Resenha | Allegro em hip-hop - Babi Dewet

Ano: 2018
Páginas: 336
Editora: Gutenberg
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Quando foi anunciado que o lançamento desse livro seria na Bienal de SP, automaticamente ele se tornou a prioridade nas minhas compras me fazendo sair do meu habitual roteiro de "ruas e avenidas" e indo correr diretamente para o stand da Gutemberg. Foram dois anos de espera e ansiedade, mas finalmente Allegro em Hip-Hop está entre nós e não deixou nenhum pouco a desejar.

Camila é uma bailarina descendente de japoneses que possui pais muito rigorosos com grandes planos para ela e sua carreira e com isso desde de pequena aprendeu que precisava ser a melhor, sempre se esforçar mais e sem perder seu tempo com coisas como festas, passeios pela cidade ou garotos. Camila tem orgulho da sua vida organizada e milimetricamente programada, como uma rotina de balé, pois isso era preciso para realizar seu grande sonho de ir para a The Royal Ballet em Londres. 

Vitor é um violinista que ama hip-hop, tendo como grande inspiração o cantor Drake. Pra ele todos os gêneros de música adicionam algo na carreira de um musicista e acha injusto que o conservatório ligue apenas para música clássica e ignore todos os outros. Ele tem uma  GRANDE queda por Camila, mas nunca teve coragem de falar com ela, até porque quando que a melhor bailarina do Margareth Vilela iria olhar para um garoto desengonçado e cheio de sardas?

Quando seus olhares se cruzam entre as aulas do conservatório e Camila nota Vitor pela primeira vez, a garota descobre um novo mundo, cheio de amor, espontaneidade e onde o hip-hop pode ser tão divertido e interessante quanto o balé. 

Assim como o livro anterior, Allegro em hip-hop trás muito mais do que apenas um romance de descoberta envolto em muita música, ele trata também de temas como representatividade, diversidade, racimo e saúde mental. Uma coisa que eu acho que evoluiu do Sonata pra esse livro é que o contexto dos temas se tornou muito mais amplo e relacionável, não que sororidade não fosse, mas dessa vez eu pude associar os que acontecia na história com coisas que eu já havia visto.

Os personagens são 100% apaixonantes e te garanto que é impossível você gostar de apenas um. A Mila é uma garota incrível, com uma dedicação invejável e que a cada página me deixava ainda mais encantada com o seu jeito de ser. Achei incrível em como ela evoluiu ao passar a história e mal posso esperar para ver como ela vai estar nos próximos volumes. Já a Clara, a melhor amiga de Mila, é aquele tipo de pessoa que defende os amigos com unhas e dentes e adorei o fato de que e toda segura de si, sem se importar com que os outros vão dizer dela. O Vítor é a coisa mais fofa desse mundo e  não teve como não ficar apaixonada por ele a cada vez que ele respeitava as decisões da Mila, quando a levava para conhecer mais sobre o hip-hop e quando fazia as melhores piadas.

Apesar de adorar os novos personagens confesso que dava pequenos surtos toda a vez que um personagem de sonata era mencionado ou realmente aparecia em cena (principalmente o Kim XP) e foi ótimo ver como as ações do livro anterior repercutiram em certos personagens. Aliás falando nisso, finalmente descobrimos quem é colega de quarto da Tim e essa foi a melhor surpresa que eu tive no livro e acho que vocês também vão adorar quando descobrirem.

Outra coisa que me deixou maravilhada foi a descrição das cenas. Por ter o balé como foco eu pensei que ia ficar um pouco perdida, mas era tudo tão bem descrito, com o nome dos passos que os bailarinos faziam, com a música que estavam ouvindo, que depois de uma pesquisa rápida sobre cada coisa eu conseguia visualizar tudo perfeitamente e em alguns momentos ficava até com raiva quando alguma coisa acontecia e os personagens paravam de dançar HAHAHA.

Uma coisa comum entre os livros da série são as músicas que dão nome aos capítulos, que vão dando um tom a história e formando no final uma playlist. A playlist de Allegro mistura bem os clássicos do balé e o melhor do hip-hop, incluindo até artistas nacionais como Emicida e Racionais, aliás obrigada Babi por me deixar com O Lago dos Cisnes e Drake na cabeça a semana toda.

Agora vamos falar dessa capa linda e perfeita que não sei se vocês notaram mas ela se completa com a capa do Sonata (olha o link pra ver que lindo) e todos os livros da série vão ser assim, então já estou aqui pensando na coisa linda que vai ser quando ela estiver completa. Vale ressaltar que mesmo as capas se completando, os livros são histórias fechadas e podem ser lidos em qualquer ordem.

Queria poder falar muito mais desse livro, porém iam sair vários spoiler, então vão ler logo Allegro em Hip-Hop e se deliciar com esse romance cheio de muita dança, música, personagens carismáticos e ainda de quebra morrer de rir ao ver que uma das pessoas na dedicatória do livro é o Netinho, afinal é impossível não cantarolar " Ô MIIILAAA, MIL E UMA NOITES DE AMOR COM VOCÊ" pelo menos uma vez durante a leitura XP

Unboxing | Turista Literário - Fevereiro e Março

Mais um post do Turista chegando!! Vem ver pra onde viajamos em Fevereiro e Março.

FEVEREIRO


O conteúdo da caixa desse mês foi o que com certeza mais me surpreendeu, porque eu nunca imaginaria que iam lançar esse livro por aqui. A viagem de Fevereiro é para o "Mundo Real" junto com várias crianças que voltaram se seus mundo mágicos e não conseguiram se readaptar o "mundo normal".
Sinopse: "...e a única pessoa que pode lhe dizer como sua história termina é você".
Crianças sempre desapareceram nas condições certas: escorregando pelas sombras debaixo da cama, atrás de um guarda-roupa ou caindo em buracos de coelhos e em poços velhos, para emergir em algum lugar... diferente.
Nancy viajou para um desses lugares, e agora está de volta. As coisas que ela viu... mudam uma pessoa para sempre. E as crianças sob os cuidados de Eleanor West compreendem isso muito bem: cada uma delas procura a porta de volta ao seu próprio universo fantástico, mas poucas conseguem encontrá-la. Afinal, mundos mágicos têm pouca utilidade para crianças cujos milagres já foram usados.
A chegada de Nancy marca também uma terrível mudança no internato. Há uma escuridão pairando à cada esquina, e quando a tragédia ataca, Nancy e seus colegas precisam desvendar o mistério.
Não importa o custo.

Eu amo os itens de olfato do turista, mas dessa vezes eles superaram minhas expectativas. Para representar o bosque de romã que a Nancy encontra ao atravessar a porta para seu mundo eles mandaram um esfoliante para os pés com um cheio MARAVILHOSO de romã. Sério gente o cheiro é tão bom que eu queria que esse potinho não acabasse nunca HAHHAHA.

O item de tocar/ver é essa plaquinha linda em forma de bilhete (representando uma carta que a Nancy recebe), como esse quote para nos inspirar naqueles dias difíceis.


Eu achei esse souvenir a coisa mais inteligente dessa caixa, aliás em uma história onde todos estão querendo achar suas portas para voltar para seus mundos, nada melhor do que um porta chaves não é mesmo? Eu amei ele ainda mais pelo quote escolhido. 

MARÇO


O destino do mês de Março foi para mais um livro que eu não tinha ideia de que tinha lançado aqui, mas isso foi porque além de mudarem muito o título do livro na tradução, mudaram também a capa e eu só descobri que "A caçadora de Dragões" era o "The Last Namsara" quando li a ficha catalográfica do livro ^^. Enfim esse mês fomos para Firgaard um lugar que é assolado por dragões.
Sinopse: Quando era criança, Asha, a filha do rei de Firgaard, era atormentada por sucessivos pesadelos. Para ajudá-la, a única solução que sua mãe encontrou foi lhe contar histórias antigas, que muitos temiam ser capazes de atrair dragões, os maiores inimigos do reino. Envolvida pelos contos, a pequena Asha acabou despertando Kozu, o mais feroz de todos os dragões, que queimou a cidade e matou milhares de pessoas — um peso que a garota ainda carrega nas costas.
Agora, aos dezessete anos, ela se tornou uma caçadora de dragões temida por todos. Quando recebe de seu pai a missão de matar Kozu, Asha vê uma oportunidade de se redimir frente a seu povo. Mas a garota não vai conseguir concluir a tarefa sem antes descobrir a verdade sobre si mesma — e perceber que mesmo as pessoas destinadas à maldade podem mudar o próprio destino.

Para fazer nos sentirmos no palácio de Firgaard, o item de ver/cheirar foi um sachet decorativo com o formato do azulejo que decora o local e com o aroma de flores de laranjeira tão presente nos aposentos. Já o item de tocar é um bracelete de "couro de dragão" remetente a armadura de dragão que Asha cria para não se queimar durante suas caçadas.


O souvenir foi essa bolsa carteiro com textura que imita uma escama de dragão e com essa ilustração e citações lindos. O legal é que na explicação do porque do item diz que é porque como a Asha sempre leva uma cabeça de dragão para seu pai depois de suas caçadas, essa bolsa é pra gente carregar nosso dragão por aí XP. Sério amei essa explicação ^^

Eaí qual das caixas vocês gostaram mais? Já leram algum dos dois livros?