6 meses com o Nintendo Switch. Vale a pena comprar?



3 de marco de 2017 foi a fatídica data quando foi lançado o Nintendo Switch. Sendo esta data o dia seguinte ao meu aniversario, achei que seria uma boa decisão me presentear com um, já que havia embarcado no trem do hype desde o ano anterior quando houveram os primeiros anúncios a respeito.

Foi então que, em 4/abril, recebi meu console (Sim, a luta para conseguir um logo na estreia foi grande devido ao baixo estoque, problema muito comum ate o momento que escrevo este artigo), e desde então venho desfrutado deste videogame.

Estou 6 meses com esta maravilha da tecnologia em minhas mãos, e, achei que seria uma boa desculpa para escrever meu primeiro artigo para A Universitária, discutindo o assunto cujo spoiler você já levou no titulo do artigo: Qual a minha impressão sobre o console depois de meio ano em posse?



Primeiramente eu gostaria de destacar a portabilidade e a versatilidade do console. Trata-se de um tablet com, quase a mesma grossura que um Kobo Glo. Mais fino que muitos livros. Mais espesso que um iPad. Possui 6 polegadas e 1 controle embutido que pode se transformar em 2 controles sem fio, dependendo do jogo, portanto, se trata de um console verdadeiramente portátil e que pode ser jogado com outras pessoas sem problemas.

As propagandas fazem questão de mostrar 4 pessoas jogando ao mesmo tempo na tela do próprio console mas, pessoalmente acho demais. Sim, jogar com outra pessoa é legal e ocorre com naturalidade mas, 4 jogadores na pequena tela de 6 polegadas é no mínimo, incomodo. Não me entenda mal, a tela do aparelho é incrível, tem um ótimo angulo de visão, qualidade de imagem , contraste e o tamanho ideal para jogar sozinho ou com outra pessoa, mas não com outras três. É portanto que a versatilidade de conectar no dock em uma TV, que o console brilha.




A base que já vem na caixa, permite conectar o console a uma TV e jogar com resolução de até 1080p 60fps (cada jogo possui sua especificação própria, variando entre 720p 30fps e 1080p 30fps). O problema aqui é a fragilidade do dock (que também é grande em tamanho, se comparado com o console), mas existe no mercado versões alternativas e muito menores, que resolvem este problema. 

A biblioteca de jogos do Switch, na minha opinião, ainda é bastante modesta. Ok, o console tem 7 meses de vida e uma cartela de mais de 200 jogos, mas assim como no nintendo 3DS, a maior parte dos jogos são indies e muitos são duvidosos, entretanto, já existem muitos títulos incríveis como, Zelda Breath of the Wild, Mario + Rabbids Kingdom Battle, Arms, Splatoon 2, Steam World Dig 2, Stardew Valley, Puyo Puyo Tetris, Minecraft, Mario Kart 8, Super Bomberman R e, o mais recente, Mario Odyssey.




O Switch tem recebido várias atualizações com o tempo. Muitas são para resolver supostos problemas de instabilidade (nunca tive!) mas alguns são resolvendo problemas já conhecidos e resolvendo algumas necessidades da base de usuários, como por exemplo, a possibilidade de fazer backup dos progressos nos jogos em cartão SD e gravar curtos videos dos jogos. O problema? As atualizações mais esperadas, como novos temas e customizações para o sistema, aplicativos (olá Netflix, Youtube, Crunchyroll, Spotify e navegador de internet), Virtual Console (emulador de jogos de consoles antigos da Nintendo) e a Nintendo Network paga (com 2 jogos gratuitos da Virtual Console por mês) são promessas ainda não cumpridas e muito esperadas.

O Switch tem também alguns defeitos de design, que nos leva aos próximos problemas. Primeiramente, apesar do console ter Bluetooth (afinal é a tecnologia utilizada nos controles), não é possível utilizar fones de ouvido Bluetooth. Pode parecer mais um item da série problemas de primeiro mundo, mas jogar no console com fone de ouvido com fio é um tanto incomodo, pois o conector fica na parte de cima do aparelho, o que na realidade é uma boa decisão de design pois caso fosse embaixo, atrapalharia ao utilizar o console no chamado modo 'tabletop' (utilizando o apoio traseiro do próprio console). Pena que a Nintendo não foi tão cuidadosa neste sentido, ao colocar a porta USB C na parte de baixo do console, impedindo que ele seja carregado ao ser utilizado neste  mesmo modo.

Claro, podemos resolver o problema anterior comprando um acessório para o Switch, uma espécie de cartão dobrável que se torna um dock suspenso e permite acessar a porta USB enquanto mantem o console apoiado em uma posição confortável para jogar em uma mesa. A Nintendo fez decisões ruins de design, que levam os compradores a comprar vários acessórios, como este apoio para mesa, o citado dock portátil, bateria portatil (para recarregar o console em jogatinas maiores que a bateria media de 2h30m, case protetor, etc.



Por fim, o console é um pouco sensível. Eu por exemplo, já quebrei a ponta da trava de um dos joycon, o que causa que ele seja facilmente removido do console. Não me pergunte como quebrei pois nem eu sei como consegui esta proeza. Pelo que já li, se eu entrar em contato com a Nintendo eles trocam e me dão um novo, mas este é um luxo que os Brasileiros não tem (ou precisam desembolsar a grana de um frete bem caro para ter).


Sim, quase imperceptível mas o dano da trava faz diferenca


O console é construído quase que inteiramente em plástico. As únicas peças de metal no exterior do console são os trilhos onde são encaixados os joycons e, ainda assim, estes são parafusados em estruturas de plastico da carcaça, uma decisão que não me parece muito inteligente. Não tive problemas com essa questão do material de construção, depois deste tempo de uso o console ainda parece OK, mas me questiono quão grande é a durabilidade. Para você que gosta de colocar skins em aparelhos, saiba que muitas pessoas ja testaram e descobriram que a cola danifica o plastico do corpo do aparelho. 

Pontos positivos:
  • Portátil
  • Versátil
  • Razoavelmente poderoso
  • Biblioteca tímida mas interessante

Pontos negativos:

  • Relativamente frágil
  • Necessita acessórios para uma melhorar experiencia de uso

Vale a pena para você? Como tudo nesta vida, depende. Eu particularmente não recomendo para ti se você não gosta de jogos da Nintendo. Espere o console ter ao menos 2 anos de vida, simples assim. Com este tempo o console provavelmente já estará em ofertas assim como seus concorrentes, Xbox e Playstation. Não bastasse o preço menor, se você não gosta de jogos da Nintendo, ao comprar um Switch você dependerá de jogos de outras desenvolvedoras (third parties) e, no momento, estará restrito a indies. 

Teremos no futuro jogos AAA de third parties? Ninguem sabe. O Wii U supostamente teve apoio de quase tantas desenvolvedoras quanto a Nintendo alega ter o Switch e não teve um bom futuro. O fiasco do Wii U não deve se repetir no Switch na minha opinião (considere que foi anunciado recentemente que o Switch esta próximo do numero de vendas que teve o Wii U em toda sua vida), mas, se tratando de promessas da Nintendo, eu prefiro não fazer apostas, agora, se você viu o catalogo atual e gostou, vai fundo!

3 comentários:

  1. Oi Alexandre!! Nao sei se compraria, mesmo porque faz tempo que eu não jogo video-game, mas gosto bastante dos jogos da Nintendo, spre foram meus preferidos <3 Gostei bastante de seu post, bastante informativo!

    BJs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  2. Adorei a review, você explicou muito bem todos os pontos positivos e negativos do aparelho! Meu irmão comprou o Switch e tô esperando ansiosamente ele vir me visitar pra gente jogar hahaha acho muito legal que dê pra mais de uma pessoa jogar, ainda mais os jogos sendo da Nintendo, empolga mais ainda. Depois que jogar, venho aqui te contar o que achei!

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com.br

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  3. Oi Alexandre,
    Curti bastante os pontos que você levantou, com certeza fazem a gente ter uma ideia de uma compra consciente. De saber exatamente o que está levando. Pretendo adquirir o meu no máximo em dois anos, então espero que até lá sejam feitas melhorias.
    Abraço,
    http://www.kelenvasconcelos.com.br/

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