Resenha | Golem e o Gênio - Helene Wecker

Ano: 2015
Páginas: 512
Editora: DarkSide
Sabe quando você termina um livro e fica se perguntando o porque de ter demorado tanto para lê-lo? Bem, é assim que eu me senti ao terminar Golem e o Gênio. Desde o seu lançamento a única coisa que lia era sobre como ele era incrível e que todos deveriam ler, só que mais de um ano se passou e o livro continuava na minha estante ou porque algo mais chamativo aparecia ou por simples preguiça já que ele possui mais de 500 páginas! Mas então o grande dia chegou e finalmente o peguei para ler e agora me junto ao coro ao dizer: que história maravilhosa!

A Nova York do inicío do século XX é o cenário para essa maravilhosa fábula e é onde somos apresentados não somente a um lado da cidade do qual raramente é mostrado, como também somos apresentados a novas culturas.

Chava é uma golem, uma criatura feita de barro e com propósito de proteger o seu mestre, porém sua criação teve como principal fator ser a esposa perfeita e como isso ela possui um grande conflito com sua verdadeira natureza. Já Ahmad é um Djin, criatura feita de fogo, extremante egoísta que durante sua vida no deserto da Síria acabou de algum modo preso em uma garrafa de cobre.

Ambos são trazidos a Nova York por imigrantes, conhecendo assim a parte mais pobre e dura da cidade, onde as prioridades são ter um lugar para dormir e sobreviver ao inverno. Chava passa a viver na parte Judaica enquanto Ahmad na parte árabe da cidade e apesar das personalidades diferentes formam uma amizade cheia de altos e baixos, compartilhando e ajudando um ao outro nas dificuldades de viver entre os humanos.

Quando a amizade de Chava e Ahmad parece ter se acertado, um grande incidente acontece para separá-los e dessa vez parece que em definitivo, porém a chegada de um inimigo capaz de ameaçar a existência das duas criaturas os leva a se reunir novante e dessa vez para fazer uma escolha que irá impactar ambos.

Essa foi a primeira vez que li um livro de fantasia que se trata de mitologia judaica e árabe, pois quando peguei esse livro eu não sabia nada sobre ele (é o famoso tenho pelo hype e pela capa ^^) então quando descobri que se passava em uma época diferente e que falava de outras culturas, fiquei extremamente curiosa. Conforme eu lia prestei atenção em como as coisas era bem detalhadas, tanto os lugares quanto os costumes das pessoas e de repente ler sobre o Lower East Side e a pequena Síria era como andar e viver nesses lugares de tão rico de detalhes que é a narrativa.

Por ser um livro único fiquei maravilhada com a complexidade de cada personagem que a autora nos apresenta, pois durante a leitura vamos descobrimos a história de cada um, acompanhamos suas evoluções e chegando a conclusão de que nenhum deles está ali por acaso e de todos dois chamaram muito minha atenção. Eu adorei como a evolução e os questionamentos da Chava foram tratados ao decorrer do livro, como ter que se controlar a todo o momento, o sentimento de enclausuramento e de não poder ser ela mesma, foi explicado tão bem que dava pra sentir exatamente o a personagem estava passando. Também achei muito interessante descobrir como Saleh Sorvete, se tornou o homem idoso que vive da venda de sorvetes na pequena Síria e que ignora a tudo e a todos.

Quando terminei o livro além daquela tristeza básica em se despedir dos personagens, percebi também tinha aprendido muito com ele por ser uma história baseada em um cultura diferente e com isso deu aquela vontade de sair lendo vários livros de outras culturas, então sugestões são bem vindas, já que não tenho ideia de onde começar ^^

Golem e o Gênio é um livro diferente de tudo o que já li, narrado em uma época não muito explorada nos livros do gênero, com lugares e culturas diferentes e com personagens tão bem construídos que todo mundo deveria superar o medo por causa das mais de 500 páginas e lê-lo agora mesmo.

Unboxing | Turista Literário

Se preparem que o post de hoje vai ser um bombardeio de fotos ^^

Como eu disse no post da FLIPOP, graças aos meios persuasivos da Ray acabei assinando o Turista Literário. O engraçado é que fazia tanto tempo (na minha cabeça) que eu tinha assinado que já havia esquecido dela e só lembrei quando as fotos oficiais do evento forma divulgadas HAHAHAHA. Depois desse pequeno lapso de memória e da demora básica dos correios, minha mala finalmente chegou com um conteúdo que me reforçou a ideia de continuar com a assinatura.


Quando eu abri a caixa fiquei abismada com o tanto de coisa veio e em como tudo veio bem embalado. Deu pra perceber que a equipe do Turista se preocupa muito com a primeira apresentação dos itens, aliás é tudo tão bem embrulhado que dá até dó de rasgar o papel para ver o que tem dentro.

Por ser minha primeira mala, nessa caixa vieram o passaporte para colocar os carimbos (que por ser o segundo ano da caixa está com uma cor nova) e um cartão postal de boas vindas, além disso veio o guia de viagem, explicando sobre o livro do mês e para qual lugar será a "viagem", e a tag de viagem, explicando os itens que se encontram na caixa.


O primeiro item da caixa foi o item de tato/olfato. Ele veio nessa caixinha que contem um cordão em formato de gaita com uma frase gravada que tem a ver com a história do livro e cascas de uma árvore que tem um cheiro tão bom, mas tão bom que dá vontade de espalhar pela casa toda *--*


Segundo a tag de viagem no livro o pai do protagonista diz que temos que nos presentear até quando tentamos fazer algo, mesmo que aquilo não dê certo, então o item de comer é um bolinho recheado, chamado de bolo de tentativa.


Vamos falar do souvenir maravilhoso dessa viagem. Já fazia um tempo que o meu fone de ouvido está nas últimas, mas eu estava adiando ao máximo ter que comprar um outro porque demoro anos para escolher um algo que tenho um bom custo/benefício, então imagina a minha alegria quando vi esse fone lindo dentro da caixa, aliás como o tema principal desse livro é a música eu achei que não existiria um souvenir melhor do que esse. Eu ainda não sei o que eu mais gostei nele, se foi a cor, a arte do quote ou o fato de eles ser super confortável.


Agora o que dizer desse livro que eu mal conheço e já considero pacas? Quando eu li as dicas sobre o que viria esse mês (sim, sou curiosa) já sabia que seria um livro da Darkside e só por isso eu já sabia que ia amar qualquer coisa que viesse, então imagina a minha cara quando vi essa coisa linda na caixa? Eu já havia visto esse livro nas livrarias mas não sabia da história, agora que eu sei, vamos ver se vou gostar dele tanto quando eu gostei da capa.
Sinopse: Três irmãs chamadas Eins, Zwei e Drei. Um, Dois e Três. Três princesas que escaparam das garras da morte para se tornar prisioneiras de uma bruxa. A única maneira que elas têm para quebrar o feitiço e escapar da floresta onde vivem é através da música. Uma harmonia em três vozes capaz de viajar pelo tempo e espaço, e tocar profundamente a vida das pessoas que a escutam.
A aventura começa cinquenta anos antes da Primeira Guerra Mundial — “a guerra para acabar com todas as guerras” —, quando o pequeno Otto se perde na Floresta Negra e encontra as três irmãs encantadas, prisioneiras de uma velha bruxa, que conhecia apenas das páginas de um livro, e acreditava ser apenas uma lenda.
Como em um passe de mágica, as irmãs ajudam o garoto a encontrar o caminho de casa. E Otto promete libertá-las, levando o espírito das três dentro de uma inusitada gaita de boca.

De um modo geral valeu muito a pena assinar o Turista Literário porque a caixa é composta de itens tão bem pensados para transpor a história de um jeito tão real pro nosso mundo que pra mim o custo benefício está mais que ok.

Agora eu não vejo a hora da mala da próximo mês chegar já que percebi que ver as pessoas fazendo unboxing do Turista e fazer o seu próprio são experiencias muito diferentes, pois quando eu via os unboxings na internet eu não fazia muita questão de tê-los, mas depois de ver ao vivo na FLIPOP e depois de receber o meu em casa sinto que me apaixonei por essa experiencia.