Resenha | Teen Titans: Raven - Kami Garcia

Ano: 2019
páginas: 192
Editora: DC ink
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Ano: 2020
páginas: 192
Editora: Panini
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Durante a CCXP do ano passado resolvi que iria aproveitar o modo online e prestar mais atenção no artist's alley, coisa que nas edições presenciais por eu estar mais dedicada aos painéis raramente eu faço. Eu já conhecia o Picolo das fanarts de Jovens Titãs no instagram e até possuo alguns prints dele e quando eu descobri que ele iria ilustrar uma HQ da Raven para a DC, eu sabia que tinha que ter ela.


Nessa HQ, vemos que após o trágico acidente que tirou a vida de sua mãe adotiva, Raven se muda para Nova Orleans para se recuperar do trauma e terminar o ensino médio. Porém uma coisa estranha aconteceu e a personagem não consegue se lembrar sobre quem ela era antes do acidente: sua música preferida, o que ela gosta de comer no café da manhã ou onde ela estudou antes. Agora numa nova cidade (e numa nova escola), ela deve recomeçar sua vida, fazer novos amigos, sobreviver ao ensino médio e decidir se quer enfrentar o passado e a escuridão que cresce dentro dela.

 

Essa é uma história de origem da personagem e pra mim que nunca havia lido nada referente a ela antes senti que foi uma boa introdução. Como a Raven não se lembra quem ela era antes do acidente, vamos descobrindo mais sobre a personagem junto com ela mesma e eu curti muito isso ter sido mostrado numa Raven adolescente, pois podemos criar um paralelo com o jovem que está descobrindo quem ele é na sociedade.


 

A família adotiva da Raven é uma família criada por mulheres fortes e independentes, dando para a história um bom protagonismo feminino (eu queria muito saber mais sobre elas, mas infelizmente não dá pra colocar tudo num primeiro volume, mas espero que nos outros esse ponto volte a ser abordado). Esse protagonismo faz com que as leitoras sintam-se bem-vindas e contribui para aumentar a representatividade da mulher de um jeito que não seja sexualizado na indústria.

 

A história contém vários plot twist, (alguns eu já esperava e em outras fui pega de surpresa) e por ser  focada para o público jovem adulto, conta com uma história leve e repleta de clichês adolescentes (como o "primeiro dia" na escola nova, a garota popular chata e o menino bonito que nunca olha pra mocinha). Pra mim essa parte da história não funcionou muito, mas eu acabei relevando, pois não faço parte do público alvo.


Se assim como eu você achou o nome da autora muito familiar, é porque a Kami Garcia é a autora a autora de Dezesseis Luas e justamente por ter escrito um série de YA sobrenatural, acho que ela foium ótima escolha para escrever esse texto. E como eu já havia dito no começo, as ilustrações são feito pelo talentosíssimo Gabriel Picolo que é um brasileiro que começou na internet compartilhando fanarts sobre os jovens titãs nos dias atuais e ele foi tão abraçado pelos fãs que finalmente a DC chamou ele para ilustrar HQs.


 

Aliás essa HQ é a primeira de uma série, onde o segundo volume é do mutano e a terceiro é do casal (Raven e Mutano). Infelizmente ainda não li os outros volumes, mas a CCXP desse ano já está logo ali não é mesmo? HAAHAHA.


Então se você for fã dos jovens titãs, do Picolo, da Kami ou apenas quer tentar ler uma coisa nova, Teen Titans: Raven é uma boa pedida.

Game | Ring Fit Adventure


Como vocês já sabem eu sou fã de carteirinha da Nintendo pelo fato deles fazerem jogos mais casuais e também por eles terem consoles baseados em movimentos, sendo eu extremamente viciada em Just Dance, Wii Sports e Fitness Boxing. Com a quarentena, senti que precisava de exercícios mais localizados e resolvi dar uma chance para o último lançamento da empresa. 


O Ring Fit Adventure tem a proposta de mostrar ao jogador que fazer exercícios físicos pode ser divertido, então no jogo você se junta a um anel de pilates mágico e tem como missão derrotar o dragão bodybuilding Dragaux e seus capangas que espalham má influencia. E para isso você precisa efetuar
exercícios específicos para atacar ou se defender dos monstros.


O jogo vem acompanhado de um anel de pilates (ring-con) e uma faixa que você prende na coxa, que é onde você acopla os controles do console para que o jogo registre os seus movimentos, com isso o Ring Fit não pode ser jogado na light do Switch. Não é possível comprar os itens separadamente, o jogo apenas é vendido em formato de kit (jogo + ring-con + leg strap), e por isso ele tem um preço bem caro principalmente se você for comprar em lojas brasileiras.

 

Quando peguei o anel de pilates pela primeira vez fiquei um pouco descrente se ele realmente iria aguentar muito tempo, pois pelos game plays que havia visto, os exercícios de braços requeriam muitos movimentos de apertar e puxar o "controle", mas conforme fui jogando fiquei surpresa com o quanto ele é resistente. Além disso o aparelho possui uma ótima precisão dos movimentos, que deixou surpresa, pois se você não fazer o movimento correto do exercício seu ataque ou defesa terá um menor desempenho. 

 

O Ring Fit foi feito para todos os tipos de pessoas e possui 5 modos jogo: Adventure, Quick Play, Custom, Multitask e Rhythm Game


  • Adventure:

Se você não sabe por onde começar ou tem zero experiência com exercício físicos eu recomendo começar por aqui. Esse é o modo principal do jogo, onde você tem que percorrer as diversas fases e lutar contra monstros até chegar no chefão, o dragão Dragaux. A história desse modo é bem legalzinha e lembra muito os RPGs, tanto no modo como os diálogos são apresentados, como quando você tem que fazer algumas side-quests no meio da quest principal.

 

São 23 mundos, com mais ou menos 9 fases cada e em cada uma você terá que transpor obstáculos e lutar com monstros para chegar a fase final. Para atacar ou se defender dos golpes, você tem que fazer algum tipo de exercício: pernas, braços, abdome e Yoga e existem monstros que são derrotados mais fácil com um tipo de exercício específico. Ao todo são 60 movimentos diferentes que são desbloqueados conforme se avança de fase. 


Aliás quando eu digo "que é preciso percorrer as fases" é no sentindo literal da coisa. Cada fase é um circuitos de corrida (e as vezes canoagem) diferente (contendo subidas, descida e obstáculos) e o controle que fica amarrado na sua coxa informa se você está correndo ou não, então se você ficar parado não vai avançar no jogo.

 

  • Quick Play:

Esse modo é pra você que quer algo rápido e que faça efeito. O quick play possui opções de exercícios individuais, focados em partes específicas do corpo (perna, ombro, peitoral, quadril, etc) que são divididos em atividade de repetição ou mini games.  

 

  • Custom: 

Aqui é possível criar o seu programa de exercícios, podendo mesclar entre as atividades do modo anterior. Ao meu ver essa opção é para aqueles que já possuem uma rotina de exercícios na academia e querem continuar agora que estão mais em casa.


  • Multitask:

Como o próprio nome diz, esse modo é para quando você quer se exercitar enquanto faz outra coisa (como assistir TV, usar o computador ou o celular). Basta conectar o controle no ring-con, ativar o modo "multitask" e pronto, o controle vai registrar quantas vezes você apertou ou esticou o ring-con e quando você acessar o jogo novamente esse número será convertido em um presente para o seu personagem usar no modo adventure. 

 

  • Rhythm Game:

Com certeza o modo que me deixou mais animada! Ele é como se fosse um Dance Dance Revolution,  (com o ring-con) de músicas de Super Mario Bros, Zelda BotW, Splatoon, Wii fit (saudades) e é claro do próprio jogo. 

 

 

Por possuir um vilão que representa a cultura tóxica das academias, onde se está mais preocupado em conseguir o corpo perfeito e esquecer da saúde, já dá pra reparar que o Ring Fit é um jogo que preza muito mais pela sua saúde e não em "quantos quilos você quer perder". Durante as sessões vários avisos sobre como  ter um bom condicionamento físico são apresentados, são mensagens sobre quais alimentos comer para manter seu corpo saudável, manter-se sempre hidratado, ouvir o seu corpo, não se esforçar além do que você aguenta e até quizzes são efetuados para saber se você prestou atenção qual músculo foi mais exercitado durante a sessão do dia. Antes e depois de cada modo o jogo pergunta como você se sente e se deseja subir de nível e não importando a sua resposta o jogo vai te apoiar nas suas decisões e te informar que o importante é você estar respeitando os seus limites.


Outro ponto é que o jogo te encoraja a fazer sessões curtas justamente para manter um nível de progresso saudável. Um dia comecei a jogar pensando que ia ficar uns 30 minutos jogando, porém em 15 minutos de jogo um pop-up apareceu na minha tela, informando que seria melhor parar para não me sobrecarregar e não sofrer com dores mais tarde. Apesar do aviso, mais uma vez o jogo enfatiza que fica a critério do jogador escolher baseado no conhecimento do seu corpo.

 

Depois de tudo isso, vem aquela pergunta: vale a pena? Olha pra mim super valeu a pena, pois eu não tinha experiência nenhuma em fazer exercícios desse jeito, e depois de algumas semanas eu já sentia a diferença na facilidade como eu fazia os movimentos e como os meus pontos de ataques melhoraram. Mas é preciso ter uma boa disciplina para jogar todos os dias e manter o corpo saudável para aguentar exercícios mais difíceis (yoga eu tô olhando pra você!!). Pra quem já tem uma rotina de treinos (seja em casa ou em academia) creio que o jogo agirá mais como um "personal trainer" pelo fato do sensor indicar o quão correto está o movimento e não ter tantos riscos de fazer algo que possa dar errado.

 

A história em formato de RPG, o novo meio de jogabilidade e o olhar mais saudável sobre o porque de praticar exercícios, fazem de Ring Fit Adventure é um ótimo jogo. Com um treinamento completo de exercícios ele é feito para aqueles que estão começando, para quem já possui prática ou para quem só quer se divertir e derrotar um grande dragão do mal.


 

Resenha | Sol e Tormenta - Leigh Bardugo

Ano: 2017
páginas: 435
Editora: Square Fish
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Ano: 2021
páginas: 352
Editora: Planeta Minotauro
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Depois de ficar um pouquinho obcecada pela série "Sombra e Ossos" da Netflix, resolvi que não poderia aguentar até 2022 (nas melhores das hipóteses) para saber como a história iria continuar, então resolvi ignorar minha TBR e mergulhar de vez nessa história para saber o que irá acontecer com Alina, Mal e o tão perigoso e sedutor Darkling.

 

Em Sol e Tormenta, Alina e Mal tentam recomeçar suas vidas em um outro lugar após cruzarem o Mar Real e deixarem suas identidades para trás. Nessa nova terra a conjuradora do sol e o veado de Morozova existem apenas nas histórias de dormir, porém adaptar-se a essa nova vida é algo difícil, ainda mais quando rumores dizem que o Darkling sobreviveu aos perigos da Dobra das Sombras. Alina tem certeza de que o vilão fará de tudo para encontrá-la para finalmente tomar o seu poder e percebe que não pode fugir do passado (ou será do destino?) e se vê novamente ligada a salvação de Ravka, só que para isso recebe a ajuda de um excêntrico corsário que a primeira vista está nessa aventura apenas pelo dinheiro, mas que aos poucos torna-se uma parceria um tanto que valiosa.


Na jornada para derrotar o Darkling, Alina busca entender melhor os seus poderes e conforme eles aumentam ela se vê cada vez mais envolvida com os ideais do conjurador de sombras, ficando cada vez mais distante de Mal e da garota que já foi um dia. Mas chegará o dia no qual ela terá de escolher entre seu país, seu poder e a si mesma ou arriscar perder tudo em busca de mais um mito que pode ou não ser realidade. 


 

Como um bom segundo livro de uma trilogia, ele nos prepara para tudo o que vai acontecer no próximo volume, mas a primeira coisa que eu reparei quando comecei a ler sol e tormenta, foi em como a atmosfera da história parecia estar mudando para algo mais sombrio, como se ao decorrer das páginas a autora estivesse te falando para esquecer as coisas "lindas" vividas no livro anterior e que dali pra frente tudo só iria piorar. Então não se engane com o começo fofinho desse livro, porque as coisas ficam agitadas num nível que eu fiquei um pouco confusa quando algumas cenas que parecem pertencer ao final da história acontecem e fiquei imaginando em como seria o resto do livro se algo tão importante estava sendo mostrado em praticamente 30% da narrativa.


Logo a trama se mostra ser mais política e cheia de estratégias, do jeito que eu gosto, e entendemos melhor sobre o reino de Ravka, sobre a família real, sobre o porque dos territórios do Norte e do Sul e serem considerados inimigos e o que o poder da Alina significa nesse jogo de poder. Aliás, como a protagonista está descobrindo mais sobre si e sobre os seus poderes, a mitologia criada pela autora se torna ainda mais rica e interessante. Gostei muito de saber mais sobre os santos e lendas que sempre são citados na história e também em saber que o Istorii Sankt'ya realmente foi publicado no mundo real, para que eu possa matar minha curiosidade e tentar descobrir se há algo nas entrelinhas de cada história.

 

 

A Alina desse livro está bem distante da personagem que havíamos conhecido em sombra e ossos e seu desenvolvimento é inegável. Considerada uma santa por alguns, traidora por outros ou simplesmente um peão no tabuleiro do poder de Ravka, ela passa por uma torturante jornada para descobrir quem realmente é, se será forte o suficiente para derrotar o Darkling e se tornar responsável por toda uma nação. As questões que regem a personagem foram muito bem construídas pela autora, sendo possível ao leitor entender toda a agonia que Alina passa por estar descobrindo o seu poder e ao mesmo tempo sentir vergonha por querer mais, e por esse poder ser um dos principais fatores por sua crescente solidão. Afinal como diz o Darkling, eles são únicos e ninguém entende o peso que seus poderes tem sobre eles.


O Darkling deixou as máscaras de lado e se tornou ainda mais cruel depois que sua verdadeira intenção em querer Alina por perto foi descoberta. Apesar de aparecer pouco, ele possui as melhores e mais impactantes cenas, utilizando seu charme e influência para deixar a protagonista ainda mais incerta sobre qual caminho percorrer. Gosto muito dele como vilão, pois ele é um personagem bem factível, cheio de boas intenções mas que utiliza artifícios errados para consegui-las. Aliás gosto do Darkling apenas como vilão e nada mais, eu entendo o quanto o personagem é apelativo para os leitores, afinal ele é bonito, tem uma química incrível com a Alina e sempre está incentivando ela a explorar os seus poderes, ao contrário do Mal. Só que ele faz tantas coisas terríveis que pra mim não tem química que resista a isso e não consigo de jeito nenhum shippar Darklina.


Porém o Mal também não se ajuda muito e ao meu ver ele foi o único personagem que não teve um grande desenvolvimento, continuando a ser o personagem chato que sempre põe a Alina para abaixo por ver que ela está mudando. Tenho a dizer que apesar disso eu meio que consigo entender ele e algumas vezes até consegui não ficar com raiva de algumas ações dele, mas olha alguém tem que conversar com ele e explicar que apesar de Grisha as pessoas não leem mentes. Outra coisa é que apesar de não gostar muito do personagem não acho justo a comparação que fazem entre ele o Darkling, sobre quem seria melhor para Alina, simplesmente pelo fato de que um é um adolescente de 16/17 anos e o outro é um adulto de mais de 500 anos. 


Nesse livro temos novos personagens adicionados na história, que ajudam a entender melhor o que está acontecendo fora de Ravka, porém o melhor deles com certeza é o Sturmhond. Não vou dizer muito sobre ele para não estragar a surpresa, mas eu amei todas, sim TODAS, as cenas dele. Assim que ele abriu a boca para dizer o primeiro dialogo eu já sabia que ele ia entrar para o meu hall de personagens favoritos e conforme a história foi andando isso foi se concretizando ainda mais e agora não vejo a hora de ler mais sobre ele nos próximos volumes

 

 

Esse é mais um daqueles finais onde é muito importante ter o próximo volume já em mãos de tão bom que ele é e ao contrário do que eu pensava as cenas finais não ficaram nada a desejar e foram tão impactantes quanto as cenas iniciais, mostrando como a escrita da autora evoluiu, sendo capaz de construir uma história mais dinâmica onde cada momento é inseridos no tempo certo instigando o leitor cada vez mais.

 

A minha edição é a paperback em inglês e ela possui alguns conteúdos bônus. Uma entrevista com a Leigh Bardugo, onde ela fala sobre o processo de criação da história e um conto sobre a história da Genya, que eu achei muito bom pois explica ao leitor o que aconteceu para que ela ficasse do lado Darkling apesar das atitudes questionáveis dele. A única coisa ruim dessa edição é que ela vem com um selo impresso na capa falando da série da Netflix. Não tenho nada contra divulgar a série, até porque quanto mais gente assistindo mais chances de adaptares os outros livros, mas esse selo podia ser removível e não algo que está impresso na capa!! 

 

De modo geral eu gostei bem mais desse livro do que do anterior, pois ele não caiu na maldição do segundo livro e nos trouxe um grande desenvolvimento dos personagens e maior enriquecimento da mitologia. E agora que eu conheço a história, mal posso esperar pela segunda temporada da série e ver quem eles escolheram para fazer certos personagens e como vão mesclar essa história com a dos corvos.

Resenha | Uma conjuração de luz - V.E Schwab

Ano: 2019
páginas: 640
Editora: Tor Books
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Ano: 2020  
páginas: 728
Editora: Record
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Assim que eu comecei a perceber que o final de "Um encontro de sombras" iria acabar com o meu psicológico, corri pra adquirir o próximo o volume para não perder tempo (e sofrer muito) e já saber o que acontece e bem, cá estamos para falar sobre a maravilhosa conclusão dessa trilogia, como ela me fez passar por uma montanha russa de emoções, mudar minha opinião sobre certos personagens e como me deixou ainda mais ansiosa para a nova trilogia que está por vir.

 

Agora que novamente detém um corpo, Osaron decide estender seus domínios para além da Londres Preta, lançando sobre Arnes suas sombras, transformando-a em algo muito diferente da cidade que transborda magia e fazendo com que o já precário equilíbrio que existe entre as quatro Londres fique prestes a ruir.

 

Kell fará de tudo para salvar sua cidade e sua família, mas essa não é o única coisa que atormenta o "último Antari". Depois da maneira que foi tratado pelo Rei e Rainha durante os acontecimentos passados, Kell não sabe mais a quem deve a sua lealdade e vive um conflito interno sobre querer buscar saber mais sobre quem verdadeiramente é ou não. Lila finalmente entendeu como manifestar sua magia e agora sua jornada será sobre aprender a controlá-la, afinal como vimos anteriormente tudo é uma questão de harmonia e tudo tem seu preço. E Rhy em meio ao caos de salvar seu mundo busca por um sentido para ainda viver, de algo que o torne digno de ter sido salvo pelo irmão e de ser o príncipe que todos amam.

 

Juntos eles vão ter que aprender a fazer as pazes com o passado, para conseguir lutar pelo futuro e assim garantir que os sacrifícios feitos não foram em vão, que o Isle brilhe vermelho mais uma vez e que equilíbrio retorne ao mundo.

 

 

Vou começar dizendo que ainda bem que a Amazon conseguiu entregar o livro a tempo de eu já tê-lo em mãos quando terminei o segundo, porque olha eu não saberia dizer o que seria de mim se tivesse que esperar pra ler esse volume. Por começar exatamente do mesmo ponto no qual "Um encontro de sombras" terminou a história já começa com tiro, porrada e bomba, então não tinha nem se passado dois capítulos e eu já estava surtando e pensando em tudo o que poderia acontecer com os personagens. 

 

Essa atmosfera de urgência é replicada durante todo o livro então se você olhou o tamanho dele e já ficou com medo de ele ser monótono igual ao outro, pode ficar aliviado porque as 700 páginas (se você ler na versão nacional) vão passar voando e quando menos esperar já vai estar na metade do livro e pensando como isso aconteceu (experiência própria 😁). Aliás o tamanho do livro se dá ao fato de que a Victoria amarrou todas as pontas soltas das tramas que nos foram apresentadas anteriormente, então acontece muita, mas muita coisa mesmo e eu sinceramente acho que ainda faltou página para explicar dar umas incrementadas em algumas explicações.


Por conta de todos os acontecimentos, os personagens sofrem um incrível desenvolvimento e quando os comparamos com quando os vimos pela primeira vez, nem parecem que são as mesmas pessoas. Esse livro é praticamente focado em Holland e Rhy, personagens opostos mas que são iguais por carregarem as marcas de serem completamente diferentes das pessoas de seus respectivos mundos: um Antari que vive numa Londres carente de magia e um príncipe sem poderes numa Londres, na qual a magia é tão abundante quando o ar. Holland desde o início sempre foi um personagem controverso e pra muitos (eu inclusa) motivo de um ranço enorme, mas ao ler sobre o seu passado e sobre tudo o que o ele passou minha opinião sobre o Holland mudou e passei a fazer par com Kell na defesa do personagem sempre que alguém chegava pra acusá-lo. Já Rhy que começou a se descobrir no volume passado, aqui mostra todo o seu potencial e o quanto ele merece o título de realeza de Arnes mesmo não tendo magia, sendo as partes deles as que mais me emocionaram durante a leitura. 

 

 

Descobrir mais sobre a história do Alucard foi a segunda melhor coisa desse livro pra mim, entender o que aconteceu entre ele e Rhy e qual o motivo de tanta mágoa entre os dois, saber mais sobre a sua família e porque seu retorno a Arnes foi tratado com tanto alvoroço e por fim compreender melhor sobre a amizade dele com a Lila. Pra mim cada capítulo no qual ele era o narrador era certeza de que eu ia amar.

 

Lila aliás ainda me dá nos nervos com a sua personalidade cabeça dura e "eu sei tudo do mundo", porém nesse livro ela está mais contida, um pouco mais consciente do que as suas ações podem acarretar e isso me fez gostar um pouquinho mais dela. Kell continua sendo o personagem que sempre busca fazer o que é certo, mas começa aos poucos a pensar nele mesmo e perceber que a vida não é apenas o dever. É interessante ver o relacionamento de Kell e Lila e perceber como um vai influenciando o outro durante a trama e por causa disso eu comecei a aceitar melhor o romance dos dois (apesar de achar que o começo foi um pouco forçado).


Outros personagens também ganham voz para explicar outros lados do conflito, sobre o que está acontecendo na Londres Branca, na Cinza e na realeza da Londres Vermelha. Eu adorei que finalmente a autora lembrou que existiam outros mundos e foi muito legal ver como a expansão dos poderes do Orson, impactam cada um de uma maneira diferente, porém senti falta de dar mais espaço para o que acontece na Londres Cinza, e por mais que essa cidade não tenha tido mais destaque por não possuir magia, acredito que justamente isso tornaria as coisas mais interessantes, como por exemplo ver como a população desse mundo reagiria. Outra coisa é que conhecer um pouco mais sobre o rei e rainha me uma deu pontinha de curiosidade para ler a HQ "The Steel Prince" que conta a história de como o pai do Rhy se tornou rei.


A história se encerra com chave de ouro, com o conflito bem resolvido e cheio de cenas emocionantes. Aliás a Victoria acabou com o meu coração com esse final e por mais que eu entenda que não poderia ter outro encerramento para certos personagens, eu tive que ler algumas partes mais de uma vez para ter certeza que de que aquilo estava acontecendo e até agora, algum tempo depois, eu ainda tenho dificuldades de aceitar o que aconteceu. 


 

A minha edição é a edição de colecionador da Amazon, e assim como as outras contém fanarts nas folhas de guarda, um glossário com termos Arnesianos e Antari e um conto, que dessa vez é sobre a história de origem do Kell! Ler esse conto depois de tudo o que passamos com o personagem durante esse livro foi perfeito e me deixou ainda mais maravilhada com o mundo que a Victoria criou. Então se você lê em inglês e pode gastar um pouco mais, compre essa edição que esse conto vale muito a pena.


No fim, foram anos postergando para ler essa trilogia, para no final das contas ler tudo em menos de um mês, ela se tornar uma das minhas histórias favoritas e a Victoria entrar no meu top 3 de melhores autoras. O mundo criado, os temas abordados e os personagens me cativaram de um jeito que só não fiquei tão triste que a história acabou, porque sei que uma nova trilogia vem aí e mal posso esperar por vê-los novamente ^^

Game | Doki Doki Literature Club


A primeira vista Doki Doki Literature Club parece ser mais um jogo simulação de namoro, onde o jogador tem que escolher qual das protagonistas ele ofertará todo o seu amor, porém ao dar play em seu trailer somos apresentado a seguinte frase "Este game não é recomendado para crianças ou aqueles que são facilmente perturbados" e percebemos que esse jogo não é o que parece ser.

Na história você é um estudante que entra em um clube de literatura, graças a insistência de sua amiga de infância e lá conhece outras três garotas que estão fazendo ao máximo para que o pequeno club vire um clube oficial da escola.
 
  • Monika - Presidente do clube, bem popular entre os estudantes e é vista como sendo inteligente, segura de si e está sempre trabalhando duro para que o club seja bem-sucedido.
  • Sayori - A melhor amiga do protagonista e quem o convence a entrar para o clube. Ela é a vice-presidente do clube e é vista como inocente, alegre e muito boa em lidar com outras pessoas.
  • Natsuki - É a menor integrante do grupo e por várias vezes é confundida como sendo uma aluna do primeiro ano. Ela vista pelos outros personagens como impulsiva, teimosa e arrogante. 
  • Yuri -  É apaixonada por livros de horror e thriller psicológicos e esse seu gosto é altamente contrastado com sua personalidade, pois ela é retratada como sendo tímida, muito educada, sensível e madura.
 
Como qualquer simulador de namoro, você deve escolher uma garota para se tornar mais intimo e para isso você deverá escrever poemas com temas que seja do gosto de seu interesse romântico. Porém conforme a história vai avançando é possível perceber que as conversas com as personagens e os poemas começam a ficar mais sombrios e aí que vemos a verdadeira face de Doki Doki.
 
 
Não vou dar muitos spoilers, porque ao meu ver o melhor jeito de aproveitar Doki Doki é não saber  absolutamente nada sobre ele, exceto que é um jogo de terror psicológico. Sério gente não se deixem enganar pelas imagens fofas, esse jogo é realmente pesado então é bom levar o disclaimer do começo do jogo muito a sério, aliás eu particularmente acho que o disclaimer foi até muito leve e que na verdade ele deveria ser algo do tipo "Esse jogo não é recomendado para aqueles que não querem ser traumatizados pro resto da vida". 
 
Pra mim os modos encontrados para inserir terror numa narrativa "fofa", foi o que tornou esse jogo tão apelativo, as partes assustadoras não são tão gore e nem previsíveis. Este não é um jogo que assusta apenas por assustar, todos os sustos são feitos para fazer com que o jogador tenha uma nova perspectiva sobre os jogos do gênero de simulação de namoro, pensar sobre as pessoas que os desenvolvem, os jogadores que os consomem e porque eles possuem certos estereótipos.

Com isso vemos como Doki Doki possui uma narrativa maravilhosamente criativa e disruptiva, com diálogos que em um tempo vão te fazer pensar: "que fofa, me pede o mundo que eu te dou" e em outro "pera aí o que você disse? É isso mesmo? Vou fechar esse jogo agora!". E isso tornou a minha experiência com o jogo algo totalmente diferente de tudo com que eu tinha vivenciado e mesmo não sendo fã do gênero de horror psicológico (ou mesmo horror de modo geral), me vi literalmente viciada em descobrir o que estava acontecendo (mesmo quase morrendo do coração no processo 😁)
 
Outra coisa bem legal desse jogo são os easter eggs e apesar de agora ele estar disponível em diversas plataformas, eu particularmente ainda prefiro a versão para PC, que além de ser gratuita dá uma melhor experiência ao jogador caso ele deseje ir mais além da história central. E vou dizer a vocês que esses easter eggs enriquecem ainda mais o lore do jogo, então vale muito a pena passar um pouco a mais de raiva para encontrá-los.


O lançamento do jogo foi em 2017 e era somente para PC, mas recentemente ele foi relançado sob o nome de "Doki Doki Literature Club Plus" e como eu mencionei anteriormente agora ele está disponível em outras plataformas (PS5, PS4, Xbox One, Xbox Series X/S e Nintendo Switch).

A nova versão foi totalmente repaginada (os gráficos foram atualizados para HD) e novos conteúdos e maneiras de acessar certas partes do jogo foram acrescentados, mas não se preocupe a história em si não foi modificada. Dentre esses novos conteúdos estão várias coisas para serem desbloqueadas ao passar do jogo, como: artes da concepção do jogo, wallpapers, músicas da trilha sonora (para ouvir quando quiser) e novas "side stories" que nada mais são do que pequenas histórias (datadas antes dos eventos do jogo principal) que exploram mais os relacionamentos entre as integrantes do grupo e fazem você ficar ainda mais apegado as personagens. 

Com essa nova versão fiquei pensando se valia a pena pagar por algo que eu já poderia ter de graça na Steam e a resposta é: depende. Se você já jogou Doki Doki e se tornou fã do game, eu diria vai com tudo e adquira a versão plus que você vai adorar (principalmente quando completar 100% do jogo), mas se você acabou de conhecer o jogo, escolha a versão de PC e experiencie Doki Doki na sua essência ^^.

Doki Doki Literature Club é um jogo de horror brilhante, que deturpa estereótipos e ensina o jogador a não se deixar levar pela aparência fofa das personagens, o ambiente cor de rosa e a música alegre do jogo, pois participar de um club de literatura pode causar sérios danos a sua sanidade.

Tag | Tag dos 50%

2020 foi um ano tão complicado que tudo que a gente queria era que 2021 chegasse logo, mas aí num piscar de olhos, eu olhei pro calendário e já era final de Junho! Porém minha surpresa maior foi quando percebi que já tinha alcançado (e muito) minha meta de livros lidos no Goodreads e então resolvi fazer pela primeira vez a famosa tag dos 50% e dividir com vocês como está indo esse ano até agora, quais foram os altos e baixos e o que espero para o resto de 2021. 


1. O melhor livro que você leu até agora, em 2021.

Essa pergunta com certeza é a mais difícil de responder e demorei quase 2 dias pra me decidir qual título colocar, mas depois de muita discussão interna  O Casamento da Princesa levou a coroa. O último volume da série "O diário da princesa" se passa cinco anos após o volume 10 e como diz o título tem um certo casamento real envolvido (meu ship sobreviveu ao ensino médio!!!) e era tudo o que eu precisava no período em que o li, era leve, divertido, me arrancou grandes garalhadas e foi um final digno para a série. 



2. A melhor continuação que você leu até agora, em 2021.

Esse ano foi O ano em que decidi terminar as várias séries/trilogias que eu tenho na estante, e definitivamente a melhor continuação foi Uma Conjuração de Luz. O último volume da trilogia "Tons de magia" é simplesmente perfeito em continuar a história do segundo livro, fechar todas as pontas, me fez sofrer por personagem e ainda me fazer surtar com o capítulo extra que tem na edição de colecionador. 



3. Algum lançamento do primeiro semestre que você ainda não leu, mas quer muito.

A primeira resposta que me veio a mente com essa pergunta foi: TODOS 😁, mas pensando melhor, Corrente de Ouro é o que eu mais preciso ler já que a Cassandra não para de lançar livros e eu não aguento mais ter que evitar spoilers no twitter. Só que pra isso eu tenho que reler  os outros 64488 livros, primeiro pq não lembro de quase nada e também porque o pouco que eu lembro é o que o vi na série e todos sabemos o quanto a série saiu dos eixos. ^^



4. O livro mais aguardado do segundo semestre.

Em 2013 eu descobri o canal do Epic Reads (selo YA da HaperCollins) e assistia religiosamente os videos do "tea time" apresentados pela Margot e pela Aubrey. De lá pra cá elas sairam da editora, mas continuei acompanhando o trabalho delas e agora a Margot virou escritora e Fresh é seu o seu livro de estreia. Esse é um reconto de Emma e conta a história de Elliot uma caloura na faculdade, percebendo que a vida não é o que ela imaginava, mas o que me deixa mais animada sobre essa história é saber que o estilo da Margot combina 100% com a história de Emma e que nessa história a personagem sabe que está num livro e quebra da 4ª parede!!



5. O livro que mais te decepcionou esse ano.

Há um tempo fiz um post falando que queria fazer algumas releituras e entre elas estavam os livros do John Green. Já fiz a releitura de dois livros Cidades de Papel e Teorema Katherine e cheguei a conclusão que infelizmente os livros não servem mais pra mim. Eu não me senti conectada com nenhum personagem e com nenhum dos dilemas por qual eles passavam. Ainda faltam mais três livros para reler e espero que pelo menos um eu consiga gostar, já que esse dois livros vão encontrar um novo lar logo, logo.



6. O livro que mais te surpreendeu esse ano.

Tudo o que eu sabia sobre A Menina Que Tinha Dons era que existia um filme sobre e que era uma história de zumbis, porém conforme fui lendo o livro me surpreendi com o fato de que a história vai além disso, e trata de temas como  ética e preconceito, mostrando as várias  camadas que compõem cada personagens, que eles não são preto e branco, mas sim espectros de cinza. Sem contar no final que foi totalmente inesperadado, mas que mesmo assim fez muito sentido na história. 



7. Novo autor favorito (que lançou seu primeiro livro nesse semestre, ou que você conheceu recentemente).

Infelizmente essa pergunta vai ficar sem resposta, pois todos os autores lidos esse ano eu já conhecia de trabalhos anteriores

 


8. A sua quedinha por personagem fictício mais recente.

Ler algo d'o diário da princesa e não citar Michael Moscovitz é muita mancada. O personagem já era lindo, fofo e inteligente e saber que anos depois ele ainda continua igual, meu coração não aguenta! A Mia é muito sortuda por ter um Michael na sua vida.





9. Seu personagem favorito mais recente.

Alucard, Alucard, Alucard!!  Desde a primeira cena dele em Um Encontro de Sombras eu já sabia que ele ia se tornar um favorito. A personalidade sagaz dele, o jeito que ele a Lila parecem se entender sem precisar falar, toda a história da familia dele, o jeito que ele veê o mundo... são tantas coisas que quando terminei a trilogia ele foi o personagem que eu mais senti falta.




10. Um livro que te fez chorar nesse primeiro semestre.

Raramente eu choro enquanto leio, então em vez disso vou nomear um livro que me deixou com um gosto bem amargo e que foi difícil de digerir. Em Boa Noite, Alina vai para a faculdade cursar tecnologia e se depara com o mundo machista que habita não apenas a sala de aula, mas também a faculdade e bem por ser uma mulher no mundo da tecnologia, vamos dizer que sei bem o que ela passa e não, não é legal. 




11. Um livro que te deixou feliz nesse primeiro semestre.

Reler Edgame foi tudo pra mim esse ano, pois além de relembrar essa história que explodiu minha cabeça a uns anos atrás (seja por conta da narrativa ou pelos puzzles) revisitei também o ARG, revendo os vídeos, lendo as teorias (e vendo as que eu acertei e as que eu passei longe), como aquilo tudo se encaixava na história e relembrando os amigos que eu fiz. Por mais que a trilogia não tenha um final satisfatório, sempre vou lembrar com alegria sobre tudo o que eu passei com ela :)



12. Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu até agora, em 2021.

Já esse ano os cinemas não foram uma opção, vou falar da perfeição que está sendo a série His Dark Materials que é baseada na série de livros Fronteiras do Universo. A série está conseguindo com maestria trazer os temas centrais da história aos tempos de hoje, adicionar conteúdos que enriquecem a narrativa, com ótimos atores e sets de tirar o folego. Enfim só elogios para essa série. 💗



13. Sua resenha favorita desse primeiro semestre (escrita ou em vídeo). 

Com toda certeza é a resenha de Edgame - Rules of the Game, pelo simples fato que finalmente, depois de ANOS, eu consegui terminar essa trilogia!!! Então escrever essa resenha marca não somente o fim de uma era (dramática, risos) mas também pude extravasar sobre como me senti com relação a esse final e quais eram as minhas expectativas para o final dessa história que tinha tudo pra ser perfeita.

 



14. O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano.

Pra mim seria todas as edições de colecionador de Tons de magia, mas se é para escolher apenas um, eu fico com Um Encontro de Sombras. Porque além da capa a citação que está estampada no livro é mais elaborada e as fanarts são as mais lindas, principalmente as do final 😍





15. Quais livros você precisa ou quer muito ler até o final do ano?

Ignorando o fato de que eu preciso de terminar os livros da minha TBR infinita, minhas novas prioridades são a série de Shadow and Bone (já que depois que a série foi lançada eu adquiri uma necessidade urgente de ler tudo o que existe sobre o Grishaverse) e também Addie Larue e Vicious (pois preciso continuar na minha saga de ler tudo o que a V.E Schwab publicou)

 

Espero que tenha gostado do meu balanço de meio do ano e deixa aí nos comentários qual foi a sua melhor leitura até agora.

Resenha | Um Encontro de Sombras - V.E Schwab

Ano: 2019
páginas: 542
Editora: Tor Books
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Ano: 2017  
páginas: 560
Editora: Record
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A V.E Schwab é uma autora que mesmo tendo lendo apenas dois livros dela, já senti que ela seria uma das minhas autoras favoritas, só que mesmo acompanhando tudo o que essa mulher postava nas redes e vibrando a cada lançamento eu ainda não tinha lido nada além daqueles dois livros, porém finalmente criei vergonha na cara e decidi terminar a trilogia Tons de Magia (afinal Threads of Power vem aí) e meu Deus, como me arrependi de ter demorado tanto para lê-lo.

 

A história se passa quatro meses após o final do livro anterior e tudo parece que estar de volta ao normal, mas não completamente. Kell continua seus deveres como mensageiro entre as Londres e está sendo culpado pelos acontecimentos da noite negra, sendo duramente punido pelo rei (que lhe colocou escoltas e reduziu as idas as outras Londres) porém nada disso chega perto dos pesadelos que Kell enfrenta desde o acidente de Rhy. O príncipe por sua vez tem a árdua tarefa de organizar o Essen Tasch (uma competição entre os melhores mágicos dos reinos de Arnes, Faro e Vesk) e parece estar alegre como sempre, mas por dentro sente que existe uma escuridão a espreita só esperando pra levá-lo. E Lila, bem, agora que ela encontrou uma boa aventura irá aproveitar o máximo para descobrir sobre esse novo mundo e como ela se encaixa nele. 

 

Londres está em polvorosa com o grande evento (já que além de diversão e novos rostos, rumores dizem que um certo nobre retornará a cidade para competir) e enquanto a cidade vibra a cada partida, outra Londres volta a florescer trazendo não apenas aqueles que se pensava estarem perdidos, mas tambem uma magia que foi capaz de destruir todo um mundo.

Ao meu ver dá para dizer que o livro é dividido em duas partes: na primeira vemos as consequências dos acontecimentos da noite negra e por mais que eu concorde que essa parte foi bem parada e que nada realmente importante acontece, é nela que temos a maior parte do desenvolvimento dos personagens e da construção de mundo, então pra mim nem foi tão doloroso assim, mas já fica aqui o aviso.


Dessa vez aprendemos mais sobre a vida de Kell e como é a sua relação com a família real, principalmente com Rhy já que agora ambos dividem uma vida e gente como esse menino sofre. Eu morri de dó ao ver o quão torturado ele ficou após a possessão da Vitari e como ele acha que deve carregar o mundo nas costas pelo fato de ter dado a vida ao irmão, aliás eu achei o comportamento de "pais adotivos" do Rei e da Rainha perante ao Kell bem duvidosos e sinceramente achei muita cara de pau eles fazerem o que fizeram com ele e ainda querer que ele concorde com tudo. 

 

Para contar o outro lado da moeda temos capítulos com o ponto de vista de Rhy e essa adição foi muito mais que bem vinda. O personagem se mostra muito mais complexo do que achávamos tendo acesso apenas aos pensamentos de Kell e aqui entendemos melhor sobre a pressão que o mesmo sofre por ser o príncipe herdeiro e por se considerar culpado por tudo o que o irmão está sofrendo.  


Agora a Lila, sem sombra de dúvidas foi a personagem que teve o maior desenvolvimento nesse livro e por mais que eu não goste muito dela e de seu jeito "eu sei tudo da vida, me deixa", aqui pude compreender melhor seus comportamentos e até dar razão a ela em algumas ações. As cenas dela são as mais intrigantes e mais reveladoras, pois assim como nós leitores ela também é nova nesse mundo e está aprendendo tudo do zero.

 

Alucard por sua vez é um ótimo acréscimo ao time de protagonistas e com seu charme e jeito misterioso já se tornou um dos meus personagens favoritos. A química que ele possui com Lila é simplesmente perfeita e eu adorei as partes em que eles ficam tentando descobrir os segredos do outro. Ah não posso esquecer que eu também o amo o fato de que a Victoria não tinha percebido que que Alucard é Drácula ao contrario, o que fez vários fãs jurarem que o personagem tinha um pézinho no submundo HAHAHHA

Já a segunda parte da história com o início do Essen Tasch, a história começa a tomar forma e dizer qual direção tudo aquilo está indo. As cenas das lutas são de tirar o fôlego e muito bem descritas e me lembrou muitos dos torneios de artes marciais que assistia em animes como Dragon Ball e Yu Yu Hakusho. Também gostei muito do fato de que a competição foi usada não apenas para nos dar cenas de ação, mas sim explicar melhor sobre o governo e as alianças de Arnes, pois  uma das coisas que eu mais gosto em livros de fantasia é saber mais sobre o governo e como tudo aquilo funciona e perceber que mesmo sendo o mundo que mais prospera dentre os quatro, Arnes está longe de ser um governo em que todos estão felizes e de acordo com as decisões tomadas pelos Maresh.

 

Fiquei chateada que essa melhor explicação de mundo ocorre apenas com a Londres Vermelha e eu entendo o fato de isso acontecer, já que esse é o mundo dos protagonistas, só que desde o livro anterior eu queria saber mais sobre os outros mundos, como a comunicação entre eles começou, como foi a reação dos governantes ao descobrir sobre outros mundos, mais sobre o Londres negra.... enfim espero que no próximo isso seja respondido. Outra coisa é que eu achei o romance entre um certo casal, um pouco forçado, não é que os personagens não possuem química, mas só acho que não teve nada que fizesse esse sentimento nascer.

 

A minha edição é uma versão de colecionador que vende na Amazon e que eu estava namorando a anos! Além dessa existe também uma outra versão que vende na Barnes & Noble e que tem mais conteúdo, mas como eles não entregam no Brasil comprei a da Amazon mesmo. Ela vem com fanarts, um glossário com termos em Arnesiano e um capitulo extra que mostra como é a vida de um ganhador do Essen Tash e que nem tudo são flores.

No geral tive a impressão de que esse livro não era uma continuação do anterior, porque o tom da história destoava e muito do frenesi que foi o "Tom mais escuro de magia", dando a impressão que esta é uma história totalmente nova, com novos personagens, mas situada no mesmo universo. Porém conforme tudo foi se desenrolando fui surpreendida pelo modo como as coisas foram se amarrando e percebendo como pequenas ações do livro anterior tem um grande impacto nessa parte história. 

 

PS. É altamente recomendável que ao começar esse livro você já tenha o terceiro em mãos, porque o cliffhanger do final é agoniante!

Resenha | Endgame - Rules of the Game - James Frey e Nils Johnson-Shelton

Ano: 2016
Páginas: 327
Editora: HarperCollins
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Gostar de séries estrangeiras que não fazem tanto sucesso no Brasil é sempre uma caixinha de surpresa, afinal nunca se sabe até quando a editora vai continuar lançando os próximos volumes e pode acontecer de a história ser abandonada no meio deixando nós leitores desamparados sem saber como aquela história acaba. Isso aconteceu comigo enquanto lia a trilogia Endgame, que faltando apenas um livro pra concluir a história foi abandonada pela Intrinseca, e então 6 anos depois dessa decepção finalmente consegui atingir um nível de inglês suficiente para concluir a história que explodiu a minha cabeça. 


 [SPOILER DOS LIVROS ANTERIORES]


O Endgame chegou em sua fase final e agora que Maccabee é o detentor das duas chaves, resta apenas uma para coroá-lo como vencedor e assim garantir a salvação de toda a sua linhagem, mas depois da descoberta de Aisling de que o Endgame pode ser parado, salvando as milhares de vidas do planeta Terra, as regras do jogo mudaram e agora os jogadores devem escolher entre jogar o Endgame até o fim ou fazer o possível para pará-lo. Porém, não importa pelo o que eles estarão jogando, todos os jogadores têm uma coisa em comum: estão dispostos a morrer para cumprir sua missão.

 

Minha relação com esse último volume é cheio de sentimentos conflitantes, pois ao mesmo tempo que devorei esse livro em 5 dias e vibrava a cada página virada, no final me senti um pouco decepcionada ao ver como alguns personagens importantes foram praticamente deixados em segundo plano e como alguns mistérios que foram de grande foco nos livros anteriores foram esquecidos. 


Pra começar a redução de personagens fez com que o desenvolvimento dos mesmos ficasse mais elaborado, sendo possível conectar-se mais a eles de modo a entender melhor suas motivações para jogar ou acabar com o Endgame. Me incomodava o fato de nos livros anteriores eles focarem mais na Sarah (fato esse que eu acho que era porque ela é a jogadora americana) e eu fiquei muito feliz quando a Shari, Aisling e o Hilal começam a ter mais mais capítulos. Outro ponto positivo sobre a redução de personagens é que temos uma visão melhor de que apesar do modo de treinamento pro Endgame ser quase igual para todos as linhagens, o modo com ele é imposto a cada um dos jogadores reflete em como cada um vê o Endgame e como eles lidam com as decisões que tomaram ao logo do jogo pra chegarem onde estão. Eu particularmente adorei a trajetória da Sarah lutando para lidar com o fato de ter matado Christopher, a batalha interna da Shari para proteger a família e parar o Endgame e também entender mais sobre o porque do An ser do jeito que é.

 

 

Porém esse desenvolvimento não se estendeu aos personagens do ARG que foram introduzidos depois na narrativa. Depois do fiasco que foi a história do Ea no livro passado eu pensei que eles iriam  se redimir e melhorar a narrativa da Stela, porém mais uma vez fui iludida. A personagem foi tão mal utilizada que na minha opinião deveriam ter deixado a história dela no ARG e me poupado da raiva que passei com o que li. Outra revolta minha foi que do modo como a personagem da Nori Ko foi jogada na história e eu não conseguia pensar que a Nori Ko do livro era a mesma do ARG, simplesmente porque as personalidades não batiam! O único personagem que se salvou foi o Greg e acho que é porque ele foi o menos explorado no ARG então não tínhamos como criar expectativas sobre ele.

 

Sobre o plot, ele continua com tudo o que me fez adorar a série: cheio de cenas de ações dignas de filmes e bem mais imprevisível do que os outros, com tantos plot twists que por vezes eu tinha que ler novamente o parágrafo para ter certeza de que o que eu tinha lido tinha realmente acontecido e que aquele jogador tinha realmente morrido. Mas como eu citei anteriormente muitas coisas que foram indicadas como importantes nos livros anteriores foram deixados de fora, dando a impressão de que pra acabar a história dentro das 300 páginas, os autores tiveram que simplificar tudo, empobrecendo a mitologia da história. Tenho a impressão que essas lacunas seriam preenchidas com os conteúdos de transmídia, mas como não rolou, apenas seguiram em frente e tocaram o barco.


Com isso o final da trilogia foi algo diferente do esperado, muito rápido, sem muitas explicações, com um final aberto, não combinando em nada com toda a grandiosidade que foi a trilogia e por isso quando terminei o livro fiquei com o sentimento de que esperava algo mais, foi quase o mesmo sentimento que tive com o final de LOST: entendi, fez sentido, mas refletindo a construção da obra não me satisfez. Ah e sobre os puzzles, o do primeiro livro foi descoberto e o ganhador realmente levou o prêmio, mas infelizmente não consegui ver sobre os outros, já que nenhum dos links funcionam mais =/

 

 

Endgame começou como um projeto revolucionário, com uma narrativa de tirar o fôlego e a promessa de um novo modo de contar histórias, mas por causa de fatos desconhecidos (pelo menos pra mim) não conseguiu atingir o seu potencial, mas foi o suficiente para entregar uma boa historia mesmo tendo o projeto inicial (que incluia os livros, o ARG, um jogo mobile e 3 filmes) não sendo concluído completamente.

[Tag] The anti TBR

Já tem um tempo que vejo essa tag perambular pelo booktube e desde o primeiro vídeo assistido me descobri viciada nela, pois as pessoas tem a tendência de serem mais detalhistas ao explicar algo que não gostam e com isso foi possível que eu descobrisse livros que venha a gostar (tipo teve uma pessoa que disse que não gosta de fantasia e que por isso não gostou de tal livro e eu que adoro fantasia, automaticamente já coloquei ele na minha lista hahahaha) e também porque alguns tópicos da tag são uma ótima maneira de discutir algo sobre um livro e trazer um novo olhar sobre o mesmo.

 

Um pequeno disclaimer: Não é porque eu não gosto de um livro que ele é a pior obra da humanidade, ele só não é do meu gosto e tudo bem outras pessoas gostarem dele. Outra coisa, a vida é uma eterna caixinha de surpresas e é totalmente possível que eu acorde um dia, morda minha língua e resolva ler um dos livros dessa lista, então já digo que ela é válida pra o momento em que eu vivo agora. 😜


Dito isso vamos lá ^^

  

 1 - Um livro popular que todo mundo ama, mas você não tem interesse em lê-lo.

Essa foi a pergunta mais difícil de responder, pois geralmente eu adoro livros populares, mas depois de muito pensar e várias pesquisas no Skoob e Goodreads cheguei a conclusão de que seria After, porque o pouco que eu pesquisei sobre esse livro me mostrou o quão problemático é o romance do casal principal e eu não tô afim de passar raiva, já que pra isso é só eu ler os notícias sobre o governo

 

2 - Um livro ou autor clássico que você não tem interesse em lê-lo 

Moby dick, e nem é pelo tamanho do livro, pq o meu sonho é ler Le Mis na integra, é só porque nunca me chamou a atenção ler um livro sobre uma pessoa que quer matar uma baleia. Poxa deixa a baleia em paz e vai viver a sua vida em paz!

 

3 - Um autor que você não tem interesse em ler seus livros 

Collen Hoover. Eu não tenho nada contra ela ou os livros, é só que as sinopses nunca me chamaram atenção e todos os livros parecem ter o mesmo plot.

 

4 - Um autor problemático que você não pretende ler seus livros  

Eu estava muito afim de ler a mulher na janela do A. J. Finn, por causa do filme, mas depois que eu vi o vídeo do Paulo do livraria em casa e descobri que o autor é um mentiroso compulsivo, que disse que tinha um câncer, que sua mãe tinha morrido e que havia participado de um monte de projetos que depois vieram a ser famosos. Sério gente, quanto mais eu pesquisava sobre ele, mas coisas bizarras apareciam e por isso ele vai ficar longe da minha estante.

 

5 - Um autor que você já leu alguns livros e decidiu que não é pra você 

Eu tenho um problema que quando uma adaptação de livro para o cinema/TV está para lançar eu tenho, porque tenho que ler o livro primeiro. Então antes de ver o Diário de Bridget Jones eu resolvi ler os livros da Helen Fielding e olha, foi uma decepção tão grande que eu ainda não vi os filmes (e olha que o filme tem o Colin Firth como Darcy). Eu sei que o livro foi escrito nos anos 90 e que por isso era comum mostrar mulheres que eram fixadas em emagrecer e casar, só que por mais que eu tentasse ter isso em mente, não consegui passar.

 

6 - Um gênero que você não tem interesse OU um gênero que você tentou curtir, mas não rolou. 

Eu não sei o que acontece comigo, mas eu tenho um bloqueio enorme com poemas. Não consigo ler no tempo certo e não consigo entender o que o autor que dizer com o texto, por mais que eu tente (e olha que foram muitas vezes) simplesmente não vai.

 

7 - Um livro que você comprou, mas que não pretende ler (pode ser um livro que você já se desfez ou até mesmo um livro que você pegou emprestado na biblioteca ou com um amigo e devolveu sem lê-lo)

Desculpa amantes de Paulo Coelho, mas esse lugar é d'O Alquimista. Eu peguei ele com um amigo que estava de mudança e doando alguns livros e a princípio eu realmente queria ler ele, pois nunca tinha lido nada do autor, só que conforme os anos se passaram, outros livros se tornaram mais apelativos e  a vontade simplesmente sumiu e acabei doando ele.

 

8 - Uma série de livros que você não tem interesse de lê-la OU uma que você começou e não pretende terminar 

Esse posto definitivamente vai ficar com Gossip girl. Peguei os livros para ler quando a terceira temporada da série estava no ar e foi um choque quando eu vi que os livros eram BEM diferentes da adaptação de TV. Não sei o que me desagradou mais, se foi a escrita da autora, os personagens serem BEM mais mimados do que os da série ou se foi a simplicidade do plot, só sei que consegui ler até o quinto volume e depois decidi que ia ficar só com a série mesmo.

 

9 - Um lançamento recente (ou que será lançado em breve) que você não está interessado em lê-lo.

Pra essa pergunta eu tive que ir pesquisar os lançamentos, porque eu tô com tanto livro parado para ler que parei de ver lançamentos porque senão minha TBR nunca iria abaixar. Mas o escolhido foi o novo livro do Soman Chainani da série escola do bem e do mal "O cristal do tempo", pelo simples fato de que eu não sei nada sobre a série e o autor, a não ser que ele é mega amigo da Victoria Aveyard e que vai rolar um crossover entre as histórias dele e da Rainha Vermelha 


E aí o que acham das minhas respostas? Concondam ou discordam?

Web série | Autodale

 


Há um tempo atrás uma miniatura de uma animação em preto e branco, com um personagem usando uma mascara sorridente um pouco assustadora e com uma etiqueta na testa escrita "feio" apareceu na minha home do Youtube. O nome do vídeo em questão era "Being Pretty" | Dystopian Animated Short Film (Sendo bonito | Curta-metragem de animação distópica, tradução livre) e através dele fui apresentada ao mundo de Autodale, uma cidade automatizada onde todos os cidadãos são perfeitos em suas vidas perfeitas, porém conforme vamos adentrando os perímetros da cidade e entendendo seu funcionamento percebemos que a perfeição tem um preço muito alto.


Nesse mundo ambientado numa mistura de EUA dos anos 50 e cidade industrial, espera-se que todos sejam perfeitos/bonitos e por isso os habitantes de Autodale agem todos da mesma maneira: o pai sendo o provedor da casa, a mãe sendo a perfeita cuidadora do lar e as crianças almejando serem bonitas iguais os adultos para então terem suas próprias famílias e continuarem o ciclo.
 
A cidade é controlada por um ser meio máquina, meio humano chamado de "matriarca" que vive escondida de todos na torre central da cidade e que comanda os robôs que são encarregados da segurança da cidade. Manter tudo bonito é imperativo para que a cidade continue funcionando e mantendo os cidadãos protegidos do que há fora das muralhas da cidades, mas qualquer comportamento que desvie do padrão é considerado feio o que significa que esse indivíduo não serve para contribuir com a cidade. Ser feio significa a morte, tentar fugir significa a morte. 

 


   "Olá, cidadãos da Autodale! Vocês são bonitos. Seus vizinhos, amigos e familiares também são bonitos. Mas, infelizmente, nem todos são bonitos. Alguns são feios ... Nós, aqui da Autodale, não queremos "feios".


Cada episódio é centrado em um personagem diferente e vai nos explicando como é a vida em Autodale, como as pessoas se comportam, como a cidade funciona e porque todos tem que ser bonitos. Ao mesmo que é interessante descobrir como Autodale foi criada, é muito assustador ver como essa sociedade se tornou tão passiva e como a lavagem cerebral que foi feita nos habitantes faz com que eles não consigam ver tudo o que há de errado, mesmo quando as situações se apresentam bem explícitas diante deles. Esse último fato me fez pensar muito no que estamos vivendo hoje em dia e criar um paralelo com o que estamos vivendo hoje em dia, com as várias pessoas sendo controladas por meio de mentiras sendo contadas através das redes sociais e praticando linchamentos virtuais a qualquer outro que pense diferente.

A série criada por David James Armsby vem sendo lançada desde 2017 no formato de curtas, porém como tudo é feito pelo Armsby (história, design, modelagem em 3D e direção) a periodicidade dos episódios é de geralmente dois episódios por ano. Não, você não leu errado são DOIS episódios de cerca de OITO minutos cada POR ANO, mas meio que pra compensar a grande espera pelos episódios, são lançados também vídeos de todo o processo criativo e do making of dos curtas e a partir deles é possível tirar ainda mais conteúdo sobre esse mundo.

 


Um outro ponto bem legal é a comunidade que foi criada em volta da história. Os comentários dos vídeos são bem movimentados, cheios discussão sobre o lore, teorias sobre os próximos capítulos, referencias a outros materiais, ou seja essa sou eu levando oito minutos para ver o curta e mais trinta para ler os comentários e refletir sobre o as discussões😅

Enfim, eu estou bem curiosa sobre onde tudo isso vai levar, sobre descobrir mais sobre Autodale, mais sobre o mundo fora da cidade, sobre quando tudo começou, de onde veio a matriarca e espero que que esse post faça que vocês deêm uma chance para o distorcido mundo de Autodale

 

 PS. Apesar de ser toda no Youtube, os curtas possuem legendas em português

 

Curtas de Autodale

 

Making Of dos curtas


Releitura, uma meta para 2021

Ano passado tivemos o lançamento de novos livros de séries que marcaram minha vida como leitora, Jogos Vorazes e Crepúsculo, e como eu não lembrava muitas coisa sobre as histórias (apenas o plot geral e algumas cenas dos filmes) resolvi reler as duas séries como preparação e para aproveitar o máximo aqueles mundo que estavam voltando para mim. As releituras fizeram com que eu relembrasse não apenas a história, mas como também entendesse melhor os personagens, suas personalidades e como isso refletia na trama do livro além de enxergar mais significado no plot (no caso de Jogos Vorazes construir um paralelo com o mundo que estamos vivendo). 

 

Sei que com tanto lançamento, reler algo soa como tempo perdido, afinal por que reler algo que já se conhece em vez de ler algo novo e descobrir uma nova paixão? Mas então comecei a refletir que uma história, mesmo que já conhecida, nunca é a mesma quando a relemos, porque nós não somos os mesmas pessoas de quando lemos aquele livro pela primeira vez, envelhecemos, adquirindo novas experiências, conhecemos novas pessoas, novos lugares e tudo isso impacta sob como interpretamos algo.


Com isso resolvi que em 2021 além de ler os livros da minha TBR que não termina nunca (e que já até desisti de terminar ela algum dia😂) vou reler algumas das séries e standalones que habitam minha estante e além de relembrar sobre o mundo que me cativou (afinal, sou parente da Dory) ver o que de novo estas histórias podem me trazer. 

 

Aqui em baixo está a "pequena" lista de coisas que pretendo reler e sim, eu estou ciente que algumas séries que eu escolhi reler tem muitos livros (Oi Cassandra 👋), mas não custa tentar, não é mesmo? 

 

  • Endgame
  • Percy Jackson
  • Todos da Cassandra Clare
  • Filhos do Eden
  • S.
  • Todos os livros do John Green
  • Desventuras em série
  • As Cronicas de Nárnia 

 

E vocês o que acham de reler livros? Vocês tem esse costume? Deixa aí nos comentários.