Série | Dark


Já fazia muito tempo que eu queria começar a assistir Dark, mas resolvi esperar até a última temporada pra mergulhar de cabeça, e então como um buraco negro que suga tudo em a sua volta, a série alemã sugou a minha vida nesse último mês, com sua trama complexa, bem estruturada e com um final que não deixou nada a desejar.

A série que teve sua primeira temporada lançada em 2019 se passa na pequena cidade alemã chamada Winder, que após uma grande calmaria torna-se palco de misteriosos desaparecimentos. Conforme as investigações vão avançando, quatro famílias são tragadas para esse mistério e além de uma teia de segredos familiares descobrem que os acontecimentos atuais possuem relação com outros desaparecimentos que ocorreram 33 anos antes.

A trama conta com mais de 72 personagens que de alguma forma estão conectados uns com os outros e durante as três temporadas vamos descobrindo junto com Jonas (um dos personagenagens mais afetados por tudo o que está acontecendo na cidade) a origem de todos os segredos e eventos que desencadearam o que Winden presenciou, está presenciando e o que presenciará. E se você achava que LOST era uma série que tinha tudo amarrado e bem explicado (pelo menos até a greve dos roteiristas) vai ter um surto com Dark ao perceber que até uma olhada para um canto da cozinha significa uma coisa.

Por ter uma base mais "pé no chão", a série explora o fator científico muito bem, sendo a melhor que já vi até agora, e ao invés de explicações complicadas, maçantes e tediosas, apresenta as viagens no tempo de maneira simples e ao mesmo tempo inteligente, me fazendo pensar que tudo isso pode ser realmente possivel bastando termos acesso a alguns materiais radiativos e muito azar ^^



A princípio eu queria ver a série mais pelo fator da ficção cientifica e toda a história de viagem no tempo com uma explicação mais "cientifica", ou seja, buracos de minhoca, teoria da relatividade geral e paradoxo de bootstrap. Porém foi a mistura com os elementos de true crime que me fizeram realmente pegar amor por tudo e maratonar ela até não conseguir parar de falar em mais nada a não ser Dark (esse post está aqui pra comprovar isso ^^). Todos os relacionamentos e as histórias por trás deles, me fizeram questionar o quanto realmente conhecemos as pessoas, suas motivações e desejos mais íntimo, se realmente sabemos o que as pessoas são capazes de fazer para salvar aqueles que amam, ou seja, Dark extrapola o da tema da ciência exata e nos mostra também a ciencia humana e como ela pode ser tão responsável pela viagem tempo quanto uma máquina ou um acidente radioativo.

Juntando todos esses elementos numa trama tão bem feita eu tenho certeza que não seja possível assistir um episódio sem pausar pelo uma vez para se perguntar: O que que está acontecendo?!?! O que eu acabei de ver?!? O QUE!?!? Então minha dica é assistir cada episódio com um caderninho do lado para ir anotando todas as conexões porque foi justamente isso que me ajudou a navegar por cada episódio sem ficar parecendo o meme da Nazaré.

Ah e uma coisa que não pode ser esquecida é o quanto a fotografia e trilha sonora são um personagem a parte nessa jornada. As tomadas da floresta, os tons em sépia e as músicas com uma pegada mais indie/eerie criam junto dos atores a atmosfera perfeita para nos mostrar o quão sombria é Winder e que essa é uma cidade onde não se deve confirar em ninguem, inclusive si mesmo.


Essa review é apenas uma gota perto do oceano que é Dark e assim guiados pela teia de Ariadne, vamos descobrindo através das temporadas como e quando tudo se conectou, já que afinal o inicio é o fim e o fim é o começo.

1 comentários:

  1. Tathy, vou te contar que comecei a assistir, achei bem legal, mas cometi um erro: tentei assistir dark fazendo atividades domésticas. Sim eu subestimei a capacidade da série de ser complicada, agora me encontro na segunda temporada mas acho que preciso voltar 30 casas pra me encontrar de novo kkkkkkk, mas não vou desistir, sei que vai valer a pena! kkk


    http://artedeviver-be.blogspot.com

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