela sociedade. Uma das partes que eu mais gostei foi o "Confissões de um livro" onde o livro escreve uma carta para nós leitores e foi engraçado o modo como tudo aquilo se encaixa perfeitamente XP.

Além disso, sou fã e agora? é interativo, cheio de atividades criativas que se entrelaçam muito bem com a parte escrita. Confesso que não sou muito fã desse tipo de livro, mas quem curte eu tenho certeza que vai achar que tem poucas páginas para escrever tudo o que gostaria ^^

Com uma capa linda (e que na minha opinião é um termômetro para saber de quantas coisas você é fã, afinal quero ver quem é capaz de nomear todas as referências) e um jeito de melhor amigo, Sou fã! e agora? é um livro para mostrar que não estamos sozinho e que ser fã é a coisa mais normal do mundo.
Vai faltar lápide ^^
Pude dar um abraço e matar a saudade da Frini na Bienal do Livro

Resenha | Sonata em punk rock - Babi Dewet

Ano: 2016
Páginas: 384
Editora: Gutenberg
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Já faz muito tempo que conheço a Babi Dewet (sigo ela nas redes sociais e assisto os vídeos do seu canal no youtube), porém por mais que já tenha ouvido falar, e muito bem, da trilogia "sábado a noite" nunca tinha lido nada escrito por ela. Durante a bienal passei no estande da editora Gutemberg e vi uma mesa cheia com o novo lançamento dela, resolvi dar uma chance e posso dizer que não me arrependi.

Valentina (ou Tim, como prefere ser chamada) é apaixonada pelo punk rock e tem o sonho de viver de música, porém em meio ao trabalho, problemas financeiros e tarefas de casa, esse sonho está indo para o último lugar na lista de prioridades. Até que um dia ela é aceita na Academia Margareth Vilela, o mais prestigiado conservatório de música de país e com a ajuda de seu pai, um famoso violinista, que foi ausente durante toda a sua vida, vê que seu sonho pode se tornar realidade.

No conservatório Tim, descobre um mundo novo, onde faz novos amigos, supera preconceitos e troca a conhecida e reconfortante guitarra, pelo difícil e assustador piano, fazendo com que descubra um novo lado de si, um lado que ama música clássica e reconhece que ela é muito mais do que apenas "música chata de elevador".

Quando Kim, o filho da diretora e melhor pianista do conservatório, cruza seu caminho de um jeito bem inusitado, Tim percebe que irá aprender muito mais do que técnicas para se tornar uma ótima musicista, mas também sobre o amor.

Sonata em punk rock é o primeiro livro da série "Cidade da Música", série que tem um diferencial que eu curti baste: Os próximos livros não serão continuação desse, serão histórias únicas que se passarão dentro da cidade da música, então além de conhecer mais sobre esse lugar e conhecer mais histórias, já quero vários cameos de personagens de livros passados por que ainda não superei não saber mais sobre a Tim e o Kim ^^

Aliás o que falar desses dois personagens que me deixaram completamente apaixonada em poucas páginas? A Valentina é uma garota que a cada página virada eu me identificava cada mais vez mais, ela é engraçada, é um poço de cultura nerd e por ter sido criada apenas por sua mãe adquiriu a ideologia feminista e uma postura independente que todas as garotas deviam copiar. Quanto ao Kim, eu estava igual as garotas da história e suspirava a cada vez que ele aparecia em cena, já que por mais arrogante e indiferente ele pareça ser, ir descobrindo o que acarretava esse comportamento foi uma das coisas mais interessante da leitura.

Uma coisa para se ter em mente durante a leitura é que esse livro se trata muito mais de seguir seus sonhos do que o romance entre os protagonistas. Eu demorei um pouco para entender isso, mas assim que entendi amei ainda mais essa história, já que sai um pouco do padrão de YA de ter o romance como trama central. Mas não se engane, por mais que o romance não seja o foco ele ainda existe e quando acontece ele é OMG e te deixa com uma vontade de quero mais por favor!

Outra coisa legal é que cada capítulo tem como título o nome de uma música, o que faz com que você sinta a ambientação do capitulo e entenda melhor o que está se passando na cabeça da Tim naquele momento. E pra não ficar que nem um louco procurando por cada música na internet existe uma playlist no Spotify prontinha para ser executada enquanto você faz a leitura.

Esse livro quase entrou para o hall de favoritos, mas infelizmente algumas coisas me incomodaram durante a leitura. A primeira delas foi que em algumas partes ele me pareceu didático demais, principalmente quando se fala de sororidade, e não pareceu encaixar na voz do personagem. Outra coisa que eu não gostei (mas que eu entendi porque se fomos parar para pensar muitas pessoas com seus 20 e tantos anos agem assim), foi que para a idade deles os personagens me pareceram um tanto infantis. Como por exemplo tudo o que a Tim faz tem que estar de acordo com o punk rock e se não está, ela fala que o punk rock ficaria decepcionado com ela ou ao fato de que o conservatório tem uma hierarquia de populares (com o Kim mandando em tudo) no melhor estilo high school americano.

Com uma capa linda, uma história apaixonante, referências a cultura pop, nerd, coreana e muita música, esse livro me prendeu do começo ao fim e me fez querer ler mais histórias da Babi. Então está mais que recomendado a todos que gostam de uma boa história e é claro muita música ^^